MotoGP

Chegada à Europa encerra revezamento de vencedores, mas disputa na MotoGP segue apertada

Após quatro etapas do campeonato, a situação é de completo emparelhamento entre os quatro primeiros colocados na classificação. Entre eles, Marc Márquez, Álex Rins, Andrea Dovizioso e Valentino Rossi mudaram de posição e seguem colados - apenas nove pontos separam todos

Grande Prêmio / PEDRO HENRIQUE MARUM, do Rio de Janeiro / JULIANA TESSER, de São Paulo
(Arte: Grande Prêmio)

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🏍️ Confira a classificação do Mundial de MotoGP após o GP da Espanha

Acabou o rodízio de vencedores na MotoGP. Andrea Dovizioso, Marc Márquez e Álex Rins haviam vencido cada uma das primeiras três etapas do campeonato e dividiam pontuação e ações, mas Márquez comandou o GP da Espanha deste domingo (5) de forma absolutamente categórica e subiu ao alto do pódio pela segunda vez na temporada. Na chegada à Europa após passagens no Catar, Argentina e Estados Unidos, o Mundial se apresenta apertado.
 
É tão apertado entre os quatro primeiros colocados, na realidade, que todos eles mudaram de posição. O top-4 formado pelos três vencedores e por Valentino Rossi, cada um representando uma fábrica diferente, se reorganizou de maneira a mudar tudo e reforçar quem são os candidatos ao título mundial da temporada 2019.
(Arte: Grande Prêmio)
Em dia de força mental, Márquez acionou modo 'dono da bola'

Em Jerez, duas dessas quatro figuras foram ao pódio em situações diferentes. Marc Márquez largou no terceiro lugar, atrás das surpresas da SIC, mas jantou Franco Morbidelli e Fabio Quartararo a largada. Morbidelli até acompanhou Márquez nas primeiras voltas, mas logo não houve mais resistência. O ritmo de Márquez nas últimas três corridas é fora da curva do resto do pelotão - apesar do abandono com queda em Austin. Enquanto Jorge Lorenzo sofre e segue sem fazer nada melhor que um 12º lugar, Márquez faz a RC213V parecer um avião. O ritmo é assombroso e faz dele o favorito claro para o campeonato, apesar da pontuação. 

"Hoje a dificuldade foi mais mental do que física, porque depois de errar no Texas a gente tinha que liderar do começo ao final. Estou convencido sobre minha performance, também sobre o desempenho da moto. Foi meio pesado entender o motivo da queda em Austin, então hoje eu me senti tranquilo, suave, guiando como eu queria, e agradeço muito ao time por isso", falou o vencedor. 
 
"Fizeram [a Honda] um trabalho incrível. Ficamos decepcionados em Austin, mas agora temos que comemorar essa vitória. Lideramos o campeonato de novo!", celebrou.
Álex Rins (Foto: Suzuki)
O que falta para Rins e a Suzuki está claro: melhorar aos sábados
 
Rins foi diferente. Nada em sua corrida foi tranquila. Vencedor nos Estados Unidos tentou atacar Dovizioso na largada após sair no fim da terceira fila, mas precisou esperar algumas boas voltas até saltar para frente do rival e alcançar Maverick Viñales. A ultrapassagem para cima de Morbidelli foi protocolar e o caminho para o segundo posto foi pavimentado ainda pelo abandono de Quartararo à frente, evitando um trabalho. Rins se distanciou.
 
Qual o grande empecilho para imaginar que Rins pode lutar pelo título, então? O ritmo de classificação da Suzuki. Álex, voando nas corridas, largou em décimo, 16º, sétimo e nono até aqui na temporada. E ele entende bem qual o desafio.
 
"Com certeza não pareceu fácil e não foi fácil [fazer tantas ultrapassagens]. Preciso começar em posições melhores", avaliou. "Mas estou muito feliz com o segundo lugar em Jerez de la Frontera. Vamos!", exaltou.

Corrida: GP da Espanha 
Pista: Circuito de Jerez-Ángel Nieto
Pilotos inscritos: 22 
Vencedor: Marc Márquez
Pódio: Álex Rins e Maverick Viñales
Palavra do vencedor: "Hoje a dificuldade foi mais mental do que física, porque depois de errar no Texas a gente tinha que liderar do começo ao final. Estou convencido sobre minha performance, também sobre o desempenho da moto. Foi meio pesado entender o motivo da queda em Austin, então hoje eu me senti tranquilo, suave, guiando como eu queria, e agradeço muito ao time por isso".
Momento da corrida: Márquez deixa Morbidelli e Quartararo para trás na largada e dispara em busca da vitória.

