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Sexta-feira confirma equilíbrio no trio-de-ferro em Austin, mas Penske volta a ficar um passo adiante das rivais

O primeiro dia de atividades da Indy no Circuito das Américas teve um esperado equilíbrio entre as três principais forças do grid. No entanto, a Penske demonstrou estar um pouco adiantada em relação a Andretti e Ganassi

Grande Prêmio / GABRIEL CURTY, de São Paulo
A primeira corrida da história da Indy no Circuito das Américas não deve mesmo fugir do controle absoluto do trio-de-ferro. Em mais uma demonstração do que deve ser a tônica de toda a temporada, a sexta-feira (22) viu os três principais times na ponta da tabela de tempos.
 
Só que no meio do domínio de Penske, Ganassi e Andretti sempre vai haver alguém se destacando um pouco mais. Em St. Pete, o time de Roger Penske deu o bote na classificação e confirmou na corrida, primeiro com Will Power, depois com Josef Newgarden. Em Austin, o favoritismo começou um pouco mais cedo.

"O dia foi ok. Perdemos um pouco no TL2, mas também não forçamos com os pneus macios. Parecemos bem fortes com os duros, mas precisamos estudar os gráficos especialmente para caso de chuva amanhã. No geral, sinto que fomos bem. O carro é confiável e amanhã vamos para cima", disse Newgarden.
Josef Newgarden voltou a se destacar (Foto: IndyCar)
Não é nada que tire do páreo Andretti e Ganassi, lógico, mas é inegável que a Penske foi a principal força da sexta-feira. No TL1, Newgarden se sobressaiu. No TL2, foi a vez de Power. Mais uma vez, Simon Pagenaud ficou ali na zona da marola e não passou nem perto dos holofotes, algo que também já era esperado pelo desempenho recente do francês.

"A curva 19 é muito interessante e você precisa usar o regulamento para ser veloz ali. É uma pista complicada, muito técnica. É difícil acertar exatamente o carro. Mas acho que tivemos um TL2 bem bom, achamos o que nos faltava. O clima parece interessante, vai ser um fim de semana legal", comentou Power.
 
Aliás, sobre a Andretti, não dá para dizer que foi um dia propriamente decepcionante, mas a equipe que pintava como principal força pelo desempenho na pré-temporada foi apenas regular. Com Alexander Rossi e Ryan Hunter-Reay sempre no top-4, parece que faltou apenas o passo maior para superar também a Penske.
Will Power levou o TL2 (Foto: IndyCar)
"Foi um dia sem grandes problemas e, geralmente, isso é um bom sinal. Fizemos algumas mudanças no carro durante o dia e temos ótimas ideias para amanhã. Estou esperando uma classificação emocionante com os pneus macios e estamos em boa situação", afirmou Rossi.

Na Ganassi, possivelmente o desempenho menos empolgante de sexta-feira no trio-de-ferro, mas isso não pode preocupar muito o time. Primeiro porque a equipe de Chip Ganassi costuma mesmo engrenar durante o fim de semana. Além disso, Felix Rosenqvist foi rápido o bastante no TL2 para mostrar que a velocidade está ali.

"Gosto muito desse lugar, é uma pista cheia de características misturadas. O seu carro sempre precisa ter tudo de bom, sinceramente. Não dá para ficar feliz com tudo, mas é um acerto que foi feito para se comprometer. Acho que, dentro do possível, estamos felizes com o carro para o resto do final de semana", avaliou Rosenqvist.
Felix Rosenqvist mostrou a força da Ganassi (Foto: IndyCar)
No pelotão intermediário, o destaque também ficaria com a lógica: Colton Herta. Só que foi um dia de montanha-russa para o jovem americano e para a Harding. Colton quase liderou o TL1, mas estourou o motor e sequer andou no TL2, ou seja, perdeu muito tempo antes da classificação.
 
Assim, é bem possível que o espaço tenha sido aberto para outros times se destacarem no meio do grid, mais especificamente, as equipes com motores Chevrolet, com Ed Jones tendo sido o melhor do resto no segundo treino livre mesmo com uma lesão na mão sofrida em St. Pete.

"O dia começou muito duro no TL1. Estávamos sem velocidade e foi assim a sessão toda. Mas a gente trabalhou muito e encontrou uma fórmula para crescer no TL2. Também conseguimos um stint longo positivo, deixei a atividade bem confiante, agora é seguir trabalhando para entendermos todos os aspectos da pista", disse Jones.
Colton Herta teve um dia de altos e baixos (Foto: IndyCar)
Na Foyt, mais um cenário que praticamente não mudou. Apesar de um TL1 até regular de Matheus Leist, o time pareceu recuar na segunda atividade e ficou bem para trás. Não deve sequer chegar à segunda fase da classificação.

"Foi um dia complicado. Como equipe, quando você precisa saltar de patamar, precisa tentar grandes mudanças e a gente ainda não foi feliz nelas. Foi um dia muito complicado, mas é assim que se aprende. Não somos uma equipe que desiste das coisas, então vamos transformar o dia ruim em positivo amanhã", garantiu Kanaan.

"Não foi, infelizmente, a performance que a gente estava esperando. Faltou mais aderência que o esperado, temos muito trabalho pela frente. Temos mais um treino livre antes da classificação, vamos tentar deixar esse carro o mais rápido possível e aí ter uma boa corrida domingo", explicou Matheus.