Sem data, Indy preserva calendário, mas não há clima para GP de St. Pete

A Indy resolveu que o melhor a ser feito era manter o GP de São Petersburgo, já que teria de cancelar a etapa por não ter outra data disponível. Vai correr de portões fechados e sem o menor clima com a tensão pelo surto do coronavírus

A Indy resolveu remar contra a maré do esporte mundial e confirmou o GP de São Petersburgo neste final de semana em meio ao surto do coronavírus. Apesar de restrições nos EUA e na Flórida, as equipes e pilotos chegaram e, as únicas mudanças, foram nos dias de atividades e nos portões fechados para o público.
 
Basicamente, a Indy admitiu que não acharia outra data para correr nas ruas de St. Pete e, com medo de perder mais provas futuramente, como já aconteceu no fim da quinta-feira (12) com Long Beach, forçou a realização da corrida mesmo em condições adversas. Mas era o caso? Foi a melhor das atitudes?
 
Outro ponto que explica a decisão da categoria é a perspectiva de uma audiência altíssima, já que estamos falando de um final de semana em que grandes eventos pelo mundo todo estão sendo cancelados, do esporte ao entretenimento. Ainda, a Nascar optou pela mesma medida para correr em Atlanta e Homestead e, só depois, vai pensar no que fazer com o resto do calendário.
A Indy não teve sensatez alguma ao manter a prova em St. Pete (Foto: IndyCar)
Mas o risco de perder uma corrida no calendário e o otimismo com a audiência não deveriam ditar as escolhas da categoria em um momento como esse. Os EUA não param de subir no ranking de casos de coronavírus e isso, por si só, já deveria fazer com que a Indy seguisse exemplos de outras ligas americanas.
 
Fora toda a questão de saúde, agora entra o sentido disso tudo. O esporte em condições tão adversas tem alguma lógica de acontecer? Vale mesmo a pena fazer o show continuar sem torcida? Em um clima desses?
 
Em uma semana em que até a F1 tomou uma decisão sensata – é bem verdade que de forma lentíssima e pressionada por suas equipes e pilotos -, mas tomou, a Indy erra feio ao manter o negócio acima de tudo e, com um horizonte nada animador em um cenário de pandemia mundial, tem tudo para fazer uma corrida e, depois, parar por várias semanas.
 

 
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