Crutchlow vence luta contra Zarco e Rins, Miller sofre e Márquez causa do início ao fim na Argentina

Cal Crutchlow levou a melhor em uma corrida para lá de bizarra da MotoGP na Argentina em um duelo contra Johann Zarco e Álex Rins. Pole, Jack Miller viveu uma epopeia, enquanto Marc Márquez tumultuou do começo ao fim

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A MotoGP viveu um de seus dias mais bizarros neste domingo (8). Como clima voltando a interferir nas atividades em Termas de Río Hondo, a direção de prova precisou improvisar e acabou causando uma confusão sem tamanho na segunda etapa da temporada 2018. Alheio às dificuldades organizacionais da categoria, Cal Crutchlow venceu um belo duelo com Johann Zarco. 
 
A confusão começou com a virada no clima ao fim da prova da Moto2. Com o retorno da chuva, a corrida da MotoGP foi declarada em pista molhada, mas o relato de quem estava no circuito era de que o asfalto já começava a secar após uma garoa fina.
 
Dos 24 pilotos da categoria, apenas Miller tinha arriscado e deixado os boxes com os slicks, com os demais todos com as motos acertadas para chuva. Às vésperas da partida, porém, todos voltaram para os boxes, deixando Jack sozinho no grid.
Cal Crutchlow comemora vitória na Argentina que dá liderança no Mundial da MotoGP (Foto: Michelin)

O normal seria que os outros largassem do pit-lane, mas a organização do campeonato optou por adiar a largada. Prejudicado, o #43 protestou e forçou a MotoGP a encontrar uma saída. A direção de prova, então, recolocou os pilotos no grid, mas dando ao australiano três filas de vantagem.

 
Como confusão pouca é bobagem, a moto de Marc Márquez apagou pouco antes da largada, mas o espanhol conseguiu botar a RC213V para funcionar no tranco e saiu da posição normal do grid. Por mais estranho que isso possa parecer.
 
Depois de seis voltas e na liderança desde o primeiro giro, Márquez entrou nos pits para cumprir o ride-through que recebeu pela polêmica largada. Marc foi sancionado por ter andado na contramão durante o procedimento de largada.
 

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Com Márquez no fundo do pelotão, Miller retomou a liderança, mas sempre pressionado por Álex Rins e com Zarco e Crutchlow bem perto. Os pilotos da Pramac e da Suzuki chegaram a inverter suas posições algumas vezes, mas foi o #35 quem aproveitou uma escapada do #43 para tomar a ponta.
 
Com quatro giros para o fim, porém, Zarco tomou a liderança do rival da LCR. Mais atrás, Márquez foi com tudo para cima de Rossi, mas forçou o italiano para fora da pista. O #93, então, foi alvo de uma nova investigação por conta da queda do piloto da Yamaha, que pisou na grama molhada. 
 
A direção de prova logo anunciou que o incidente estava sendo investigado, mas a punição só saiu após a bandeirada, com o acréscimo de 30s ao tempo do espanhol.
 
Nas voltas finais, Crutchlow e Rins travaram um lindo duelo, mas foi o britânico quem levou a melhor, recebendo a bandeirada com 0s251 de vantagem para o piloto da Tech3. Rins, por sua vez, acabou em terceiro.
 
Depois de sobreviver a uma verdadeira epopeia, Miller foi o só quarto. Márquez recebeu a bandeirada em quinto, mas caiu para 18º após a punição, promovendo Maverick Viñales.
 
Andrea Dovizioso ficou com a sexta colocação, com Tito Rabat, Andrea Iannone, Hafizh Syahrin e Danilo Petrucci completando a lista dos dez melhores. Após o tombo, Rossi voltou para a pista para receber a bandeirada em 19º.

Saiba como foi o GP da Argentina de MotoGP:
 

A chuva está mesmo perseguindo a MotoGP na Argentina. Confirmando a previsão, o tempo virou justo na hora da largada da classe rainha. Sem muitas mudanças em relação ao que aconteceu no fim de semana, os termômetros marcavam 21°C, com o asfalto chegando a 22°C.
 
Repetindo a história de Moto3 e Moto2, a MotoGP também tinha um estreante na pole-position: Jack Miller, o primeiro australiano no topo do grid desde que Casey Stoner saiu na frente no GP da Austrália de 2012. O feito do #43, aliás, é o primeiro de um piloto independente da Ducati.
 
Dani Pedrosa aparece na sequência, com Johann Zarco fechando o top-3. É, aliás, o sexto top-3 consecutivo do piloto da Tech3.
Em sua melhor performance classificatória na classe rainha, Tito Rabat tinha o quarto posto, à frente de Álex Rins e Marc Márquez. Aleix Espargaró, Andrea Doviziosoe Maverick Viñales formam a fila seguinte.
 
