Repetição de erros primários indica que reconstrução da ‘brasileira’ Foyt não será de uma corrida para outra

A Foyt sonha grande em 2018. Completamente reformulada, a equipe aposta na experiência de Tony Kanaan e na juventude de Matheus Leist por bons resultados, mas alguns erros primários nas duas primeiras etapas mostram que a recuperação do time não será instantânea

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A Foyt é uma das equipes que mais evoluíram neste início de 2018. O carro está melhor, o time achou um acerto bom para São Petersburgo e também para Phoenix, e os brasileiros Tony Kanaan e Matheus Leist estão dando conta do trabalho. Dito isto, é necessário falar também: a Foyt ainda comete erros primários e não parece que isso mudará nas próximas etapas.

 
Durante os últimos anos, a equipe americana variou entre penúltimo e último time na ordem de forças da Indy. Com o crescimento brutal da Dale Coyne em 2017, a esquadra de AJ Foyt ficou isolada na rabeira do grid. Para 2018, o plano era de deixar isso tudo para trás e brigar na ponta, com uma reformulação completa. Vai precisar de paciência.
 
É até natural que isso aconteça, afinal, quando se troca todos os engenheiros, pilotos e mecânicos, necessita-se de um tempo para que haja entrosamento entre todas as partes. O que se viu até agora foi o contrário, com alguns deslizes primários que seguem impedindo a equipe de alçar voos mais altos.
Matheus Leist fazia grande exibição em São Petersburgo (Foto: IndyCar)

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Os brasileiros não devem ser criticados até o momento. Os dois estão cumprindo exatamente o que deles era esperado: Kanaan tem sido consistente e vai somando aqueles pontos fundamentais para jogar a Foyt para o meio do pelotão. Enquanto isso, Leist é mais explosivo, busca os resultados maiores, mas também oscila um pouco. Natural pela idade e o posto de rookie que ainda ocupa.

 
Em Phoenix, uma de suas provas favoritas, Tony fez o que dava para fazer, mas voltou a sofrer nos boxes com o trabalho da equipe, como já havia sido em São Petersburgo. Para Leist, foi ainda pior. O gaúcho largou na parte final do pelotão pela ingrata ordem de saída para a pista na classificação – foi o primeiro – e, na corrida, ainda viu o time cometer um erro crasso: roda solta nos boxes e nove voltas perdidas atravessado na saída do pit-lane.
 
Além dessa série de pequenos – ou grandes – problemas operacionais, ainda teve o problema eletrônico que acabou com a corrida de Leist em St. Pete. Aliás, acabou com uma chance grande de pódio para Foyt, algo que seria fundamental para dar confiança à equipe.
Os companheiros e compatriotas Matheus Leist e Tony Kanaan estão fazendo a parte deles (Foto: IndyCar)

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Ou seja: a palavra do momento para a Foyt é paciência. Não é do dia para a noite que uma equipe sai do fundo para a frente do grid e, por melhor que seja a dupla de pilotos, Leist e Kanaan não vão operar milagres. É possível que a Foyt vença corridas em 2018? Até é, mas daí a se estabelecer como uma equipe de ponta há uma enorme distância. Tudo a seu tempo.

 
Fora da Foyt, mas também precisando de paciência, está Pietro Fittipaldi. O jovem piloto fez sua estreia na Indy no último final de semana com a Dale Coyne e sua participação teve dois atos: uma muito boa classificação e uma corrida discreta com final em acidente.
Pietro Fittipaldi acabou no muro em Phoenix (Foto: Reprodução/Twitter)
O brasileiro tem um ano importante pela frente e vai andar em diversas categorias diferentes. Talvez isso seja um problema, já que o próprio Pietro admitiu que foi pego de surpresa com a turbulência no pelotão em Phoenix. Foi um erro de novato, mas que só será corrigido com muita quilometragem.
 
Se tiver foco na Indy, Fittipaldi tem tudo para andar bem e, principalmente, aproveitar o ótimo trabalho que a Dale Coyne vem desenvolvendo para 2018.

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