Ducati dá sinais de desgaste na convivência de Lorenzo e Dovizioso e vai mal na Argentina. Já Honda voa

Depois de um longo caminho para recuperar a forma, a Ducati agora começa a sentir o desgaste na relação entre Andrea Dovizioso e Jorge Lorenzo. Como se isso não fosse o suficiente, o time de Bolonha começou mal em Termas de Río Hondo, com os dois pilotos sob a ameaça de terem de passar pelo Q1. A Honda, por outro lado, voou na Argentina e dominou o top-3 desta sexta-feira (6)

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Tudo parecia correr as mil maravilhas em Borgo Panigale, mas os primeiros sinais de problemas surgiram nesta sexta-feira (6). Ofuscado pelo companheiro de equipe desde a estreia na Ducati, Jorge Lorenzo afirmou que Andrea Dovizioso sempre tentar “diminuir minha moral”.
 
Contratado a peso de ouro para ser protagonista de uma fase de renascimento da Ducati, o #99 ainda não conseguiu pegar a mão com a Desmosedici e não esconde que não se sente confortável no protótipo vermelho depois de uma carreira toda a bordo da Yamaha. 
 
Em uma prévia de uma entrevista ao canal espanhol ‘Movistar’, Lorenzo contou que sempre teve um relacionamento complexo com Dovizioso. Algo que não tinha transparecido neste mais de um ano de convivência dos dois em Bolonha.
Jorge Lorenzo reclamou de Andrea Dovizioso (Foto: Michelin)

“Dovi é sempre muito inteligente, não? Quase todos sabem. Durante toda a minha carreira ele tentou diminuir minha moral e continua fazendo isso como meu companheiro de equipe”, disse Dovizioso. “Isso não é algo novo para mim, ele sempre tenta”, contou.

 
Depois de ter um relacionamento complicado com Valentino Rossi nos anos de Yamaha, não surpreende ver Lorenzo dizer que o paddock não é lugar para amizades.
 

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“Se você parar para ver, é mais ou menos como sua relação com a imprensa, e para mim tudo bem. É uma pessoa tranquila, temos uma relação cordial e tudo vai bem neste sentido. Aqui tentamos ganhar corridas e campeonato, a amizade se consegue em outros lugares, não no paddock”, completou.
 
Mas não são só as farpas entre os dois que chamam atenção neste início de fim de semana da Ducati em Bolonha. Ao contrário do que era de se esperar dada a performance apresentada desde o ano passado, a casa de Bolonha ainda não fez uma oferta para renovar o contrato de Dovizioso. Essa é, ao menos, a versão do #4.
 
Na quinta-feira, pouco antes da coletiva de imprensa com os pilotos, Davide Tardozzi, coordenador da equipe, disse ao site oficial da MotoGP que estava apenas negociando detalhes com o piloto.
 
“Nós começamos uma negociação com o agente de Andrea e estamos bem confiantes de que vamos finalizar isso em breve ― o que não significa hoje ―, mas estamos falando realmente de detalhes”, contou Tardozzi.
 
A versão de Dovizioso, porém, é bem diferente.
 
“Não pergunte para mim o motivo de ainda não terem feito uma oferta. Eles devem ter suas razões”, disse Dovizioso. “Normalmente, sou muito transparente e digo o que penso, mas, desta vez, vou guardar para mim”, seguiu.
 
A posição da Ducati causou estranhamento até mesmo em Valentino Rossi, que recentemente teceu elogiosos comentários a respeito do líder da MotoGP.
Marc Márquez foi o mais forte no primeiro dia na Argentina (Foto: Michelin)
“Eu me surpreenderia muito que Dovizioso saísse da Ducati, porque isso não tem sentido para nenhuma das duas partes”, comentou o #46. 
 
Não fosse tudo isso suficiente, a Ducati ainda começou no contrapé em Termas de Río Hondo. Com previsão de chuva para o sábado, Lorenzo e Dovizioso vão dormir pressionados, já que nenhum dos dois conseguiu assegurar um lugar no top-10 combinado, o que garantiria um passe direto ao Q2, a fase final da classificação da MotoGP.
 