Para a prova deste fim de semana, a Michelin levou quatro opções de pneus dianteiros e traseiros: macios, duas alternativas médias e duros. Além disso, os pneus de chuva estavam disponíveis nas versões macias e médias, com os calçados traseiros construídos de forma assimétrica, com a borracha mais resistente do lado direito.
 
Pouco antes da largada começou a correria no grid da classe rainha. Com a corrida declarada molhada, muitos pilotos voltaram aos boxes.  Depois, o início da prova acabou sendo adiado por questões de segurança.
Miller, que calçou pneus médios slick, foi o único piloto que seguiu no grid. O competidor mostrou claramente seu descontentamento, pois foi prejudicado com o adiamento do apagar das luzes.
 
A confusão seguiu por muitos minutos. A direção de prova não decidia o que iria fazer. Pelo regulamento, todos os 23 competidores deveriam largar do pit-lane por terem voltado aos boxes.
 
Por conta do atraso, a corrida acabou diminuída para 24 voltas, perdendo um giro total. Ainda, ao voltarem para o grid, os pilotos alinharam três filas atrás de Miller, para manter a vantagem do piloto.
 
Logo após a volta de apresentação uma nova situação. Márquez apresentou um problema com sua moto. Mas de forma rápida, o espanhol logo a religou e alinhou no sexto posto.
Assim que, enfim, a largada foi autorizada, obviamente Miller seguiu na ponta. Na segunda colocação seguia Pedrosa, com Zarco em terceiro. Márquez logo pulou para quarto e logo começou um quente embate com seu companheiro.

Em um movimento ousado, o #93 foi para cima do #26 e conseguiu a segunda colocação. Ele chegou a fazer uma investida em cima de Jack, mas o ponteiro conseguiu segurar o adversário. Atrás, Pedrosa teve um golpe de azar e caiu da moto, encerrando sua corrida de forma prematura.
 

Não demorou muito para que Marc desse o bote certeiro em cima de Miller. No segundo giro da corrida ele logo assumiu a primeira colocação.
Com 22 voltas para o fim, a ordem era Márquez, Miller, Rins, Zarco e Crutchlow. Em um final de semana bastante apagado, Dovizioso era o sétimo, tentando ganhar posições no pelotão.
 
Foi informado com 21 giros para o fim, portanto, que Márquez estava sendo investigado por seu procedimento na largada.
 
Na volta seguinte os fiscais de pista tremulavam bandeiras brancas sinalizando que os pilotos poderiam trocar as motos caso sentissem necessidade.

Por fim, a penalização do titular da Honda foi um ride-through. O motivo foi que, ao ter o problema em sua moto, o piloto acabou andando na contramão da pista para retornar para a sua posição. Não demorou e o piloto logo se dirigiu para os boxes. Ele retornou para a pista em 19º.
 

Com isso, Miller voltou a tomar a ponta do pelotão, seguido por Rins, Zarco, Crutchlow e Dovizioso, que já era quinto em uma bela corrida de recuperação. Em final de semana ruim, Lorenzo era o 21º.
 
O #93 começou a galgar posições. Em uma briga de posições, acabou forçando para cima de Aleix Espargaró. Após o lance, pediu desculpas ao piloto. Pouco depois a cena se repetiu com Morbidelli, mas dessa vez o ítalo-brasileiro levou a melhor em cima do adversário.
 
Enquanto no pelotão da frente apareciam Miller, Rins, Zarco e Crutchlow, mais para trás tinham Dovizioso, Viñales e Rossi. Rabat, Syahrin e Iannone completavam o rol dos dez pilotos. Atrás, Márquez estava já na zona de pontos.
 
Então, uma briga pela primeira posição começou a se desenhar. Rins começou a diminuir a diferença para Jack, até tentar tomar o posto. Com ritmo inferior, não conseguiu dar o bote final. Zarco e Crutchlow seguiam a dupla de perto.
O #93 começou a galgar posições. Em uma briga de posições, acabou forçando para cima de Aleix Espargaró. Após o lance, pediu desculpas ao piloto. Pouco depois a cena se repetiu com Morbidelli, mas dessa vez o ítalo-brasileiro levou a melhor em cima do adversário.
 
Enquanto no pelotão da frente apareciam Miller, Rins, Zarco e Crutchlow, mais para trás tinham Dovizioso, Viñales e Rossi. Rabat, Syahrin e Iannone completavam o rol dos dez pilotos. Atrás, Márquez estava já na zona de pontos.
 
