Segundo colocado em Detroit, Jakes revela preocupação com lesão no pulso após engavetamento

O piloto da RLL afirmou que só conseguiu terminar a corrida de Detroit na segunda posição porque teve pista limpa para fazer voltas rápidas. Mesmo assim, ele só garantiu o segundo posto por ter economizado push-to-pass

Se Simon Pagenaud pôde comemorar a primeira vitória na Indy, James Jakes foi outra surpresa em Detroit. O piloto da RLL também se aproveitou da estratégia de retardar ao máximo a última parada para ganhar posições e assim terminou em segundo na bateria 2 da rodada dupla de Belle Isle, neste domingo (2).

Após a prova, o britânico afirmou que só conseguiu ganhar posições porque teve pista livre à frente, já que um problema no acerto do câmbio o impediu de aproveitar ao máximo as várias relargadas que a prova teve.

James Jakes foi o segundo em Detroit (Foto: John Cote/IndyCar)

“Foi uma corrida bastante divertida. Nós saímos em segundo, mas não foi a melhor das largadas. Tivemos sempre problemas na relargadas. Parece algo nas marchas. E assim que pegávamos ritmos, íamos para quarto ou quinto, as bandeiras amarelas apareciam. Foi muito difícil ter alguma estratégia a partir daí”, declarou.

Uma dessas bandeiras amarelas aconteceu por causa de um engavetamento na curva 1, quando Will Power rodou e coletou outros nove carros. Nessa hora, Jakes viveu momentos de tensão. Além de ter a asa dianteira danificada, o piloto ainda machucou o pulso, onde já havia sofrido uma grave lesão.

“Então nós nos envolvemos naquele grande acidente da curva 1. Eu perdi minha asa dianteira e precisei ir aos boxes. Na verdade, eu machuquei o meu pulso, o mesmo que eu já havia lesionado um tempo atrás, então fiquei um pouco preocupado”, revelou.

Passado o susto, Jakes disse que aproveitou a pista limpa para fazer voltas rápidas e superar os adversários. “No final da corrida, nós tivemos uma janela em que todo mundo na nossa frente parou. A pista ficou limpa e nós pudemos passar um monte de gente. Foi isso que nos colocou nesta posição”, acrescentou.

O britânico, por fim, ainda precisou segurar a pressão de Mike Conway nas voltas finais. O piloto da RLL reconheceu que colocar os pneus macios foi a estratégia errada, mas ainda conseguiu garantir o segundo posto graças aos push-to-pass salvos.

“Então veio a questão de colocarmos o pneu preto ou o vermelho. Como os vermelhos funcionaram bem no warm up, decidimos colocá-los, mas não deu muito certo. Eles se desgastaram em poucas voltas e fomos bastante pressionados por Mike, mas conseguimos salvar alguns push-to-pass, o que nos manteve em segundo”, encerrou.

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