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MotoGP

Decisivo em 2006, Elías diz que Rossi tem derrota no Estoril “cravada no coração”

Toní Elías foi decisivo na temporada 2006 ao tirar de Valentino Rossi os cinco pontos que definiriam a vitória de Nicky Hayden na disputa pelo título da MotoGP. O espanhol ressaltou que nunca foi perdoado pelo #46

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
14 anos depois, Toní Elías garante que Valentino Rossi ainda não engoliu a derrota no GP de Portugal. Na visão do espanhol, o #46 tem aquela corrida no Estoril “cravada no coração”.
 
Naquele 15 de outubro, Elías conseguiu sua única vitória na MotoGP correndo com a Gresini. O espanhol teve uma bela atuação e bateu o piloto da Yamaha na linha de chegada, por apenas 0s002. 
Toni Elías (Foto: Facebook/Toni Elías)
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“A Michelin levou para nós naquela corrida um pneu novo no sábado. Eu consegui melhorar o meu ritmo sete décimos e lutar pela vitória”, lembrou Elías ao serviço de streaming DAZN. “Eu agradeci a Michelin pela ajuda, mas me irritei muito quando descobri que esse pneu, com a carcaça mais macia, era a que os pilotos top usavam durante toda a temporada, mas que só deram para nós na penúltima corrida do ano”, seguiu.
 
Elías acabou sendo decisivo na luta pelo título, já que venceu Rossi justamente no dia em que Dani Pedrosa acidentalmente derrubou Nicky Hayden, o líder do campeonato. Valentino, então, foi para a final, em Valência, no topo da tabela, mas acabou caindo. Nicky conseguiu virar o jogo por apenas cinco pontos, os mesmos que o espanhol tomou do #46 no Estoril. 
 
“Quando encontro com Valentino, eu o vejo todos os anos em Austin, posso comprovar que ele ainda tem aquilo cravado no coração. Ele não me perdoou”, revelou. “É terrível, já foi, já passou, já está na hora de sermos amigos, mas não é possível. Ele é tão competitivo que tem aquilo marcado e não vai me perdoar nunca”, reconheceu.
 
Toní, porém, ressaltou que sempre viu Rossi como o melhor de todos os tempos, ainda que acredite que o italiano será destronado. 
 
“Para mim, é o oposto, eu o venci um dia, mas o considerava o melhor piloto de todos os tempos até pouco tempo, porque, no momento, o melhor é Marc Márquez, que acho que o vai superar”, opinou.
 
Por fim, Elías revelou que nunca teve uma moto oficial, como era dito na época.
 
“Nunca na vida que uma satélite vai ganhar um campeonato mundial. Isso é política. Não é possível, não fica bem com os patrocinadores da fábrica”, ponderou. “Mesmo que uma fábrica te ofereça um contrato com material oficial, isso nunca vai acontecer, eu vivi isso. Um dia, Cal Crutchlow vai se aposentar e vai poder falar, como eu posso agora, e vai poder explicar. Ele nunca terá uma moto como a oficial”, concluiu.
 
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