Então, uma briga pela primeira posição começou a se desenhar. Rins começou a diminuir a diferença para Jack, até tentar tomar o posto. Com ritmo inferior, não conseguiu dar o bote final. Zarco e Crutchlow seguiam a dupla de perto.
Em um lance, Crutchlow ultrapassou Zarco e Rins, que acabou cometendo um erro e abrindo demais na curva, caiu para quarto. Com oito voltas para o fim, Miller ponteava, seguido por Crutchlow, Zarco, Álex e Viñales.
 
Mais atrás na tabela, Dovizioso seguia preso na sétima colocação, até que Márquez o alcançou e fez fácil a ultrapassagem. Agora, o espanhol partia para cima de Rossi, o sexto colocado.
 
Agora foi a vez de Miller quem errou, escorregando na pista. Foi a oportunidade de Cal ultrapassá-lo e tomar a ponta. O inglês ainda trouxe Johann junto, que agora era o segundo colocado. Jack caiu para quarto.
Foi então que, enfim, o #93 encontrou com Rossi na pista. O espanhol começou a pressionar o italiano que, quando foi abrir para o adversário, acabou caindo da moto. Ele logo subiu na moto para retornar para o traçado. O incidente ficou sob investigação.
 
Com quatro voltas para o fim, Zarco acabou superando Crutchlow para tomar a primeira colocação da tabela. Rins aparecia em terceiro, com Miller em quarto e Viñales completando o top-5 do momento. 
 
Mas o #35 não se via satisfeito em terminar em segundo e insistia nos ataques em cima do francês. Com diferença diminuta entre eles, o titular da tech3 mostrava todo o seu talento segurando ele.
 
E com 2 giros para o tremular da bandeira quadriculada, Crutchlow tomou novamente a ponta em uma grande passagem em cima de Johann.
 
Os últimos metros seguiam animados em Termas de Río Hondo. Crutchlow conseguiu segurar os últimos ataques de Zarco para garantir a vitória da insana prova na Argentina. Rins completou o pódio.
 
Por fim, ainda, Márquez recebeu uma última punição por conta do lance em cima de Rossi. O espanhol da Honda teve um acréscimo de 30s em seu tempo final de prova. 

MotoGP 2018, GP da Argentina, Termas de Río Hondo, Final:
 
1 35 CAL CRUTCHLOW ING LCR HONDA 40:36.342 20 voltas
2 5 JOHANN ZARCO FRA TECH3 YAMAHA +0.251  
3 42 ÁLEX RINS ESP SUZUKI +2.501  
4 43 JACK MILLER AUS PRAMAC DUCATI +4.390  
5 25 MAVERICK VIÑALES ESP YAMAHA +14.941  
6 4 ANDREA DOVIZIOSO ITA  DUCATI +22.533  
7 53 TITO RABAT ESP AVINTIA DUCATI +23.026  
8 29 ANDREA IANNONE ITA SUZUKI +23.921  
9 55 HAFIZH SYAHRIN MAL TECH3 YAMAHA +24.311  
10 9 DANILO PETRUCCI ITA PRAMAC DUCATI +26.003  
11 44 POL ESPARGARÓ ESP KTM +31.022  
12 45 SCOTT REDDIING ING APRILIA GRESINI +31.891  
13 30 TAKAAKI NAKAGAMI JAP LCR HONDA +32.452  
14 21 FRANCO MORBIDELLI ITA MARC VDS HONDA +42.061  
15 99 JORGE LORENZO ESP  DUCATI +42.274  
16 19 ÁLVARO BAUTISTA ESP ÁNGEL NIETO DUCATI +42.625  
17 12 THOMAS LÜTHI SUI MARC VDS HONDA +43.350  
18 93 MARC MÁRQUEZ ESP HONDA +43.860 +30s
19 46 VALENTINO ROSSI ITA YAMAHA +52.082  
20 17 KAREL ABRAHAM RTC ÁNGEL NIETO DUCATI +1:03.944  
21 10 XAVIER SIMÉON BEL AVINTIA DUCATI 1:10.144  
  38 BRADLEY SMITH ING KTM NC  
  41 ALEIX ESPARGARÓ ESP APRILIA GRESINI NC  
  26 DANI PEDROSA ESP HONDA NC  
             
POLE JACK MILLER AUS PRAMAC DUCATI 1:47.153 161.4  km/h
VOLTA MAIS RÁPIDA MARC MÁRQUEZ ESP HONDA 1:39.902 173.1 km/h
RECORDE VALENTINO ROSSI ITA YAMAHA 1:39.019 174.7 km/h
MELHOR VOLTA MARC MÁRQUEZ ESP HONDA 1:37.683 177.1 km/h
             
    Condições do tempo   PISTA MOLHADA   ar: 22ºC | pista: 23ºC
 

#GALERIA(8344)

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