Passadas as duas primeiras sessões de treinos livres na pista de Santiago Del Estero, Andrea tem apenas o 15º tempo, 1s5 atrás de Marc Márquez, o líder. O #4, aliás, ficou com o último tempo do TL2. Jorge, por outro lado, aparece em 16º, 0s081 atrás do companheiro de equipe.
“É claro que esperava estar melhor. Do nosso lado, os tempos de hoje dizem pouco. Acho que foi um conjunto de aspectos: não tive o feeling com a moto e, de tarde, também ventava muito. As condições de pista eram muito ruim”, comentou. “Na última saída, eu não consegui terminar uma volta, porque cometi sempre pequenos erros. Não consegui melhorar o tempo da manhã e esse era o nosso objetivo para nos aproximarmos do top-10. Precisamos manter a calma e trabalhar. Confirmamos que estamos em dificuldade nesta pista, mas, no passado, fizemos alguns bons resultados e então acho que podemos conseguir”, lembrou.
 
“O desejo de fazer um bom resultado está lá e deve ser assim: neste momento, as condições de tempo podem complicar as coisas em termos de posição no grid, mas temos de tentar nos preparar o mais cedo possível amanhã, porque para o resultado da corria nós ainda temos tempo para melhorar a situação. Já fizemos isso no passado e podemos fazer de novo”, assegurou.
 

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No entender do #99, as condições de pista ― que, tradicionalmente, não tem aderência no primeiro dia de atividades na Argentina ―, agravaram os problemas da Desmosedici, especialmente da versão 2018.
 
“Acredito que as circunstâncias de hoje ressaltaram os defeitos, os pontos problemáticos da moto nova. Pela manhã fomos bem, mas de tarde as antigas foram melhores. Petrucci foi um pouco melhor”, avaliou Jorge. “A parte da tarde foi muito difícil, uma situação estranha. Os outros conseguiram baixar os tempos. Só na curva reta da reta perdia 0s5, pois não conseguia manter o contato da roda dianteira com o asfalto.
 
“Estamos vendo o que podemos fazer, mas é bastante complexo. Isso afetou menos os outros pilotos. Dovizioso e eu sofremos muito com essas condições”, reforçou. “A moto nova tem pontos fortes, mas também se levanta mais e com o vento sofre muito”, completou. 
 
Enquanto isso, a Honda respira plena e tranquila. Vinda de um teste rotulado com positivo em Jerez, a montadora da asa dourada liderou as duas sessões do dia ― primeiro com Dani Pedrosa e, depois, com Márquez ― e completou a sexta-feira soberana no top-3, com Cal Crutchlow ficando com a posição do meio em uma trinca separada por 0s908. Marc e o #35, aliás, foram os únicos a baixar de 1min40s neste primeiro dia.
 
“Foi um dia bom para nós. Quando começamos nesta manhã, a pista estava bem escorregadia e tivemos um pouco de dificuldade, mas foi a mesma coisa para todos os pilotos, e, aos poucos, o asfalto ficou mais limpo”, relatou Marc. “De tarde, a segunda sessão foi um pouco estranha, já que as condições eram meio mistas, mas, no geral, nós conseguimos fazer um bom trabalho com o acerto da moto, tendo uma ideia bem clara dessas condições”, seguiu.
 
“Foi importante começar bem o GP da Argentina, mas agora nós vamos esperar e ver quais as condições que teremos na sequência, já que existe uma grande chance das coisas mudarem nos próximos dois dias”, lembrou. “É possível que tenhamos uma pista bem diferente no domingo, o que exigiria um acerto diferente, então temos de seguir focados e continuar trabalhando duro para estarmos prontos para a corrida”, completou.
 
‘Especialista’ em resumir o cenário da MotoGP, Rossi explicou de maneira simplificada a sexta-feira na Argentina.
 
“Márquez aqui vai muito forte, mas também Crutchlow e Pedrosa. Creio que Márquez tem uma marcha a mais aqui”, opinou. “Acho que as Yamaha estão entre as Honda e a Ducati”, concluiu.
 

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