Binder nega que KTM esteja em “lugar terrível” e aposta em cérebros para achar solução

Apesar do início de temporada abaixo do esperado, o sul-africano não mostrou desespero e considerou que a fábrica austríaca precisa aceitar os novos pneus e tratar de melhorar a RC16

Marc Márquez acabou a corrida em Portimão cansado e emotivo (Vídeo: MotoGP)

Brad Binder avaliou que a KTM não está em um “lugar terrível” na temporada 2021 da MotoGP. O sul-africano apostou na inteligência dos técnicos e engenheiros da marca de Mattighofen para encontrar soluções para a RC16.

Destaque de 2020, a fábrica austríaca decepcionou no início deste campeonato. No GP do Catar, Binder e Miguel Oliveira ficaram fora do top-10, em 14º e 13º, respectivamente. Em Doha, Brad melhorou para oitavo, mas o português desceu até 15º.

Na terceira etapa, o GP de Portugal ― que foi dominado por Oliveira no ano passado ―, Binder saiu em 18º, mas conseguiu receber a bandeirada em quinto, como a melhor KTM. Miguel, por outro lado, caiu e ficou só em 16º.

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Brad Binder acredita na inteligência da KTM para resolver os problemas (Foto: Polarity Photo/KTM)

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A dificuldade da KTM é fruto de uma mudança na alocação de pneus da Michelin, que retirou da grade o composto com que a KTM venceu em Portugal no ano passado. Os calçados são macios demais para a RC16.

“Sinto que, com certeza, precisamos de algo na dianteira”, disse Binder. “Sinto que tem algo que podemos melhorar. Está claro que as primeiras três corridas não foram o que nós esperávamos, elas foram super duras para nós, mas o importante é seguir trabalhando e acho que vamos acertar”, seguiu.

“A quantidade de cérebros que temos aqui na KTM é enorme e tenho certeza de que vamos achar um caminho. Espero que mais cedo do que mais tarde, mas, de qualquer forma, não estamos em um lugar terrível”, frisou.

O sul-africano apontou melhora na dianteira da moto durante a passagem por Portugal, mas reconhece que ainda precisa de mais. Brad destacou, porém, que a KTM precisa aceitar a mudança nos pneus.

“Nós realmente temos um pouco de dificuldade com o composto mais macio, mas trabalhamos um pouco na moto para nos auxiliarmos e acho que demos um pequeno passo nisso”, ponderou. “Mas o problema é que precisamos ser muito, muito cuidadosos com a dianteira. Não dá para frear muito forte e se jogar, porque simplesmente desaparece”, explicou.

“No momento, é uma situação difícil, mas estamos trabalhando duro para tentar adaptar a moto e fazer funcionar”, avisou. “Em termos de ritmo de corrida, com certeza encontramos alguma coisa, mas precisamos tentar dar um passo em termos de ritmo em volta lançada. Brincamos um pouco com a dianteira. Nada muito louco para ser sincero, apenas tentamos torná-la mais estável. Foi basicamente a única mudança que fizemos, é muito parecido com o que temos usado. É mais uma questão de aceitar o que temos e tentar trabalhar nisso”, concluiu.

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