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Meta era pódio, mas Dovizioso aprova o desempenho geral da Ducati numa pista inimiga
 
Sendo Jerez uma pista que não tinha muito de amor para oferecer à Ducati, o saldo não foi tão negativo com o quarto lugar para Dovizioso, mas é impossível não considerar o que poderia ter sido se a largada tivesse transcorrido um pouco diferente. O italiano chegou a apontar em segundo lugar, colado em Márquez, mas foi espremido por Morbidelli e perder espaço e várias posições. Não havia ritmo para uma retomada dominante, então Dovizioso foi aproveitando as oportunidades que a corrida oferecia. Tentou atacar Viñales nas voltas derradeiras, mas a ultrapassagem jamais pareceu realmente perto: a Yamaha escapava quando podia despejar a potência.
 
São 70 pontos para Márquez, 69 para Rins e 67 agora para Andrea.  
 
"Considerando os problemas que sempre tivemos em Jerez, podemos ficar satisfeitos com o ritmo e o gap para os ponteiros no fim da corrida. Com isso dito, é uma pena que não deu para ir ao pódio, que era a meta. A corrida foi mais rápida que o esperado, perdi muito espaço na largada. Nas fases finais, arrisquei para chegar até Viñales, mas ainda perdi muito tempo para ele nas curvas mais velozes e não deu para atacar nas freadas", avaliou. 
 
"Sabíamos que as pistas mais velozes eram lugares onde tínhamos mais dificuldades. Precisamos melhorar nossa velocidade nas curvas - já fizemos um pouco disso e não estamos longe dos nossos rivais. Amanhã vamos trabalhar nessa direção", finalizou.
 
O último desse carrossel foi Rossi, que está na marca dos 61. O sexto lugar comparado ao top-4 dos três rivais pode parecer terrível resultado se olhado de longe, mas a verdade é que acabou sendo algo a ser comemorado. A Yamaha e Rossi tiveram muitos problemas durante o fim de semana, o que culminou com o 13º posto do grid de largada. Valentino foi garimpando as posições até que o sexto lugar apareceu como limite, sem tempo hábil para alcançar Danilo Petrucci.
Valentino Rossi (Foto: Yamaha)
Rossi 'tipo feliz' e Vinãles em busca de confiaça: Yamaha reage no domingo
 
Estava claro que era uma etapa de contenção de prejuízo para Rossi, e assim foi. Ele ficou 'tipo feliz', mas com a noção de que a má classificação custou caro numa pista em que a Yamaha não tinha tanta força.  
 
"Hoje fui sexto, que até pode nos deixar contentes até um certo ponto e tirar coisas positivas dessa corrida ao sair da metade final para a primeira. Melhoramos também a questão do desgaste de pneus. Poderíamos fazer melhor", opinou.
 
"Quartararo e Viñales ficaram bem à minha frente e, com certeza, ficar fora do Q2 [na classificação] não ajudou. Com uma boa classificação eu poderia ter andado no grupo com Dovizioso e Viñales", avaliou.
 
"Nas primeiras voltas eu não tive um grande entendimento com os pneus e depois melhorou, consegui dar boas voltas. Em termos gerais, melhoramos muito na comparação com o ano passado, ainda que hoje não tenha sido o bastante porque não tínhamos nada como um grande ponto forte", comentou.
 
Apesar da falta de força comentada por Rossi, a Yamaha reagiu no domingo. Nem de longe foi aquele fantasma de moto visto no sábado, quando amargou a inveja de ver sua equipe-satélite emplacar um 1/2 na dianteira. Viñales andou melhor do que no resto do ano, mostrou um pouco daquela promessa que a Yamaha e o mundo procuram há algum tempo em meio aos problemas, péssimas largadas e falta confiança. Maverick reagiu, atacou quando foi possível e segurou a carga de Dovizioso para ajudar os planos de Rossi no campeonato. 
 
"Encontramos algumas respostas que funcionaram muito bem, então eu estou feliz. O time está trabalhando bem, e eu preciso de confiança", contou. 
 
"Na realidade, Jerez é uma pista na qual eu sempre tenho dificuldades, mas hoje foi incrível. Para mim, estar no pódio é como uma vitória aqui em Jerez. A equipe fez um grande trabalho. Tínhamos sido 16º colocados no TL3, então evoluímos demais. Trabalhamos duro", falou.

O campeonato volta em duas semanas, 19 de maio: o GP da França, em Le Mans, quinta etapa do Mundial. 


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