Tradicional nas categorias de base, Carlin sobe para Indy e anuncia Chilton e Kimball para temporada 2018

Conhecida por revelar vários talentos em categorias de base, a Carlin vai ser a primeira equipe totalmente britânica a fazer parte do grid da Indy em sua era moderna. E a escuderia traz um piloto do seu país, Max Chilton, que vai formar dupla com outro ex-Ganassi, Charlie Kimball. Na Europa, a equipe vai voltar a alinhar no grid da F2 e terá o brasileiro Sergio Sette Câmara como um dos seus competidores

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Toda a expectativa em torno da ascensão da tradicional equipe britânica Carlin ao grid da Indy se confirmou na manhã desta terça-feira (12). O time fundado por Trevor Carlin, que desde 2015 faz parte da Indy Lights, fez o anúncio dos pilotos que vão representá-lo na principal categoria de monopostos dos Estados Unidos. Além de Max Chilton, que defendeu a equipe na Indy Lights, a escuderia vai contar com outro ex-Ganassi: Charlie Kimball. A Carlin vai contar com motores da Chevrolet em sua incursão à Indy.

 
Depois de fracassar na sua tentativa de entrar na Indy em 2017, Trevor Carlin deixou claro que agora é o momento certo e disse que o trabalho é em busca de uma “ambição de longo prazo”. Trata-se da primeira equipe totalmente britânica a fazer parte do grid da Indy na era moderna da categoria.
 
“Estamos muito felizes por finalmente anunciar nossa entrada na Indy. É o resultado de uma ambição de longo prazo da equipe. Unir nesta jornada de nossa estreia na categoria com dois pilotos que já têm uma história vencedora, com Max e Charlie, é além do que nós poderíamos esperar”, declarou o britânico.
Max Chilton vai defender a velha conhecida Carlin em 2018 (Foto: IndyCar)
“Mas isso não significa que nós subestimamos o desafio e a competição que vamos ter pela frente, mas tenho muita fé em nossa jovem e apaixonada equipe e em nosso chefe, Colin Hale, e vamos encaixar”, afirmou.
 
Na última temporada, a Carlin teve em seus quadros o brasileiro Matheus Leist, que venceu a principal corrida do ano na temporada da Indy Lights, em Indianápolis, e vai correr pela Foyt ao lado de Tony Kanaan na Indy em 2018. Na antiga GP2, hoje F2, a equipe chegou a contar com Felipe Nasr e ajudou o brasileiro a vencer suas corridas na categoria. Depois de uma breve ausência, a Carlin vai voltar à F2 em 2018 com uma dupla das mais fortes formadas por Lando Norris e Sergio Sette Câmara.
 
Chilton é velho conhecido da Carlin. Vencedor de corridas na F3 Inglesa e na GP2 pela Carlin, migrou com o time para os Estados Unidos em sua primeira incursão no automobilismo americano depois de uma passagem na F1 com a Marussia. “A Carlin, sendo a primeira equipe britânica a entrar na Indy na era moderna, é o resultado de muito trabalho duro e ambição. A Indy é excepcionalmente competitiva, mas a adoção de um novo pacote aerodinâmico vai ajudar a nivelar um pouco o nível do grid”, disse. 
Depois de sete anos na Ganassi, Charlie Kimball segue rumo à Carlin em 2018 (Foto: IndyCar)
Por sua vez, Kimball comemora a chance de permanecer no grid da Indy, mas agora com o desafio de acelerar por um time novato após seguir por tantos anos em uma equipe de ponta como a Ganassi. “Parece que tudo calhou de estar no lugar certo e na hora certa para ter essa oportunidade de trabalhar com Trevor e com toda a equipe Carlin novamente”, emendou.
 

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Kimball tem sua experiência com a Carlin durante passagem pela World Series by Renault na Victory Engineering, ligada aos britânicos, há dez anos. Agora, vai contar com outro velho conhecido, Chilton, e pretende aproveitar o bom entrosamento com o britânico para elevar o nível da nova equipe da Indy.

 
“Já venho há dois anos trabalhando com Max como companheiro de equipe, e acho que nossos pontos fortes e fracos vão se complementar enquanto começarmos essa nova aventura. A Indy não está ganhando somente uma nova equipe, o que é, evidentemente, empolgante. Mas também ganha um grupo de pessoas capazes e competitivas que fazem parte desta equipe”, complementou o americano de 32 anos.
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