Álex elogia “incrível” Marc Márquez e brinca: “É um bastardo que me venceu na 1ª corrida”

O irmão caçula elogiou a performance do hexacampeão no retorno à MotoGP após nove meses sem competir. O titular da LCR terminou o GP de Portugal em oitavo, logo atrás do competidor da Honda

Marc Márquez acabou a corrida em Portimão cansado (Vídeo: MotoGP)

Álex Márquez classificou com “incrível” a atuação de Marc Márquez na primeira corrida em nove meses. O irmão caçula, porém, não fugiu do clima de brincadeira e reclamou por ter sido batido pelo hexacampeão da MotoGP.

265 dias após quebrar o braço direito em uma queda no GP da Espanha, abertura do campeonato 2020, Marc voltou a competir em Portimão. Depois de três cirurgias, o espanhol da moto #93 sentiu os efeitos físicos de tanto tempo parado, mas completou a corrida em sétimo, 13s208 atrás de Fabio Quartararo, o vencedor, e 4s784 à frente do irmão.

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Álex Márquez completou a corrida pela primeira vez no ano em Portimão (Foto: LCR)

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Por conta da longa ausência de Marc, o GP de Portugal marcou apenas a segunda vez que Álex teve a chance de correr com o irmão na MotoGP.

“Não estou feliz, sabe”, começou Álex. “Ele é um bastardo. Me venceu na primeira corrida!”, reclamou rindo.

Apesar da derrota, Álex não escondeu a alegria de ver Marc de volta e ressaltou a reação do piloto de 28 anos ao completar o GP de Portugal. O mais velho dos Márquez chorou e foi aplaudido nos boxes e voltou a chorar durante entrevistas após a disputa.

“Fiz a corrida toda atrás dele e disse: ‘pô’. Eu tentei forçar, tentei forçar, tentei forçar, mas aí também faltavam dez voltas para o fim e ele começou a rodar em 1min40s baixo e a forçar outra vez, então vi que não podia fazer aquilo”, relatou. “Mas, como eu disse na quinta-feira, foi um fim de semana especial para toda a família. Foi um fim de semana que, ok, podia ser melhor, mas nós dois terminamos com um bom resultado”, ponderou.

“Devo dizer que, depois de tantos meses, o retorno dele foi inacreditável. Nas primeiras voltas, vimos que ele não estava acostumado a estar na corrida e cometeu alguns erros, também as ultrapassagens que fez”, pontuou. “Mas, de qualquer forma, lutou até a última volta. É inacreditável. A reação dele quando voltou aos boxes, pois ele sabe melhor do que ninguém qual era a situação dele. Ele sabe melhor do que ninguém a situação em que estava. Ele merece a sétima colocação e fez um trabalho incrível neste fim de semana”, resumiu.

13º no grid do traçado do Algarve, Álex conseguiu recuperar posições na disputa, mas estava focado mesmo em terminar a corrida após dois abandonos no Catar.

“Hoje nós tivemos a temperatura mais alta da pista em comparação com o TL2, TL3 e TL4. Então foi um pouco difícil controlar a dianteira, mas também perdemos um pouco de aderência na traseira”, disse Álex. “Além disso, também não pude entrar na curva com velocidade, pois o pneu dianteiro era um pouco macio, então eu estava acelerando um pouco cedo demais e aí criando essa derrapagem na traseira”, seguiu.

“O equilíbrio não foi realmente perfeito. Foi um bom resultado, a oitava colocação, mas um pouco longe da ponta. É verdade que eu estava em uma posição em que era difícil forçar, pois não tive a chance de recuperar a distância em relação a Marc e tampouco tinha alguém atrás me pressionando”, colocou. “Então estava só fazendo o meu ritmo, tentando ser constante, tentando não errar e só terminar a corrida. Depois do Catar, era muito importante terminar a corrida. Então tivemos dificuldade com a aderência, mas, no geral, foi um fim de semana bem positivo para nós”, encerrou.

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