Grosjean ganha chance de ser competitivo e coroa melhor grid da Indy dos últimos tempos

Romain Grosjean vai parar de brigar por migalhas na Fórmula 1 e recebe a oportunidade de virar um piloto de relevância na Indy novamente. A categoria só se beneficia com a chegada do francês

Romain Grosjean será piloto da Indy em 2021. Ao assinar o contrato com a Dale Coyne para a disputa de 13 etapas do campeonato, o franco-suíço abre uma grande porta para voltar a ser um piloto competitivo e relevante, ao mesmo tempo em que promove o patamar da categoria norte-americana, que carrega um de seus melhores grids dos últimos tempos.

Com custos mais atrativos que outras categorias, poucos grids apresentam a diversidade de nomes e trajetórias que a Indy 2021 terá. São pilotos de diversas grifes, diversos caminhos, diversos níveis, diversos futuros. Nomes que valorizam o campeonato e colocam o nível em um patamar acima.

O protagonismo da Indy segue com Josef Newgarden e Scott Dixon, afinal, são pilotos praticamente “criados” pela categoria, que dividiram os últimos quatro títulos, mas vão contar com diversos desafios para bater de frente, como os jovens Patricio O’Ward e Colton Herta, nomes que abandonaram mercados maiores para dar uma chance aos Estados Unidos, como Alexander Rossi, Felix Rosenqvist e Álex Palou.

Felix Rosenqvist passa a defender a McLaren na Indy em 2021 (Foto: McLaren)

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Veteranos vitoriosos como Simon Pagenaud, Will Power, Ryan Hunter-Reay e Takuma Sato estarão ali, assim como pilotos com trajetórias vitoriosas em outras categorias como Jimmie Johnson e Scott McLaughlin. Quase todos estes nomes estão em grandes equipes e em posições para alçar maiores desafios.

Enquanto times na Fórmula 1 imploram por limite de gastos pelo nível estratosférico de elitismo e tecnologia que a categoria alcançou, a Indy só expande e chama atenção. Penske, Ganassi e Andretti – as três principais equipes da categoria – terão programas de quatro carros em 2021. Equipes como McLaren e RLL surgem como vencedoras de corrida na maioria das oportunidades possíveis, além de Carpenter e Dale Coyne sempre incomodando.

Grosjean quer fazer parte da Indy por enxergar uma oportunidade de ser competitivo e se apaixonar pelo automobilismo de novo. Quase os mesmos motivos de Kevin Magnussen apostar no IMSA SportsCar, por exemplo. Anos lutando por nada e sem perspectiva na Fórmula 1 podem muito bem arrancar qualquer motivação de um piloto.

Magnussen estreou no SportsCar (Foto: Reprodução)

Romain sentirá dificuldades no início. Afinal, os circuitos americanos são mais ondulados que os da Fórmula 1, e a diferença dos bólidos é grande, mas a oportunidade de estar em um cenário competitivo e não brigar por migalhas é muito atraente.

O francês, que sofreu um dos acidentes mais impressionantes do automobilismo em sua última aparição na Fórmula 1, no Bahrein, encerrou sua participação na categoria com 179 largadas e 11 pódios. Goste ou não, foi um dos nomes mais marcantes do esporte na última década. Que a ideia de se mudar para os Estados Unidos abra os olhos de pilotos que também almejam competitividade em outro lugar.

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