Mercedes W06: o carro do tri de Hamilton e da confirmação do domínio prata na Fórmula 1

Depois de conquistar o primeiro título na Fórmula 1, a Mercedes seguiu dominando no ano seguinte e entregou a Lewis Hamilton um carro afinadíssimo que o levou ao tricampeonato

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Na temporada 2015, Lewis Hamilton conseguiu seu terceiro título na Fórmula 1, seu segundo com a Mercedes. A excelência do britânico somada a competitividade do W06 projetado por Paddy Lowe trouxe uma era de domínio. Afinal, o inglês conquistou dez vitórias em 19 provas.

O carro daquele ano tinha uma dura missão: no ano anterior, a equipe prateada venceu nada menos que 16 das 19 etapas do calendário, além de ter subido no pódio de todas as corridas. Com o domínio absoluto, conseguiu tanto o Mundial de Pilotos quanto o de Construtores. Mas com a grande parte das regras mantidas, o carro se mostrava mais como uma evolução do que revolução na comparação ao antecessor.

Na aparência, o W06 trouxe mudança visível no nariz, trazendo uma nova interpretação do ‘nariz curto’, aparecendo claramente mais fino e estreito para atender as novas exigências de segurança da FIA (Federação Internacional de Automobilismo). Ainda na parte da frente, a equipe alemã manteve a suspensão push-rod, com a suspensão inferior curvada para fazer uso do ar vindo da asa. Já na parte traseira, a asa foi mudada para um pilar central para atender requisitos técnicos e estruturais para facilitar o fluxo de ar.

Arte: Rodrigo Berton/Grande Prêmio

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Olhando mais para a parte interna do W06, o motor foi extensivamente baseado no propulsor do ano anterior. A unidade de potência era um V6 de 1,6L e contava com um turboalimentador dividido entre o cilindro V na parte dianteira e o rotor acionado por exaustão na traseira. Um dos principais pontos da peça era que por conta do desenho do turbocompressor, tinha um intercooler menor, deixando o carro com sidepods menores e, consequentemente, com mais aerodinâmica, melhorando a passagem do ar para a traseira e difusor. Lowe chegou a dizer que aprimorou o motor anterior para ganho de até 50 cc.

Outra mudança percebida no carro foi na entrada de ar acima da tampa do motor. As ‘orelhas’ do ano passado sumiram, dando espaço para uma entrada principal dividida em duas, com a parte inferior destinada para o turbocompressor, enquanto a superior servia para resfriar a eletrônica e demais componentes.

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