Com MotoGP em alerta pelo clima, Yamaha abre fim de semana no Japão com pé direito

A Yamaha começou o fim de semana em Motegi em alta, com suas quatro motos no top-6 dos treinos de sexta-feira (18). Com Fabio Quartararo e Maverick Viñales ditando o ritmo dos trabalhos, a casa de Iwata se fez forte no traçado da ilha de Honshü

Dona de quatro vitórias em Motegi na era da MotoGP, a Yamaha abriu os trabalhos para o GP do Japão de 2019 com o pé direito. A montadora dos três diapasões liderou as duas sessões desta sexta-feira (18) e saiu da pista localizada em Tochigi com suas quatro YZR-M1 no top-6 combinado dos treinos.
 
Contrariando o histórico recente, já que subiu ao pódio de Motegi pela última vez em 2015 ― com Valentino Rossi em segundo e Jorge Lorenzo em terceiro ―, a Yamaha começou o fim de semana no Japão em boa forma. Maverick Viñales liderou o primeiro treino em uma trinca com Fabio Quartararo e Franco Morbidelli ― o #46 ficou apenas com o 12º tempo. Na sessão seguinte, o time dos três diapasões repetiu a dose, com suas quatro motos entre as seis mais rápidas. Desta vez, porém, o líder foi o novato #20, que fechou o dia com 0s321 de vantagem para Viñales na tabela.  
 
Este primeiro dia em Motegi, todavia, foi marcado pela preocupação dos pilotos em garantir boas marcas, já que a previsão de chuva para sábado indica que a divisão para Q1 e Q2 será feita pelos tempos registrados nesta sexta-feira.
Fabio Quartararo foi o mais rápido no primeiro dia em Motegi (Foto: SIC)
Caso os meteorologistas estejam certos, Quartararo, Viñales, Marc Márquez, Andrea Dovizioso, Rossi, Franco Morbidelli, Jack Miller, Danilo Petrucci, Joan Mir e Aleix Espargaró são os pilotos que vão direto à fase final da classificação, enquanto Álex Rins e Cal Crutchlow, por exemplo, terão de brigar pelas duas vagas restantes na fase decisiva do treino vespertino de sábado. 
 
A situação, porém, é bastante menos tranquila. A previsão é de chuva com períodos de interrupção, mas, por volta das 14h15 (2h15 de Brasília), muitos jornalistas que acompanham o Mundial de Motovelocidade começaram a relatar o recebimento de alertas de emergência nos celulares. Devidamente traduzidos, são avisos de um tufão nível 3 em Hitachi-Omiya, a 33 km do circuito. 
 
A região de Tochigi, porém, ainda se recupera dos efeitos da passagem do Hagibis na semana passada. No total, o tufão do último dia 12 deixou ao menos 70 mortos e alagou mais de 12 mil residências. Nas cercanias do circuito, a população ainda trabalha na reconstrução dos estragos causados por ventos de mais de 200 km/h e chuvas torrenciais.
 
Na pista, entretanto, o primeiro dia em Motegi trouxe uma boa mistura entre as marcas. Na parte da manhã, cinco das seis fábricas ficaram dentro do top-10 ― a exceção foi a Aprilia, que ficou com o 11º tempo com Aleix Espargaró. De tarde, o cenário se repetiu, mas foi a KTM que não conseguiu lugar entre os dez melhores, com Pol Espargaró aparecendo em 13º.
 
Em termos de currículo, a Honda é quem conta com o melhor retrospecto na pista localizada na ilha de Honshü. Desde a introdução da MotoGP, a marca da asa dourada soma oito vitórias em Motegi, inclusive no ano passado com Marc Márquez. A Ducati vem na sequência, com cinco triunfos ― o último com Andrea Dovizioso em 2017.
 
Correndo em casa e vindo da conquista do título do Mundial de Pilotos na Tailândia, a Honda tem um objetivo claro para o fim de semana: fechar a conta na disputa entre os Construtores. E, para isso, não pode ceder mais do que dois pontos para a rival Ducati. Na MotoGP, a disputa entre as fábricas leva em conta apenas o melhor resultado de cada fabricante.

