Aleix Espargaró aposta em pódio, mas diz que ainda tem “trabalho a fazer” com Aprilia

Catalão disse ter 100% de certeza de que subirá no pódio da MotoGP com a Aprilia ainda na temporada 2021. O piloto da moto #41 considerou, entretanto, que a RS-GP nem era tão ruim no ano passado e nem é tão boa neste

Marc Márquez acabou a corrida em Portimão cansado e emotivo (Vídeo: MotoGP)

Aleix Espargaró garantiu que subirá no pódio da MotoGP na temporada 2021. Mesmo reconhecendo que ainda tem algum trabalho a fazer com a RS-GP, o catalão de Granollers considerou que a Aprilia está cada vez mais próxima de brigar pelo top-3 da classe rainha do Mundial de Motovelocidade.

No GP de Portugal, Aleix recebeu a bandeirada em sexto, igualando o melhor resultado da Aprilia na era dos motores quatro tempos na MotoGP. Ainda assim, o irmão de Pol saiu frustrado, já que entende que o desempenho do warm-up foi melhor.

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Aleix Espargaró destacou a evolução da Aprilia, mas ainda espera mais (Foto: Gresini)

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“Hoje não foi tão ruim, mas, honestamente, eu esperava um pouco mais. Fui muito forte no warm-up, terminei com 20 voltas no pneu traseiro e consegui terminar com 1min39s. Mas não consegui repetir isso na corrida”, disse Aleix. “Acho que a temperatura estava em 42°C, não tinha aderência no início, estava muito nervoso, não conseguia acelerar, tive dois ou três sustos”, seguiu.

“Aí, volta a volta, fui lentamente recuperando algumas posições e na última parte da corrida, consegui pilotar em 1min39s, mas o problema era o cara na minha frente [Brad] Binder,que era ainda mais rápido”, ponderou. “Então foi inacreditável, pois eu era mais rápido a cada volta, mas não podia alcançá-los pelo pódio. Foi um pouco frustrante. Mas, de qualquer forma, provamos mais uma vez que ainda não somos perfeitos para lutarmos por pódios e vitórias, mas estamos muito, muito próximos”, apontou.

“Temos uma boa moto, um bom equilíbrio, mas ainda precisamos daquele último passo de competitividade”, frisou.

Apesar de ser o melhor resultado, a distância para o vencedor chegou a 8s885, um tanto maior do que o 5s382 registrado no GP do Catar, quando Aleix foi décimo. Ainda assim, é uma diferença importante em relação ao ano passado, quando terminou a corrida em Portimão em oitavo, 16s atrás do vencedor.

“Pode parecer um grande passo, mas não é assim. A diferença entre todos os pilotos e as motos na MotoGP e diminui mais e mais o tempo todo. No ano passado, nós não éramos tão ruins, mas neste ano não somos tão bons”, ponderou. “Mas estamos um pouco mais próximos. Também estou mais confiante com a moto. É como um círculo, passo a passo vamos nos aproximando dos ponteiros”, frisou.

“A moto é, definitivamente, mais competitiva, pois, do contrário, não poderia lutar. Mas ainda temos trabalho a fazer em algumas áreas, pois quando estou sozinho na pista, posso fazer linhas diferentes, ter mais velocidade de curva, ser mais competitivo do que quando estou no grupo”, explicou. “Na corrida, sofri muito para seguir [Brad] Binder e, quando estava sozinho, pois ele escapou, pude fazer as minhas linhas e acho que fui um dos mais fortes em 1min39s na parte final da corrida. Mas já era tarde demais”, sublinhou.

Com 25 pontos em três corridas, Aleix já somou mais da metade dos pontos que conseguiu na temporada passada e segue confiante nas chances de alcançar um pódio.

“Honestamente, depois do warm-up, eu estava bem certo de que poderia lutar pelo pódio, mas não tinha aderência, pois a temperatura da pista estava 20°C mais alta do que no warm-up e na classificação, e eu patinava muito”, relatou. “De qualquer forma, estou feliz com a minha performance geral. Fomos muito rápidos e colocar a Aprilia no top-6 da MotoGP é algo importante, mas acho que podemos estar ainda mais próximos em Jerez”, opinou.

“Passo a passo, acho que este ano vamos terminar no pódio, 100%. Não teremos de esperar até o próximo ano”, encerrou.

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