Retrospectiva 2021: Título de Palou confirma invasão da nova geração no topo da Indy

Álex Palou levantou a taça da Indy em 2021 com todos os méritos do mundo. Em um ano de equilíbrio, especialmente na disputa com Josef Newgarden e Pato O'Ward, o que se viu foi a nova geração tomando de assalto as primeiras colocações da categoria

A temporada 2021 da Indy não vai entrar para a história como uma das mais bem disputadas ou brilhantes de todos os tempos, mas o título de Álex Palou trouxe a confirmação de um momento de renovação intenso na categoria, puxado por uma série de jovens talentos que, cada vez mais, vão ganhando espaço no grid. A RETROSPECTIVA INDY 2021 começa, então, tratando da inesperada conquista do catalão e de como os garotos receberam ainda mais protagonismo.

A consagração de Álex veio de forma estranhamente natural para alguém com tão pouca experiência e que chegava na Ganassi justamente em 2021. É que Palou não entrava no grupo dos grandes favoritos de ninguém e, ainda que tivesse um baita carro, teria pela frente a maldição do #10 para superar.

Desde o acidente que encerrou a carreira da lenda Dario Franchitti, no GP de Houston de 2013, o carro #10 de um dos grandes times da história do automobilismo americano parecia uma cadeira elétrica. Tony Kanaan, outra figura enorme na categoria, não chegou a disputar título ali. Ed Jones e Felix Rosenqvist, então, foram rapidamente fritados. Palou tinha tudo para seguir o mesmo destino ao lado de um então imbatível Scott Dixon.

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ÁLEX PALOU; PATO O'WARD;
Álex Palou e Pato O’Ward: amigos e rivais em parte da briga pelo título da Indy em 2021 (Foto: IndyCar)

Acontece que o jovem de 24 anos teve a melhor das abordagens e meio que virou um ‘Mini Dixon’. Cerebral, caprichando nas estratégias e aproveitando tudo que era chance, Palou foi se transformando rapidamente em um fator na briga pelo título. Na verdade, já abriu o ano assim, quando venceu a primeira corrida, no Alabama.

Álex não teve um campeonato linear, é justo dizer, mas absolutamente nenhum piloto teve. Foi ano de altos e baixos, ainda que o desempenho tenha sido, na maior parte do tempo, de bom para ótimo. Até a Indy 500, por exemplo, tinha a vitória em Barber, o terceiro lugar no GP de Indianápolis e o quarto no Texas como principais resultados e Josef Newgarden, Pato O’Ward e Dixon sempre muito próximos.

Na Indy 500, a histórica quarta vitória que colocou Helio Castroneves ainda mais alto no panteão de grandes nomes da Indy, mas Palou estava lá de novo, em segundo. Na hora doeu, é claro, Indianápolis é quase que um campeonato separado do resto do ano, mas os muitos pontos entravam na conta e Palou cravava presença de vez na briga.

Josef Newgarden incomodou Álex Palou o ano todo na briga (Foto: IndyCar)

Os altos e baixos do espanhol seguiram meio que até o fim do ano, mas as vitórias em Elkhart Lake e Portland, além dos pódios em Detroit, Mid-Ohio e Laguna Seca jogaram o catalão para a dianteira. Na final, o quarto lugar em Long Beach foi mais do que suficiente para segurar um Newgarden muito mais azarado do que o de costume, mas igualmente excelente e que, de fato, foi o único grande concorrente de Palou até o fim.

Com 549 pontos e três vitórias, Álex levantou a taça de forma incontestável, mas também confirmou uma tendência: a nova geração chegou para ficar na Indy. Além de Palou e de O’Ward, que venceu duas corridas e ficou no terceiro lugar no campeonato, foi mais um ano incrível de Colton Herta, que até na F1 chegou a ser cotado, e o florescer de Rinus VeeKay, que antes de lesionar o ombro até com a taça chegou a sonhar também.

Em um ano que tinha tudo para ter mais um capítulo de Newgarden x Dixon, os novinhos roubaram a cena. E quem é louco de dizer que 2022 não será um ano de Dixon x Newgarden x Palou x Herta x O’Ward?

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