MotoGP

Aos 22 anos e inscrito pela RBA para temporada 2018 da Moto3, Guevara surpreende e anuncia aposentadoria

O espanhol Juanfran Guevara pegou o mundo da motovelocidade de surpresa nesta quarta-feira (27) e anunciou sua aposentadoria do esporte aos 22 anos. O #58 estava inscrito pela RBA para a temporada 2018 da Moto3
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Juanfran Guevara deixa as pistas aos 22 anos (Foto: Divulgação/Juanfran Guevara)

Juanfran Guevara pegou o mundo da motovelocidade de surpresa nesta quarta-feira (27). Aos 22 anos, o piloto de Lorca anunciou sua aposentadoria do esporte.
 
Em um comunicado enviado à imprensa, Guevara, que estava inscrito pela RBA para a temporada 2018 da Moto3, alegou motivos “principalmente pessoais” para deixar o Mundial.
Juanfran Guevara deixa as pistas aos 22 anos (Foto: Divulgação/Juanfran Guevara)

“Foi uma decisão muito difícil e pensada, que tomei com a ajuda, em primeiro lugar, da minha família, da direção do fã-clube, dos principais patrocinadores que me apoiaram ao longo de todos esses anos”, disse Guevera. “Minha paixão pelo mundo do motociclismo não mudou, em absoluto, mas diferentes motivos econômicos e, principalmente, pessoais, me levaram a tomar essa decisão irrevogável”, seguiu.
 
“Decidi focar minha carreira no mundo corporativo e aos estudos, que estive combinando durante todos esses anos enquanto estive competindo no Mundial de Motociclismo”, contou. “Chegou ao ponto em que acho que desta forma vou poder crescer mais como pessoa e dedicar, além disso, mais tempo a projetos distintos que venho desenvolvendo nos últimos anos e que, até agora, não consegui defendê-los como eles merecem”, contou.
 
Juanfran chegou à Moto3 em 2012, quando disputou os GPs de Aragão e Valência. No ano seguinte, o espanhol assumiu o posto de titular na CIP, passando para a Aspar na temporada seguinte. A entrada na RBA aconteceu em 2016.
 
Ao longo deste período, Guevara conquistou um único pódio, um terceiro lugar no GP da Itália deste ano. Além disso, o espanhol largou na primeira fila do grid em seis oportunidades. Em termos de classificação final, seu melhor desempenho veio em 2017, quando o #58 fechou o ano na 11ª colocação, com 88 pontos.
 
“Todo mundo que esteve ou está neste mundo sabe que é preciso se sacrificar para poder dar 100% nos circuitos. Quero dedicar mais tempo à minha família e voltar a recuperar, de certa forma, amigos e pessoas que acabei me descuidando”, explicou. “Quero agradecer à equipe RBA-BOÉ Racing Team pela sua compreensão e desejar muita sorte nas próximas temporadas do Mundial de Motovelocidade. Muito obrigado pelo apoio e por confiar em mim durante esses anos. Também quero agradecer ao TeaMMurcia por estar ao meu lado desde o primeiro momento e cuidar da gestão [da carreira] desde o começo até hoje. Obrigado a todos os patrocinadores que apostaram em mim desde que comecei minha carreira como piloto no campeonato regional da região de Murcia, acumulando mais de 40 pódios em campeonatos nacionais, conquistando o vice-campeonato europeu e levando meu nome por vários continentes por meio do Mundial de Motovelocidade, chegando a alcançar o sonho, como é de subir a um pódio da MotoGP”, continuou.
 
“Por fim, e para mim o mais importante, são todos os fãs que vestiram o #58 por todos os circuitos em sinal de apoio. O fã-clube vai ser parte de mim durante minha vida toda. Vocês foram o motivo pelo qual mais demorei para tomar a decisão”, revelou. “Jamais terei palavras suficientes para agradecê-los por tudo. Fecho uma etapa da minha vida, da qual levo muitos momentos e, sobretudo, pessoas maravilhosas que nunca vou esquecer. A todos vocês, a meus pais e a Miguel, obrigado”, encerrou.
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