MotoGP

Com performance irregular, Viñales registra pior início de temporada desde estreia na MotoGP

Apesar de ter repaginado sua equipe na Yamaha e contar com uma YZR-M1 melhor que a antecessora, Maverick Viñales não conseguiu corresponder e, nas três primeiras provas do ano, registrou sua pior performance na classe rainha do Mundial de Motovelocidade

Grande Prêmio / JULIANA TESSER, de São Paulo
O tenente Pete Mitchell tinha perdido o parceiro Nick Bradshaw quando viu seu talento para pilotar caças de combate se apagar. Mas, ao contrário do protagonista do clássico ‘Top Gun’, que teve de lidar com os fantasmas da morte do amigo ‘Goose’ antes de voltar a voar, o Maverick da vez na MotoGP tinha tudo para começar o ano com o pé direito.
 
Depois dos desentendimentos com Ramón Forcada no ano passado, Maverick Viñales repaginou sua equipe técnica dentro da Yamaha e voltou a contar com Esteban García, com quem já tinha trabalhado nas classes menores. Além disso, a fábrica dos três diapasões se empenhou para oferecer uma YZR-M1 mais afiada e, ao menos pelo que se viu até agora, conseguiu dar passos importantes com a performance do protótipo.
Maverick Viñales (Foto: Reprodução/Twitter)
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Em uma situação mais confortável, o #12 ― sim, o espanhol de Figueres abandonou o #25 e voltou a usar o número de suas vitórias na infância ― apareceu forte na fase de testes, mas acabou por só fazer valer a alcunha de ‘rei da pré-temporada’.
 
Passadas as três primeiras provas do ano, Viñales registra seu pior início de campeonato desde que estreou na MotoGP em 2015 e, embora não lhe falte velocidade em ritmo de classificação, a atuação nas corridas é que vem deixando a desejar. 
 
Depois dos GPs de Catar, Argentina e Américas, Viñales tem como melhor resultado um sétimo lugar em Losail e soma apenas 14 pontos. Em seu primeiro ano na elite da motovelocidade, o espanhol acumulou 15 pontos nas três primeiras corridas, embora com posições finais piores. 
 
Em termos de posição na tabela de classificação, Maverick ocupa o 12º lugar após três etapas, seu pior desempenho nessas cinco temporadas na MotoGP.

Para efeitos de comparação, o melhor início de temporada de Viñales aconteceu em 2017, quando o espanhol venceu duas das três corridas que abriram o calendário e somou 50 pontos para ficar com o segundo posto na classificação, seis tentos atrás do então líder Valentino Rossi.
 
Falando no #46, o quarentão se saiu bastante melhor que o companheiro de equipe neste início de campeonato. Com dois pódios, Valentino soma 51 pontos e tem a segunda colocação na classificação. Nos anos anteriores, apenas em 2018 Maverick fechou as primeiras três provas em situação melhor que Rossi, já que tinha o terceiro posto na tabela contra o sétimo do italiano.
 
Muito embora a evolução da Yamaha seja notória, o fato é que a montadora de Iwata teve sua mais baixa pontuação depois das três primeiras corridas em três anos. Em 2017, o time comandado por Lin Jarvis somou 70 pontos no Mundial de Construtores ― que conta apenas o melhor resultado de cada montadora ―, contra os 56 do ano passado e os 51 deste. Na conta entre Equipes, onde os dois pilotos do time são somados, o ordem permanece a mesma, com 106 pontos em 2017, depois 70 e agora 65. 

Ainda assim, Maverick precisa reencontrar sua performance. Até aqui, o #12 apresentou razões diversas para suas falhas. O espanhol chegou a reportar dificuldades para andar no meio do pelotão e, mesmo em seu terceiro ano na Yamaha, reconheceu que ainda não pegou a manha de largar com a YZR-M1.
 
Neste fim de semana, o Mundial desembarca em Jerez para a primeira etapa da fase europeia do campeonato. Nos últimos anos, a M1 sofreu um bocado no traçado andaluz, mas a expectativa é de que as mudanças no protótipo surtam efeito também por lá. Assim, vai ser a primeira chance de Viñales, enfim, mostrar a que veio na temporada 2019.
 
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