MotoGP

Com 2018 “melhor que o esperado”, Suzuki põe briga pela vitória como “evolução natural” para Rins

Chefe da Suzuki, Davide Brivio fez um balanço para lá de positivo da temporada 2018 da MotoGP. Dirigente exaltou o crescimento de Álex Rins e apontou a briga pela vitória como uma “evolução natural” para o #42

Warm Up / Redação GP, de São Paulo
Chefe da Suzuki, Davide Brivio fez um balanço positivo da temporada 2018 da MotoGP. O dirigente celebrou o fato de a fábrica nipônica ter perdido o direito às concessões, mesmo ciente de que isso representa uma vantagem em relação à concorrência.
 
Após fechar 2017 sem sequer um pódio, a Suzuki esteve no top-3 em nove oportunidades neste ano, cinco com Álex Rins ― que foi três vezes segundo e duas terceiro ― e quatro com Andrea Iannone ― uma vez segundo e três terceiro. Assim, a pontuação no Mundial de Construtores mais do que dobrou, saltando dos cem pontos da temporada anterior para os 233 desta ― a disputa entre as fábricas leva em conta apenas o resultado obtido pelo melhor piloto de cada construtor. 
 
Por conta da performance, a Suzuki perdeu o direito de contar com as concessões previstas em regulamento e, assim, entre outras coisas, está sujeita ao congelamento de motores tal qual Honda, Yamaha e Ducati.
Davide Brivio celebrou o 2018 da Suzuki  (Foto: Suzuki)
“Podemos dizer que 2018 foi melhor do que esperávamos”, disse Brivio. “Pode parecer estranho querer perdê-las, porque elas dão vantagem, mas, para nós, é mais importante nos colocarmos no nível dos outros fabricantes”, seguiu.
 
Para 2019, a Suzuki vai seguir a linha da evolução ao invés de revolucionar o projeto da GSX-RR.
 
“Não teremos uma moto nova. Estamos trabalhando para melhorar os elementos principais, como motor e chassi”, explicou. “Tivemos que tomar uma decisão em relação ao motor no fim de novembro, mas sem esquecer da nova versão de chassi que tínhamos disponível, para entender quais eram suas vantagens e desvantagens”, seguiu.
 
Ainda, Brivio se mostrou bastante satisfeito com o trabalho de Rins e não escondeu que espera muito do #42.
 
“Nós conquistamos o segundo lugar quatro vezes, três delas com ele. Portanto, a evolução natural para ele será tentar ganhar. E esse será o nosso objetivo. Esperamos que a curto prazo”, contou Davide. “Demos um grande passo com ele. Podemos ficar satisfeitos por tê-lo ajudado a brigar constantemente pelas posições do pódio. Estamos trabalhando para criar um piloto top e este ano nós demos um grande passo à frente. A parte mais dura será o passo final, que é lutar regulamente pela vitória”, ponderou.
 
Depois de guiar os primeiros passos de Maverick Viñales e Rins na MotoGP, Brivio se mostrou empolgado com a chegada de Joan Mir.
 
“Podemos usar a experiência que tivemos com novatos como Maverick e Álex para dar um grande apoio a ele. Nós acreditamos que ele tem muito talento. O objetivo é ajudá-lo a entender a MotoGP o mais rápido possível. Depois, tentar dar a ele uma boa moto com uma configuração e um acerto adequados. Esperamos que ele possa transformar esta ajuda em resultados”, declarou. “Conosco, ele poderá manter a calma. Não tem nenhuma pressão. Ele pode aproveitar o primeiro ano aprendendo e crescendo. Só depois disso que esperamos que seu talento se transforme em resultados sólidos”, garantiu.
 
Confiante no potencial do time, Brivio não economiza na hora de traçar objetivos? “Não é necessário dizer que o objetivo final ― e a razão pela qual estamos aqui ― é tentar ganhar o Mundial”, concluiu.