Comissário de Segurança vê drenagem como problema no Catar e admite chance de mudar GP para segunda-feira

Comissário de Segurança da Direção de Corrida da MotoGP, Loris Capirossi descartou antecipar o horário do GP do Catar, já que considera que, com chuva forte, não é possível rodar em nenhum horário. Ex-piloto admitiu que transferir o GP para segunda-feira é também uma opção caso o clima volte a interferir nos trabalhos

 

Coube a Loris Capirossi a difícil missão de explicar a confusão causada pelo temperamental clima do Catar. Comissário de Segurança da Direção de Prova do Mundial, o ex-piloto explicou a decisão de cancelar as atividades deste sábado (25) e apontou a drenagem da pista como o principal problema.

 
Em meados de fevereiro, Capirossi esteve no Catar para avaliar a possibilidade de correr em Losail com a pista molhada. Após uma prova com o circuito molhado artificialmente, o ex-piloto considerou que era possível correr, mas ficou acordado que os titulares teriam a palavra final caso fosse necessário.
 
Apesar da previsão ruim para todo o fim de semana, a chuva atrapalhou mesmo neste sábado. O temporal começou na noite passada e seguiu até a tarde de hoje. O vento forte ajudou a secar parte do asfalto, mas o acúmulo de água nas áreas de escape apareceu como um empecilho extra para os treinos classificatórios.
Loris Capirossi reforçou que corrida só acontece com chuva com aprovação dos pilotos (Foto: MotoGP)

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Depois de muita espera e tentativas de melhorar as condições, o Mundial optou por cancelar as atividades e definiu que o grid das três classes será formado a partir do resultado combinado das três sessões de treinos anteriores.
 

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Falando à imprensa após o cancelamento das atividades, Loris explicou que a drenagem da pista foi o maior problema.
 
“Não foi um dia fácil. Nós tentamos fazer o treino esta noite, tentamos adiar para entender a situação da pista. Nós achávamos que podíamos resolver, mas, no final, entendemos que o problema era maior do que imaginávamos e decidimos cancelar tudo”, disse Capirossi. “Acho que o problema principal desta pista é que não drena de forma alguma. Não tem nenhuma drenagem na pista, pois, normalmente, não esperamos chuva no Catar”, seguiu.
 
“Nós estamos pensando em fazer algum trabalho para a próxima temporada, mas até agora a situação é esta”, resumiu. “Em relação a amanhã, nós decidimos aumentar um pouco o warm-up para todas as três classes, com 30 minutos para cada categoria, e nós realmente esperamos ter um tempo bom, porque esta noite nós ainda vamos trabalhar para tentar resolver o problema enquanto pudermos”, anunciou.
 
“De qualquer forma, nós decidimos não fazer a classificação amanhã de manhã, pois precisamos trabalhar o dia todo para tentar ter a melhor condição de pista para o fim da tarde e a noite”, justificou.
 
Loris apontou as freadas das curvas um, três, quatro e dez como principais problemas, mas também a área de escape da curva oito.
 
“Na área de escape da curva 8 nós temos quase um lago”, comentou. “O problema é que, sem a drenagem, a água surge de baixo. Nós tivemos muita chuva e não temos nenhuma drenagem. Nós tentamos tirar a água com uma bomba, mas quando achávamos que estava bom, dez minutos depois estava do mesmo jeito. É por isso que ainda estamos trabalhando. Agora a situação está um pouco melhor, mas até agora a pista não está pronta”, justificou.
 
Questionado sobre o teste que fez, Capirossi explicou suas impressões, mas deixou claro que a decisão final fica com os pilotos.
 
“Nós decidimos vir aqui em fevereiro para testar de noite para entender a situação, porque ninguém nunca testou de noite com chuva. Mas eu quero explicar que eu não testei com chuva, eu testei com a pista completamente molhada. As condições são diferentes”, sublinhou. “Quando eu testei, não fiquei impressionado. Eu disse: ‘Ok, a visibilidade é boa, não é tão ruim. Acho que temos de dar a oportunidade para os outros pilotos testarem’. Mas, antes de mais nada, eu não quero ter a decisão. A decisão sempre vem dos pilotos. O piloto decide se é seguro ou não. Eu não decido isso. É por isso que demos aos pilotos a oportunidade de testar e checar as condições”, falou.
 
“Além disso, depois das condições que vimos hoje, de dia ou de noite, é impossível correr com chuva, porque sem drenagem, não faz diferença se é de dia ou de noite”, frisou. “Não é porque estamos no Catar. Nós temos o mesmo problema na Malásia, em Jerez, em Misano. É a mesma coisa em todas as pistas. Quando temos muita água, temos de cancelar. Em Misano, alguns anos atrás, nós cancelamos o dia. Isso aconteceu muitas vezes”, comentou.
 
“Como os pilotos disseram, com certeza nós vamos fazer algum trabalho com a drenagem para o próximo ano. Nós queremos organizar, especialmente no último dia de testes, na última meia hora, 40 minutos, molhar a pista e dar a oportunidade dos pilotos testarem”, anunciou.
 
Indagado sobre o que acontece se os pilotos disserem que não é seguro correr com a pista molhada, Loris respondeu: “Se chover de noite, nós cancelamos. Se não tiver muita água na pista, podemos mandar os pilotos para entenderem a situação”.
 
“Se tiver spray, os pilotos saírem e disserem: ‘ok, podemos correr’, poderemos fazer tudo como normal. Em caso de muita chuva, é quase impossível. Caso amanhã à noite tenhamos um desastre como hoje, teremos de encontrar uma solução diferente”, admitiu. “Normalmente, nós não queremos cancelar. Talvez a gente cancele amanhã e possamos correr na segunda, como em 2009”, continuou.
 
Além disso, Capirossi confirmou que a MotoGP já negocia com Losail para um recape total da pista, já que o asfalto ainda é da construção da pista.
 
“Nós já estamos conversando com a pista porque os pilotos estão reclamando um pouco da superfície, pois o asfalto é de 2004, quando eles fizeram a pista. Claro, nós já temos um plano para o próximo ano, apenas temos de esclarecer tudo, mas certamente vamos trabalhar para o ano que vem”, garantiu.
 
Por fim, questionado se existe a opção de transferir a corrida para segunda-feira, Capirossi explicou: “Caso amanhã seja um desastre completo, é uma opção. Mas, agora, é só uma opção”.

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