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MotoGP

Ainda em recuperação, Marc Márquez admite estar “mais preocupado com lado técnico”

Em busca da melhor forma física, após uma cirurgia no ombro direito, o espanhol afirmou que seu principal foco está na Honda. O espanhol considerou que Yamaha e Suzuki cresceram para a temporada 2020 da MotoGP

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
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Marc Márquez ainda está longe do auge físico, mas a parte técnica é a principal preocupação do #93 após a primeira bateria de testes da pré-temporada 2020 da MotoGP. O campeão vigente considerou que a Honda precisa seguir focada, já que Yamaha e Suzuki mostraram melhora neste ano.
 
O piloto de 26 anos ainda se recupera de uma cirurgia no ombro direito, mas não é a questão física que o colocou em alerta após o teste em Sepang. Marc entende que a RC213V segue com os mesmos problemas do ano passado.
 
No total, Márquez completou 131 voltas nos três dias na Malásia e, com o melhor tempo em 1min58s772, ficou com o 13º posto no combinado dos trabalhos, 0s423 mais lento que Fabio Quartararo, o líder. O espanhol de Cervera também sofreu duas quedas sem maiores consequências físicas na Malásia.
Marc Márquez (Foto: Repsol)
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“Preciso de mais força”, disse Márquez. “Estou muito feliz com a evolução da minha condição física ao longo desses três dias. Mas é verdade que, por exemplo, até mesmo ontem [sábado], quando parei na metade do dia e tentei recomeçar de tarde, eu estava cansado demais. É difícil ativar os músculos”, comentou.
 
“Hoje eu caí na curva 15 e foi mais por causa da condição física. Quando você perde isso, você perde concentração. Uma queda que normalmente eu teria evitado. Eu perdi um pouco a frente e perdi a moto”, explicou. 
 
“Nós fizemos um teste [muscular] antes de vir para cá e, especialmente, o músculo deltoide [da articulação do ombro] está em torno de 60%. Mas os outros músculos estão próximos do máximo”, explicou. “Isso me afetou muito. Este é um dos circuitos mais difíceis fisicamente e eu sofri durante esses três dias. Mas eu preciso sofrer agora se quiser estar pronto para o Catar”, ponderou.
 
Apesar de ainda estar longe da forma plena, Márquez se disse mais preocupado com o desenvolvimento da RC213V de 2020.
 
“Estou mais preocupado com o lado técnico”, admitiu. “As coisas que testamos, não estão claras. Algumas foram um pouco melhores, mas nós precisamos seguir pressionando”, defendeu.
 
“A resposta sobre o lado técnico diz respeito aos concorrentes. Se eles melhorarem muito, então precisamos seguir trabalhando. Parece que a Suzuki e a Yamaha melhoraram muito”, opinou. 
 
Questionado se poderia lutar pela vitória se tivesse de correr no dia seguinte ao teste malaio, Márquez respondeu: “Se você checar o ritmo, hoje todo mundo estava rodando em [1min]59s. Mas Rins fez um trabalho realmente bom. Viñales também em termos de ritmo de corrida. Rins e Viñales são os mais rápidos”.
 
“Eu não me sinto muito, muito longe em dez voltas. [Mas] agora eu não estou pronto para terminar as 20 voltas”, assumiu.
 
Ainda, Márquez concordou com a visão de Cal Crutchlow, que disse que, apesar do volume de peças testadas, a Honda ainda não conseguiu resolver os problemas que já atingiam a RC213V no ano passado.
 
“Basicamente, tenho a mesma sensação [com a dianteira] que no ano passado. É nisso que estamos tentando trabalhar. Estamos tentando analisar o problema e ver se vem do chassi ou do motor”, explicou. “É nisso que precisamos seguir trabalhando, continuar analisando todas as coisas. Acredito no que disse no ano passado, que é do lado do motor que nos falta alguma coisa”, opinou.
 
“Os principais comentários meus, de Cal e Álex [Márquez] são os mesmos e, assim como nos anos anteriores, como em 2019. Nós ainda não melhoramos muito aquela ‘escorregada’ na última parte [da entrada da curva] e a tração na saída das curvas”, falou Marc. “Do lado do motor, não podemos mudar muito, mas o chassi, se pudermos tentar melhorar a aderência na saída das curvas, isso é o mais importante”, continuou.
 
Apesar das dúvidas, Márquez não volta atrás na meta de brigar pelo sétimo título da classe rainha do Mundial de Motovelocidade em 2020.
 
“Minha meta é tentar lutar pelo campeonato. Nós estamos trabalhando nisso e sinto que estamos prontos. Mas precisamos de tempo”, comentou. “Do meu lado, nós estamos em um período difícil, porque eu preciso ser paciente. Mas é difícil ser paciente enquanto trabalho na moto e na reabilitação ao mesmo tempo”, justificou.
 
“É muito difícil controlar todas essas coisas. Nós estamos sofrendo agora para curtir a corrida de uma boa maneira”, completou.
 
Márquez agora terá mais uns dias para trabalhar na parte física antes de voltar às pistas entre os dias 22 e 24 para a bateria de testes do Catar.


 

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