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Líder do primeiro dia em Motegi, Quartararo procurou afastar o histórico recente e disse que prefere pensar que a YZR-M1 vai bem em todas as pistas.
 
“Honestamente, como eu disse ontem, este ano eu ouvi falar muito em pista da Yamaha, pista da Honda, mas eu não quero ouvir isso, pois, se você começa pensando que não é uma pista para a Yamaha, você já perde um pouco de motivação”, apontou Fabio. “A minha motivação é que a Yamaha é boa em todas as pistas e quero forçar 100% para ver o resultado”, continuou. 
 
“Em Aragão nós tivemos dificuldades, na Tailândia nós tivemos dificuldades, mas aqui parece bem bom. Foi um dia realmente impressionante para nós e para a Yamaha”, exaltou.
 
Em sua primeira temporada na MotoGP, Fabio reconheceu que não tem muita experiência nessas condições, mas se mostrou otimista para sábado. 
 
“O plano amanhã se estiver chovendo é fazer o nosso melhor”, contou. “Nós sabemos que não temos muita experiência, mas, antes de mais nada, estamos no Q2. Vamos tentar dar nosso melhor e estar nas primeiras filas”, insistiu.
 
0s321 mais lento que o piloto do time malaio, Viñales também fechou o dia sorridente e apostando na boa performance da Yamaha.
Maverick Viñales ficou com o segundo tempo (Foto: Yamaha)
“Eu estou realmente feliz”, disse o #12. “Hoje eu me sinto muito positivo. Nós testamos muitas coisas na moto, o que é positivo, porque não sabemos como será o clima de amanhã. Eu me senti muito bem na moto durante todo o TL1, o TL2. Temos de dar outro passo, mas agora é mais mecânico e tentando entender qual o melhor caminho para melhorar”, explicou.
 
Perguntado sobre as metas para sábado, Maverick foi claro: “Nós tentaremos ser rápidos no molhado, pois, normalmente, somos muito fortes no molhado, sempre nas primeiras posições”. 
 
“Então a meta principal é estar na primeira fila. É o objetivo principal para amanhã na chuva”, completou.
 
Campeão antecipado de 2019, Márquez não fez um balanço lá dos mais positivos do primeiro dia de trabalhos e ressaltou a força das YZR-M1 no circuito de propriedade da Honda.
 
“Eu tive um susto na primeira volta, então voltamos logo à realidade”, contou Márquez. “Não foi o melhor dia, especialmente no segundo treino, mas, pelo menos, estamos ali”, seguiu.
 
“No segundo treino, nós nos atrapalhamos um pouco com as coisas que testamos, mas temos de seguir trabalhando para que possamos estar com as Yamaha”, avaliou. 
 
Ainda, Márquez explicou onde mais perde tempo na comparação com a performance dos concorrentes neste primeiro dia. 
 
“O terceiro setor é onde eu mais sofro e, por acaso, é onde eu sempre fui mais forte”, comentou. “Por ser sexta-feira, foi mais difícil que o normal, porque o motor, ainda que nós tenhamos mais potência, arrastamos alguns problemas”, destacou.
 
Ciente da força exibida pela Yamaha neste primeiro dia, Márquez colocou Quartararo e Viñales como rivais mais fortes em Motegi.
 
“Os dois mais rápidos aqui são Yamaha. Fabio e Maverick que estão estabelecendo o nível, e, quando são dois rápidos, você se esforça para estar com eles”, comentou. “Com pneus novos, a Yamaha é muito rápida. Valentino e Morbidelli, também, mostram muita capacidade de melhora quando colocam pneus novos”, observou.
 

O GP do Japão de MotoGP está marcado para o domingo, às 4h (de Brasília). Acompanhe aqui a cobertura do GRANDE PRÊMIO.

Jornalistas receberam alertas de emergência em Motegi nesta sexta-feira (Foto: Reprodução)

Previsão do tempo para Motegi
GP do Japão Motegi

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