Vencedor ‘aleatório’ da 100ª Indy 500, Rossi cresce e se firma como principal ameaça ao domínio de Newgarden

Alexander Rossi deixou de ser o cara visto como piloto de sorte. Desconhecido e desacreditado, venceu a 100ª edição da Indy 500 enquanto ainda se adaptava e tinha resultados pequenos. Dois anos depois, Rossi está consolidado na Indy e começa a amedrontar os grandões da Penske

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Alexander Rossi percorreu um longo caminho na Europa. O caminho de quem não queria migalhas das categorias menores e de quem escolheu sair do conforto de casa, atravessar um oceano e disputar um lugar na F1. Queria ser o primeiro norte-americano de sucesso no Mundial em algum tempo. E, durante certo período, até conseguiu algum virar o jogo a seu favor. Mas a virada na carreira se deu na escolha de voltar para a casa. Na Indy, Rossi virou uma das estrelas da nova geração e pilota atualmente com uma compostura que jamais teve.

 
Justiça seja feita com Rossi: ele teve coragem e vitórias encorajadoras. Foi ao Velho Continente aos 16 anos, em 2008, após vencer a F-BMW das Américas. Em três anos, estava na GP3 e na World Series, onde alcançou números respeitáveis. Venceu corridas em ambas e chegou a ser quarto colocado no campeonato de 2010 da GP3 e terceiro no de 2011 da World Series. 
 
A partir de 2012, numa tentativa de Caterham de criar uma academia de jovens para sustentar a então equipe nanica, foi chamado. Passou a realizar testes com os carros da F1 e passou perto de ingressar no grid. Quando parecia a bola da vez, a Caterham faliu. Rossi seguiu na batalha, foi vice campeão da GP2 em 2015, num ano dominado completamente por Stoffel Vandoorne. Recebeu sua chance da Manor, então dividindo as atribuições com a GP2, nas etapas finais de 2015.
Alexander Rossi (Foto: Indy)

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Foram cinco corridas. Sempre andou no fim da fila, algo normal para um novato que recebeu a 'batata quente' no fim do ano enquanto acelerava um carro ruim, o pior do grid de muito longe. E quando 2015 terminou, Rossi seguia procurando uma vaga na F1, ainda que ficasse claro que, ao menos naquele momento, não apareceria.

 
O que surgiu foi a chance da Indy. Ao aceitar, Rossi tomou a melhor decisão na carreira. Na mão dele, o #98 da Andretti que seria operado pelo ex-piloto e dono de equipe Bryan Herta. Rossi não impressionou nas primeiras etapas, nem pelo que mostrou na pista e nem pelo histórico. Apesar de americano, aparecia como um desconhecido para um público que pouco se importava se ele havia corrida alguma meia dúzia de provas da F1 com uma carroça.
 
Sem nunca ter corrido num superoval e com apenas uma prova em ovais, disputada cerca de dois meses antes, Rossi era azarão. Classificou em 11º e, sob a batuta de Herta, soube controlar o combustível até o fim. Assim, do nada, era o vencedor da 100ª edição da Indy.
 
Rossi não impressionou muito no resto de 2016, mas 2017 foi um novo ano. Foram dez top-10 em 17 corridas e uma vitória, em Watkins Glen. Piloto de poucos erros, tocada suave e arisca, terminou como o melhor dos quatro pilotos da Andretti no campeonato e sétimo colocado.
Alexander Rossi e Michael Andretti (Foto: Indycar)
Nas seis últimas etapas da temporada, três pódios, uma vitória e cinco top-10. Para começar a temporada 2018, dois P3. Ruas de St. Pete e oval de Phoenix, não importa. Rossi, hoje vice-líder do campeonato, apenas cinco pontos atrás de Josef Newgarden, vai bem em qualquer tipo de circuito. Impressionante, se firma cada vez mais como uma força da categoria.
 
Dois anos atrás, o olhar sobre Rossi era de relance, apenas, muito pequeno. Com desempenhos de pista às vezes mascaradas por uma personalidade bastante serena, o tempo deu a todos a certeza de que subestimaram o piloto. Rossi, que seja levado a sério, está na briga para ser campeão da Indy.
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