89: Como ‘Pantera Negra’, Hamilton se põe implacável em Spa: o GP da Bélgica de 2020

Mesmo emocionado pela morte do ator Chadwick Boseman, Lewis Hamilton não baixou a guarda em Spa-Francorchamps. Não deu chances a ninguém e venceu o GP da Bélgica

O triunfo 89 veio da forma mais Lewis Hamilton possível. Liderando o campeonato, começou o brilho em Spa-Francorchamps logo no sábado, quando marcou a pole-position com 0s510 de vantagem para o companheiro Valtteri Bottas, mostrando outro domínio absurdo da Mercedes em 2020.

Na largada, Lewis posicionou o carro apontado para a esquerda, para se defender do ataque do companheiro. E assim aconteceu na ida para a La Source, com o inglês seguro em primeiro, seguido pelo finlandês, que conseguiu se aproximar com o vácuo, mas Hamilton tirou o pé na entrada da Eau Rouge, assustando o companheiro, que perdeu o bom momento e passou a ser ameaçado por Max Verstappen.

Na sexta volta da corrida, a Mercedes indicou um esboço de ordem de equipe quando Bottas, menos de 2s atrás de Hamilton, perguntou: “Temos um push, não?”. Seu engenheiro de pista se manifestou. “Temos, mas temos um acordo para não usá-lo um contra o outro”. O finlandês retrucou: “Eu nunca ouvi isso”. O silêncio depois respondeu também o nórdico.

Do Canadá/2007 a Eifel/2020: como Hamilton alcançou Schumacher em número de vitórias

Lewis Hamilton, Mercedes, Fórmula 1
Após ter vencido o GP da Bélgica, o inglês homenageou o amigo com o gesto feito pelo herói da Marvel (Foto: Reprodução)

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Tranquilo na liderança, Hamilton viu a vantagem cortada na volta 11 com o forte acidente de Antonio Giovinazzi com George Russell. O safety-car foi acionado e quase todos os pilotos foram aos boxes, incluindo a dupla da Mercedes, que passou a usar pneus duros em vez dos médios.

Na relargada, o hexacampeão soube controlar o ritmo e o exato momento de despejar a potência, deixando Valtteri para trás e segurando uma vantagem confortável na casa dos 5s.

Mesmo sofrendo com o alto desgaste de pneus nos giros finais, Hamilton também viu Bottas reportar problemas com o carro, o que impossibilitou uma aproximação. Muito à frente de Max Verstappen, a Mercedes trouxe os carros para casa com tranquilidade, com a vitória 89 da carreira do inglês, dedicada ao ator Chadwick Boseman, que morreu na sexta-feira antes da corrida, vítima de um câncer.

“Não foi uma corrida das mais fáceis. Escapei na curva 5 e também na última. Sofri um pouco, sim. Estava nervoso que aconteceria de novo o que aconteceu em Silverstone”, disse Hamilton, relembrando a quase derrota de semanas antes.

“O problema são os pneus. Todo mundo faz só uma parada. E isso é chato. Ao final do dia, ficamos só gerindo os pneus, o que não é correr. Todos seguram para que os pneus não estourem, furem, sei lá. Não sabemos o que eles vão fazer. É uma mentalidade incrível em toda a equipe, e por isso continuamos aprendendo sobre o carro. Estou com 35 anos, indo para 36, mas me sinto melhor que nunca. Estou muito agradecido a este time e por todo o apoio”, completou.

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