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Guia MotoGP 2015

 
   
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 Marc Márquez durante os testes de pré-temporada em Sepang, na Malásia (Foto: Getty Images)
As luzes do circuito de Losail mais uma vez vão iluminar o início de temporada do Mundial de Motovelocidade. Neste fim de semana, os pilotos de Moto3, Moto2 e MotoGP se reúnem no Catar para a primeira das 18 provas de 2015.
 
Na classe rainha, são poucas as mudanças no regulamento apresentado pela FIM (Federação Internacional de Motociclismo), mas uma em especial aponta para o futuro do esporte: o congelamento da eletrônica.
Marc Márquez abre 2015 como favorito ao título (Foto: Honda)

Sempre buscando alternativas para diminuir os custos do certame e aumentar a competitividade, a MotoGP adotou uma centralina única ano passado e vai padronizar os softwares em 2016. 
 
Por conta da mudança, os programas das fábricas serão congelados no final de junho, quando os times da MSMA (Associação das Fábricas de Motocicletas Esportivas) passarão a trabalhar com a Magneti Marelli no software único do próximo ano.
 
Com a mudança regulamentar imperceptível aos olhos do público, o grande atrativo de 2015 está na composição do grid. Suzuki e Aprilia voltam ao Mundial neste ano, se juntando à Yamaha, Honda e Ducati em um grid de 25 motos. 
 
Sob o comando de Davide Brivio, a Suzuki vai alinhar com Aleix Espargaró e Maverick Viñales a bordo das GSX-RR. Álvaro Bautista e Marco Melandri vão guiar as RS-GP da fábrica de Noale. 
 
As gigantes japonesas seguem com seus quadros de pilotos inalterados: Marc Márquez e Dani Pedrosa defendendo as cores da HRC, com Valentino Rossi e Jorge Lorenzo dando o tom em Iwata. 
 
Na Ducati, por outro lado, Andrea Iannone chega para substituir Cal Crutchlow no posto de companheiro de Andrea Dovizioso. Apesar de a dupla italiana ser uma novidade, o principal atrativo de Bolonha é mesmo a GP15, fruto de um projeto assinado por Gigi Dall’Igna, o chefe da Ducati Corse.
Valentino Rossi não esconde o desejo de conquistar um décimo título (Foto: Yamaha)
Entre os times satélites, Tech3 segue com Pol Espargaró e Bradley Smith, com a LCR aparecendo em uma versão mais ‘gordinha’, agora com duas motos — uma RC213V para Crutchlow e uma RC213V-RS para o estreante Jack Miller.
 
Na Pramac, Yonny Hernández terá a companhia de Danilo Petrucci, com Héctor Barberá e Mike di Meglio vestindo as cores da Avintia em 2015. A Forward vem um com um line-up completamente novo, com Stefan Bradl formando par com Loris Baz. Nicky Hayden segue na Aspar, mas agora ao lado de Eugene Laverty. A Ioda terá Alex de Angelis.
 
2015 também vai marcar a estreia da Marc VDS na elite do motociclismo. Consagrada na Moto2, a escuderia de Marc van der Straten chega à MotoGP para colocar Scott Redding a bordo de uma RC213V.
 
Falando em Moto2, 2015 verá Tito Rabat defender sua coroa. A divisão intermediária não tinha uma defesa de título desde 2009, quando Marco Simoncelli tentou renovar sua conquista ainda na classe que atendia por 250cc.
 
Rabat, entretanto, vai dividir os holofotes de 2015 com outras jovens promessas. Protagonistas na Moto3 no ano passado, Álex Márquez e Álex Rins deram o passo seguinte neste ano e vão defender Marc VDS e Pons, respectivamente. 
 
Pelo que se viu na pré-temporada, Johann Zarco e a estreante Ajo também vão brigar pelas posições de destaque, assim como Sam Lowes, que vai para seu segundo ano na categoria equipado pela Speed Up. 
Tito Rabat vai ser o primeiro piloto a defender o título da Moto2 (Foto: Marc VDS)
Em termos de regulamento, a principal mudança diz respeito à obrigatoriedade no uso de sensores de pressão de pneus, que vão medir a calibragem do traseiro slick. A medida tem como objetivo garantir que os times sigam a orientação do fabricante.
 
A Moto3, por sua vez, perdeu seus principais protagonistas com a mudança de Rins, Márquez e Miller para as categorias maiores, mas ganhou um novo piloto que já chega com status de astro: Fabio Quartararo.
 
Bicampeão do CEV (Campeonato Espanhol de Velocidade), o jovem francês estreia no Mundial debaixo de todos os holofotes e com a fama de ser o novo Marc Márquez — ou aquele que vai derrotar o #93 no futuro. 
 
A Red Bull KTM Ajo, equipe oficial da fábrica austríaca, vem em nova formação, com Karel Hanika ganhando a companhia de Miguel Oliveira e Brad Binder. Na VR46, Andrea Migno estreia no Mundial para formar par com Romano Fenati. 
 
A temporada 2015 também verá a união de Mahindra com Aspar, com a escuderia espanhola passando a atender por equipe de fábrica da marca indiana. Juanfran Guevara segue no time, com Jorge Martín compondo a dupla.
 
Também será na Moto3 a única categoria do Mundial a contar com presença feminina. Ana Carrasco volta ao campeonato para defender o estreante time de Aleix Espargaró, o RBA, com María Herrera estreando pela LaGlisse, que ganhou status de esquadra de fábrica da Husqvarna.
Fabio Quartararo já chega ao Mundial com status de estrela (Foto: Repsol)
Em termos de calendário, nenhuma mudança em relação ao que aconteceu no ano passado. Inicialmente, o GP da Grã-Bretanha seria realizado em Donington Park, mas um problema no repasse de verba dos responsáveis pela construção do Circuito de Gales — futura casa do Mundial — acabou mudando os planos. 
 
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