Ducati descarta contrato longo com Bagnaia: “Temos de estar sempre sob pressão”

Diretor-executivo da Ducati, Claudio Domenicali avaliou que seria um erro dar um contrato de cinco anos a Francesco Bagnaia. Dirigente elogiou a atuação do #1 e previu um campeonato complicado em 2024

Diretor-executivo da Ducati, Claudio Domenicali descartou dar a Francesco Bagnaia um contrato de cinco anos. Na visão do dirigente, um vínculo longo será negativo não só para a companhia, mas também para o piloto.

Agora bicampeão da MotoGP, Bagnaia tem contrato com a Ducati até o fim da temporada 2024, quando a maioria dos pilotos estarão livre no mercado. As exceções são Brad Binder, Johann Zarco e Luca Marini. O sul-africano assinou com a KTM até 2026, o francês fechou com a HRC para correr na LCR até 2025, mesma duração do acordo do italiano com a Honda.

Questionado pela emissora italiana Sky sobre a possibilidade de oferecer a Bagnaia um contrato de cinco anos, Domenicali respondeu: “Não. Não acho que seria certo para a companhia ou para ele”.

“É um esporte competitivo onde as coisas mudam”, considerou. “Nós todos temos de estar sempre sob pressão”, defendeu.

Claudio Domenicali elogiou Francesco Bagnaia, mas previu 2024 complicado (Foto: Ducati)

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Ainda, Claudio elogiou a atuação de Bagnaia, que defendeu o título de maneira bem sucedida.

“Só os grandes conseguiram se repetir”, avaliou Domenicali. “Pecco teve a coragem de usar o #1 e vencer. Foi uma temporada maluca, com um duelo excepcional com Jorge Martín, a quem cumprimentamos”, destacou.

O dirigente considerou, porém, que a segunda defesa de título será igualmente difícil, já que, além de Martín, o #1 terá de duelar com Marco Bezzecchi, Fabio Di Giannantonio e até Marc Márquez, que deixou a Honda para competir pela Gresini e, assim, ter acesso a equipamento competitivo.

“Vai ser um ano complicado”, previu o diretor-executivo. “Pecco terá não só um Jorge muito forte para defender, mas muitos outros, de Di Giannantonio a Bezzecchi e Márquez”, apontou.

Por fim, Domenicali avaliou que o fato de a Ducati ter oito motos na pista dá ainda mais valor ao título de Pecco.

“São muitas Ducati competitivas? Isso dá ainda mais valor ao resultado de Pecco, que lutou contra pilotos em condições iguais”, respondeu. “Ele foi o melhor e merece. No entanto, essa é a nossa filosofia, é assim que ficamos cada vez mais rápidos”, encerrou.

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