Grosjean coroa recuperação impactante com pole só 5 meses após acidente no Bahrein

Romain Grosjean esteve nas chamas cinco meses atrás. Agora, vive um dos principais momentos da carreira ao anotar a pole-position para o GP de Indianápolis 1

Volta com Jimmie Johnson no misto de Indianápolis (Vídeo: Indycar)

Cinco meses e 16 dias separaram Romain Grosjean de uma quase morte até uma pole-position em um dos maiores templos do automobilismo. Depois de passar 28 segundos nas chamas, o piloto franco-suíço deu uma incrível volta por cima na última sexta-feira (14), anotando o melhor tempo e garantindo o primeiro lugar do grid do GP de Indianápolis.

Grosjean teve longa passagem pela Fórmula 1, ajudou a construir a Haas, mas o desgaste das partes estava claro, especialmente com a queda de desempenho de ambos, e o fim da parceria estava marcado no encerramento da temporada 2020. Porém, Romain passou pelo momento mais delicado da carreira no dia 28 de novembro daquele ano, quando viu seu carro atravessar o guard-rail na saída da curva 4 do circuito e se partir, em chamas.

O tão contestado halo, inclusive pelo próprio Romain, evitou que o piloto fosse decapitado. Ele mostrou instinto de sobrevivência e escapou das chamas apenas com queimaduras nas mãos. Não foi da forma que queria, mas sua trajetória de 10 pódios e quase 200 corridas na Fórmula 1 se encerrou ali, já que médicos o impediram de voltar para as corridas finais do campeonato.

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Impressionante acidente de Romain Grosjean mudou a vida do piloto (Foto: AFP)

“O Jules Bianchi salvou minha vida, graças ao Halo”, disse Grosjean, entrevistado pela TV francesa Canal Plus. “Ainda assim, eu era totalmente contra a introdução do Halo. Como eu fui idiota. O Jules salvou minha vida, salvou a vida de outros pilotos. Serei grato a ele para sempre”, completou.

Grosjean sempre gostou da Fórmula 1, mas falava publicamente de como já não era tão mais encantado com aquele circo, de como queria brigar por algo além de migalhas no pelotão intermediário. Por muito tempo, recusou a chance de ir para a Indy, já que era “perigoso demais correr em ovais para um pai de família”, mas buscou conhecimento, viu que era um desafio possível e que não necessariamente precisaria andar nos speedways.

“Eu considero a Fórmula E como um bom campeonato. É bem diferente da Fórmula 1, mas também é muito competitiva, com grandes fábricas e times fortes disputando. Eu também gosto do endurance e gostaria de correr em Le Mans um dia, de preferência. Indy? Corridas em ovais são muito perigosas para um pai de família como eu”, disse em setembro de 2019.

Grosjean bateu logo no primeiro teste pela Indy (Foto: Twitter/Bryson Frank)

Recuperado das queimaduras nas mãos, Romain topou o desafio de correr em pistas completamente diferentes. Firmou contrato com a Dale Coyne, testou, errou, bateu, mas o mais importante de tudo: aprendeu. Estreou no GP do Alabama com um honroso 10º lugar, mostrando que tinha potencial para brigar de igual para igual com os grandes nomes do automobilismo americano.

A cereja no bolo veio no misto de Indianápolis, talvez um dos circuitos “mais F1” que a Indy tem, e desbancando Josef Newgarden, um dos principais nomes do grid da categoria, e pela primeira vez desde os tempos de GP2, vai largar na pole-position.

O GP de Indianápolis acontece neste sábado (15) a partir das 15h30 (de Brasília), com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.

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