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MotoGP

Chefe da MotoGP não descarta cancelar temporada 2020: “Corridas estão em segundo plano”

Carmelo Ezpeleta, CEO da Dorna, espera fazer pelo menos 10 corridas neste ano, mas admite que vai analisar corrida a corrida

Grande Prêmio / Redação GP, São Paulo

 
A pandemia do novo coronavírus, que afeta todo o mundo, está bagunçando também o calendário de diversas categorias. Na MotoGP, a prova do Catar foi cancelada. Depois, os adiamentos de Tailândia, Austin e Argentina para o fim da temporada. Espanha e França também foram adiadas, mas sem data definida até o momento.
 
Nos próximos dias, dirigentes da categoria deve se reunir para discutir o futuro das corridas na Itália e na Catalunha, dois locais muito afetados pela COVID-19 atualmente. As previsões mais otimistas da categoria apontam o início da temporada no final de junho, no GP da Alemanha. E isso preocupa Carmelo Ezpeleta, CEO da Dorna e chefe da MotoGP, que já admite a possibilidade de cancelar a temporada 2020.
 
"No pior de nossos sonhos pensamos isso [cancelamento da temporada]. Teremos que analisar, mas ainda há tempo. Claro que pode ser que a gente não corra, mas espero que não. Nem tanto pelas corridas, mas pela humanidade", afirmou em entrevista ao jornal espanhol 'La Razón'.
 
"Consideramos alternativas de todos os tipos. É melhor fazer uma corrida com portões fechados do que não fazer. Depois de adiar Le Mans, veremos Mugello e Catalunha, as provas seguintes. Não cancelaremos nada de imediato, vamos ver prova a prova, como fizemos com Jerez. Se um dia tivermos a luz verde, veremos em que condições podemos fazer [as corridas]", acrescentou Ezpeleta.
Franco Morbidelli (Foto: SIC)
 
O regulamento da Federação Internacional de Motociclismo (FIM) estabelece um número mínimo de corridas para que uma temporada seja considerada válida. Para o dirigente da Dorna, esse número pode ser diminuído por conta da situação fora do comum.
 
"No contrato diz que é preciso fazer um mínimo de 13 corridas, em condições normais, e não é o caso. De acordo com a FIM, faremos as que pudermos, como e quando conseguirmos. No mais, se fizéssemos um campeonato de dez corridas, eu estaria muito contente. Vamos tentar mais, mas se as circunstâncias nos oferecerem dez corridas significa que a humanidade está bem e isso é o mais importante. As corridas, agora, estão em segundo plano", disse Ezpeleta.
 
Nesta semana, a Dorna anunciou uma série de ajudas econômicas para as equipes, especialmente as menores, sobreviverem durante a falta de corridas. 
 
"A preocupação é manter os times vivos. Se não há corrida, não recebem dinheiro de patrocinamos. Por isso demos uma série de ajudar para que possam prosseguir", finalizou.
 
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