Com MotoGP adiada, Ducati trabalha para solucionar problemas identificados nos testes

Gigi Dall’Igna explicou que, mesmo de casa, está trabalhando para resolver problemas identificados na Desmosedici. Prioridade é em itens que devem ser congelados na primeira corrida do ano

A Ducati está aproveitando o adiamento do início da temporada 2020 da MotoGP por causa da pandemia de coronavírus para trabalhar na Desmosedici. Ainda que a distância.
 
 
Na Itália, a situação é um pouco mais extrema, já que o país se tornou foco da Covid-19 e o governo colocou toda a população em quarentena. 
Gigi Dall'Igna (Foto: Ducati)
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Chefe da Ducati, Gigi Dall’Igna cumpre o isolamento em casa. A fábrica de Bolonha paralisou a fábrica até 25 de março para implantar medidas de segurança nas linhas de produção. 
 
“Estou em casa, com a minha família, imagino que como todos os italianos”, disse Dall’Igna em entrevista à emissora Sky Sport Italia. “A moral não é altíssima, a situação não é fácil, preferia que tudo fosse normal, com o Mundial já em marcha, mas não podemos fazer outra coisa a não ser aceitar”, seguiu.
 
Com o adiamento, as fábricas ganharam a chance de seguir trabalhando nas motos, já que o congelamento do motor, por exemplo, só será feito na primeira corrida do ano.
 
“Trabalho de casa naquilo que posso. Estamos tratando de solucionar alguma coisa que não foi bem no último teste, embora a maior parte dos técnicos não esteja trabalhando. Nós estamos nos concentrando nas coisas que deveremos congelar na primeira corrida, basicamente na aerodinâmica, na qual, todavia, podemos fazer alguma mudança”, explicou.
 
Por enquanto, o início do campeonato está previsto para 3 de maio, em Jerez, embora ainda exista a possibilidade de a corrida ser realizada sem público.
 
“Em um caso como este, precisamos assumir o mal menor e uma corrida a portas fechadas seria isso. Os fãs poderiam ver a corrida de casa pela televisão. Não vai ser a mesma coisa, o ambiente será estranho e antinatural. Mas estamos em uma emergência, então serão bem-vindas as corridas com portas fechadas”, ponderou.
 
Por contrato com a FIM, a Dorna precisa organizar apenas 13 corridas para o campeonato ser válido, algo que Dall’Igna vê possível de acontecer.
 
“A situação está se agravando dia a dia. É estúpido pensar em fazer programações agora, porque amanhã talvez as coisas mudem. Confio que as 13 corridas que são necessárias para ter um campeonato mundial poderemos fazer”, finalizou.
 

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☞ Evite aglomerações se estiver doente.
☞ Mantenha os ambientes bem ventilados.
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