Diretor-médico promete protocolo sanitário “muito estrito” para inicio da MotoGP

Ángel Charte explicou que a MotoGP ainda trabalha na elaboração de um protocolo de medidas sanitárias para o início da temporada 2020. Ainda assim, o diretor-médico do Mundial de Motovelocidade afirmou que as medidas devem ser bastante restritivas

Diretor-médico da MotoGP, Ángel Charte prometeu um protocolo “muito estrito” para a retomada do campeonato em meio à pandemia do novo coronavírus. O Mundial ainda não tem um calendário definido, mas a proposta atual é iniciar a disputa em 19 de julho com o GP da Espanha e, na semana seguinte, o GP da Andaluzia, ambos em Jerez de la Frontera.
 
Enquanto espera uma resposta do governo da Espanha para poder colocar o plano em prática, a Dorna, promotora do Mundial, trabalha junto com a FIM (Federação Internacional de Motociclismo) para elaborar um pacote de medidas sanitárias para garantir a segurança dos integrantes do paddock.
Ideia da MotoGP é iniciar a temporada com duas corridas em Jerez (Foto: Philip Platzer/KTM)
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“O protocolo ainda está sendo definido entre a Dorna, a FIM, as fábricas, as equipes e os circuitos. Achamos que será muito estrito, porque ante uma conjuntura dessas, não podemos correr o menor risco. Estabelecemos normas que devem ser seguidas por todos que viajam. Quem as descumprir, será severamente penalizado”, disse Charte ao site espanhol ‘Motorsport.com’. “É ruim, pois a maioria está vindo de um confinamento, mas o entorno que vamos encontrar no paddock, especialmente nos primeiros eventos, pode ser que seja ainda mais restritivo. Basicamente, porque vamos a países que, esperamos, estejam em fases mais avançadas de desconfinamento”, seguiu.
 
Para poder iniciar o campeonato, a MotoGP definiu corridas com portões fechados, sem imprensa e com pessoal reduzido. Ainda assim, a estrutura deve contar com cerca de 1.200 pessoas.
 
Além disso, todos terão de apresentar resultado do exame RT-PCR, que é considerado o padrão-ouro no diagnóstico da COVID-19, já que a confirmação é feita pela detecção do RNA do SARS-CoV2. Este exame identifica o vírus em estado ativo no organismo. Os integrantes do campeonato também estão sujeitos a outros tipos de sorologia durante cada evento, junto com o acompanhamento médico individual.
 
“A ideia é recebermos a cada manhã certos parâmetros clínicos de cada pessoa que vão nos ajudar a detectar possíveis casos positivos de COVID-19”, explicou Charte.
 
Por conta da alta capacidade de contágio do novo coronavírus, a MotoGP quer um paddock mais segmentado.
 
“Tudo estará muito setorizado, de modo que seja muito fácil seguir o rastro em caso de um positivo. Os movimentos das pessoas estarão muito mais limitados do que normalmente. Além disso, também existe um protocolo especifico para comissários e médicos”, detalhou. “Teremos uma zona de exploração da COVID-19, na qual analisaremos os casos que nos pareçam suspeitos. No momento em que acontecer um positivo, o isolaremos e tomaremos as medidas necessárias”, garantiu.
 
Por fim, Charte explicou que, após meses lidando com a COVID-19, “agora a conhecemos muito tempo, porque apresenta sintomas muito claros”.
 

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