Retrospectiva 2019: Na melhor fase desde ruptura, Indy muda de comando

Roger Penske surpreendentemente assumiu o controle da Indy após a temporada 2019. Mas o que esperar da categoria que vivia seu auge depois da ruptura?

A notícia que mais pegou os fãs da Indy de surpresa depois do fim da temporada foi Roger Penske virando novo dono da categoria. Aos 82 anos, o homem da equipe mais poderosa comprou a categoria, levantando algumas dúvidas sobre o que devemos esperar para os próximos campeonatos. E é disso que trata o último capítulo da RETROSPECTIVA 2019.
 
É bem verdade que Roger é o cara de maior sucesso na Indy e, sem dúvidas, a figura mais respeitada e querida do paddock da categoria. Acontece, porém, que é dono da principal equipe do grid, o que gera um possível conflito de interesses natural que não acontecia com a Hulman & Company no controle.
 
Entre as expectativas positivas com Roger no comando, certamente se destaca o fato do homem ser uma espécie de Midas, afinal, é impressionante como consegue transformar em ouro tudo que toca. Não dá para esperar que a Indy não cresça nos próximos anos, especialmente em relação ao público, à parte comercial e ao calendário.
Roger Penske conta com a confiança dos rivais (Foto: IndyCar)

Outra novidade que pode pintar é um relacionamento bem próximo com Nascar e F1. Penske transita muito bem em todos os mundos do automobilismo e, para a Indy, seria ótimo se aproximar internamente da Nascar, eventualmente até correndo junto algumas vezes, e externamente da F1, procurando ampliar seus horizontes e seu público.

 
Mas nem tudo são flores e os desafios são bem grandes. É fato que a Indy, nos últimos anos, se reestabeleceu, deixou a crise gerada pela ruptura entre CART e IRL para trás, mas ainda não está perfeita. O maior dos problemas do momento parece ser a volta da onda de pilotos pagantes, como desenha o cenário para, no mínimo, Dale Coyne, Carpenter e Foyt para 2020. É algo que Roger precisa ajustar, ainda mais tendo também um time no grid.
 
Fundamental também é que Roger, com todo prestígio e confiança que tem inclusive do pessoal das rivais Andretti e Ganassi, faça o possível para se manter longe de seu time. O conflito de interesses está aí, resta saber qual vai ser o grau dele, até porque é até provável que a Penske siga sendo a melhor equipe do grid mesmo que Roger não interfira. 
 
Dá para dizer que 2020 será um ano chave para a categoria. Ao mesmo tempo em que gera muita expectativa, Roger também passa alguma desconfiança da forma como vai lidar com campeonato e equipe. Vai ser uma primeira temporada fundamental para projetarmos o que será da Indy e também da Indy 500, com o chefão também passando a cuidar do IMS.


 
Paddockast # 45
OS MELHORES E OS PIORES PILOTOS DA F1 2019

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