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MotoGP

Crutchlow tem atitude preconceituosa e evita chineses por “terem vírus e Sars”

O piloto inglês evitou contato com um grupo de torcedores da China durante os testes em Sepang usando como argumento o coronavírus. Sua equipe, a LCR, alegou que ele foi “mal interpretado”

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Cal Crutchlow se envolveu em uma grande polêmica em sua passagem pela Ásia. Durante os testes da MotoGP em Sepang, o piloto foi acusado de atitude preconceituosa por chineses ao afirmar que o grupo tinha vírus.
 
A ameaça do coronavírus tem afetado todo o mundo. A China é o país de origem da doença e, até o momento, já registrou 1.115 vítimas fatais, além de outros 45 mil casos confirmados. Ainda, é 28 o número de países contaminados, com a situação sendo considerada Emergência de Saúde Pública global pela Organização Mundial de Saúde.
 
Na última semana, o Mundial de Motovelocidade desembarcou na Malásia para a realização de três dias de testes pré-temporada. No período, um grupo de chineses pediu autógrafo ao competidor inglês, mas recebeu uma negativa e ouviu o comentário de que “asiáticos têm vírus, vocês chineses têm síndrome respiratória aguda grave [Sars].”
 
A atitude não agradou em nada os fãs, que acusaram o titular da LCR de preconceito através de um post em um blog. “Recentemente, os pilotos da MotoGP fizeram testes pré-temporada no circuito de Sepang, na Malásia”, começou o texto.
Cal Crutchlow (Foto: LCR Honda)
“Mas algo bastante triste aconteceu e que enfureceu os fãs locais e da Ásia. Cal Crutchlow rejeitou um pedido para autografar fotos de um grupo de chineses avisando que sua vida era preciosa e de que não queria ser infectado pelo vírus”, completou.
 
Na mesma página do blog, foi postado um vídeo em que mostra Marc Márquez, Álex Rins e Fabio Quartararo convidando os fãs chineses a ficarem no local com eles.
 
Mais tarde, Lucio Cecchinello, chefe da LCR, defendeu seu piloto, justificando a fala considerada ofensiva. “Cal e toda a equipe, na época dos testes na Malásia, receberam de mim indicações precisas na questão da saúde, precisamente para evitar possíveis contágios”, falou.
 
“Em 2017, de fato, peguei a gripe suína e fiquei duas semanas de quarentena. Por essa razão convidei toda a equipe a cumprir uma ‘política de saúde’. Entre as indicações também incluí evitar apertos de mão e, se necessário, usar gel antibactericida logo após”, seguiu.
 
“Na ocasião descrita no blog, Cal não estava sendo rude, mas apenas pediu para que seu assistente, Dakota Mamola, trazer sua própria caneta que usa para autógrafos. Naquele momento, fez apenas uma piada, o que provavelmente foi mal interpretado”, encerrou.

A ameaça do coronavírus tem feito diversas categorias tomarem medidas provisórias. O eP de Sanya da Fórmula E, que seria realizado em março, acabou sendo adiado. A Fórmula 1 seguiu o mesmo caminho da categoria elétrica, confirmando o adiamento do GP da China que seria realizado em abril.
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