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MotoGP

Ducati diz que parte financeira “pode ser obstáculo“ para renovação de Dovizioso

Paolo Ciabatti afirmou que a Ducati terá de decidir sua futura dupla de pilotos sem ter a chance de avaliar a performance dos candidatos em 2020. Em meio à pandemia do novo coronavírus, o diretor-esportivo reconheceu que a parte financeira pode ser um problema para negociar a renovação com Andrea Dovizioso

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
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A Ducati terá de tomar uma decisão às cegas em 2020. Com os contratos de Andrea Dovizioso e Danilo Petrucci no último ano, a casa de Borgo Panigale terá de escolher quem defenderá o time oficial em 2021, mas, provavelmente, sem ter a chance de avaliar a performance dos candidatos na pista.
 
Por conta da pandemia do novo coronavírus, a temporada 2020 ainda não começou para a MotoGP. Até aqui, as provas de Catar, Alemanha, Holanda e Finlândia foram canceladas, enquanto os GPs de Tailândia, Austin, Argentina, Espanha, França, Itália e Catalunha foram adiados.
Andrea Dovizioso defende a Ducati desde 2013 (Foto: Divulgação/MotoGP)
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Em entrevista ao site ‘Moto.it’, Paolo Ciabatti reconheceu que a Ducati não poderá adiar a decisão por muito mais tempo e ressaltou que a escolha será feita de uma maneira diferente do que nos anos anteriores.
 
“Não existe um limite, mas não acho que podemos passar muito de meados de junho. Nós pensávamos em esperar algumas corridas antes de decidir que direção seguir. Lamentavelmente, a situação é um pouco diferente: teremos de seguir adiante sem poder fazer algumas avaliações apropriadas”, disse Ciabatti. “Não surpreende que a Suzuki já tenha anunciado [Joan] Mir depois de [Álex]  Rins, enquanto estamos olhando principalmente para os nossos cinco pilotos atualmente contratados”, seguiu.
 
Ao contrário da Suzuki, que manteve os dois pilotos, a Yamaha vai promover uma mudança no time, com a chegada de Fabio Quartararo para assumir a vaga de Valentino Rossi. Do lado da Ducati, a tendência é compor a dupla de fábrica com os pilotos que já são contratados pela marca: além de Dovizioso, o plantel de Bolonha conta com Danilo Petrucci, Jack Miller, Francesco Bagnaia e Johann Zarco. 
 
“A escolha mais lógica seria seguir com os pilotos que temos. Davide Tardozzi e Gigi Dall’Igna também confirmaram que a escolha deve ser entre os nossos pilotos”, contou. “Entretanto, teremos de lidar com recursos financeiros muito diferentes. Teremos de tomar decisões que sejam compatíveis com o orçamento. A história com Andrea é uma história de sucesso, mas não podemos pensar nos contratos do passado. O objetivo é conversar com os pilotos atuais, mas com cifras diferentes”, frisou.
 
Também, Ciabatti afirmou que, fora questões econômicas, não existem muitas razões para que a Ducati não renove o contrato de Dovizioso. 
 
“Pessoalmente, fora os altos e baixos que existem em todas as relações, a história com Andrea é de sucesso: é o único piloto que conseguiu preocupar regulamente Marc Márquez nos últimos três anos”, apontou. “Dovizioso é um piloto muito exigente, assim como a Ducati: acho que temos uma visão muito parecida neste ponto de vista. Depois de oito anos juntos, seria bom poder continuar. Não vejo nenhum problema em particular para conseguir isso, mas está claro que a parte econômica pode ser um obstáculo”, concluiu.
 

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