MotoGP

Chefe da Tech3 fala em muitos altos e baixos e admite que Syahrin foi “uma grande decepção” em Austin

Chefe da Tech3, Hervé Poncharal não faz segredo da decepção com a performance de Hafizh Syahrin na temporada 2019 da MotoGP. O dirigente considerou que o malaio tem “muitos altos e baixos” e cobrou melhora

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
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Chefe da Tech3, Hervé Poncharal não faz segredo da decepção com a performance de Hafizh Syahrin neste início de temporada 2019 da MotoGP. O dirigente falou em “muitos altos e baixos” e frisou que o malaio precisa dar sinais de reação.
 
 
Em 2019, no entanto, Hafizh está longe de ser o mesmo piloto do ano passado. Nas três corridas disputadas até aqui, o #55 foi o último colocado nos GPs do Catar e das Américas e penúltimo na prova da Argentina.
Hervé Poncharal não está muito feliz com a performance de Hafizh Syahrin (Foto: Gold & Goose/KTM)
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Enquanto Hafizh segue zerado no placar de classificação, o estreante Miguel Oliveira já soma sete pontos e tem como melhor resultado um 11º posto em Termas de Río Hondo.
 
Na passagem por Austin, a performance de Syahrin voltou a decepcionar, já que ele recebeu a bandeirada com quase 20s de atraso para Joan Mir, o penúltimo. O piloto da Suzuki, no entanto, teve de cumprir uma punição ainda no início da prova por queima de largada.
 
“Hafizh foi uma grande decepção, já que sabemos do potencial dele”, disse Poncharal. “Às vezes, ele vai 2s mais rápido do que na volta anterior ou do que no treino anterior, então ele tem muitos altos e baixos e não entendemos como ele pode ter uma diferença tão grande no tempo volta”, seguiu.
 
“Nós ainda estávamos bem confiantes de que ele poderia ter uma corrida forte, mas, apesar de a largada ter sido muito melhor do que a de Miguel, ele foi perdendo volta após volta. Odeio ser o último, mas ele foi o último e essa não é uma boa posição”, frisou. “A diferença foi enorme. No fim da corrida, nós podíamos ver que ele não tinha ninguém à frente e a motivação estava caindo”, apontou.
 
“Ele ainda tem algum trabalho a fazer para entender melhor como pilotar a moto e para ser mais consistente, porque, mais do que velocidade, ele precisa de consistência”, ponderou Hervé. “Ainda está no começo da temporada, só três etapas, mas nós realmente precisamos ver Hafizh mostrando progresso e melhora, além de reduzir a distância para o companheiro de equipe”, alertou.
 
O próprio malaio se disse desapontado com sua atuação em Austin, mas atribuiu o desempenho à escolha de pneus. Assim como as outras RC16, Hafizh usou o Michelin médio dianteiro e macio traseiro.
 
“Estou, honestamente, um pouco desapontado, porque nós tentamos uma escolha de pneus diferentes, mas parece que não foi a escolha certa. Desde o início da corrida, eu sente uma enorme queda, não podia parar a moto bem o bastante, então eu estava só lutando com ela”, explicou. “Foi difícil manter o ritmo e isso consumiu toda minha energia. Não sei o motivo disso ter acontecido, mas espero que possamos voltar em Jerez, a primeira corrida europeia. Gostaria que encontrássemos algo lá para ter um bom ritmo e reduzir a distância para a ponta”, completou.
 
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