Ducati segue no jejum, mas mostra força inédita na MotoGP e já assusta para 2022

Com um total de 24 pódios, a casa de Bolonha celebrou em 2021 o melhor ano da história na classe rainha do Mundial de Motovelocidade. Os números retratam um ano extremamente positivo na MotoGP, mesmo com a derrota para Fabio Quartararo

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Qual a medida do sucesso na MotoGP? Se é o desfecho do Mundial de Pilotos, então a Ducati falhou em 2021. Mas se a dimensão de um bom ano reside no conjunto da obra, então a casa de Bolonha tem razões de sobra para comemorar a atuação na temporada do Mundial de Motovelocidade.

É bem verdade Fabio Quartararo faturou o título mais importante. E com 26 pontos de frente para Francesco Bagnaia. Mas não deixa de ser igualmente legitimo dizer que a Ducati fez um baita ano, em alguns aspectos até melhor do que 2007, quando conquistou o único título na elite da motovelocidade.

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Jorge Martín, Francesco Bagnaia e Jack Miller foram três grandes destaques da Ducati no ano (Foto: Ducati)

É claro que qualquer coisa diferente do campeonato não vai superar 2007, mas os italianos conseguiram em 2021 o maior número de pódios desde que entraram na MotoGP, em 2003: 24. O recorde anterior era de 17 visitas ao top-3, estabelecido em 2019.

Além disso, foram sete vitórias no ano, uma a mais do que a Yamaha, o que faz da Ducati a montadora mais bem sucedida de 2021. O recorde da marca é de 2007, com 11 triunfos. Também, a temporada marcou a primeira vez que a fábrica de Borgo Panigale conseguiu um 1-2-3 na MotoGP, com Bagnaia, Jorge Martín e Jack Miller formando o pódio do GP da Comunidade Valenciana.

Com seis motos no grid, a construtora vermelha montou uma equipe não só variada, mas também muito talentosa, equilibrando experiência e juventude. Com Miller, Johann Zarco e até Bagnaia, a Ducati tinha pilotos com mais quilometragem, mas com Martín, Enea Bastianini e Luca Marini, a dose necessária de uma aposta para o futuro.

Com o sexteto, a Ducati voou alto neste ano para conquistar o terceiro título do Mundial de Construtores da história, o segundo consecutivo. Só que não foi só isso. Das 54 posições em pódio disponíveis neste ano, a fábrica italiana conseguiu 30, o que representa 55%. Ou seja, em apenas quatro das 18 corridas do ano, a Desmosedici não foi ao pódio.

Entre os seis pilotos, Bagnaia foi quem mais se destacou. O italiano somou quase metade dos 357 pontos acumulados pela fábrica italiana no Mundial de Construtores e surpreendeu os executivos da marca ao ser o principal adversário de Quartararo na briga pelo título.

A Ducati fez muito em 2021, só que o jejum de título permanece. Mas é fato também que o fim desta estiagem parece estar mais e mais próximo. Em 2022, serão oito Desmosedici no grid: além do time de fábrica e da Pramac, VR46 e Gresini também contarão com os protótipos de Bolonha, adicionando Marco Bezzecchi e Fabio Di Giannantonio à mistura de jovens talentos.

Mas ainda tem mais: após os testes de pós-temporada em Jerez, Bagnaia avaliou que a Ducati conseguiu tornar ainda mais perfeita uma moto que já era perfeita. É um sinal claro para a concorrência.

A Ducati deixou de ser aquela moto manhosa, que só ia bem aqui e ali. A presença constante no pódio é uma clara evidência disso. Além do mais, o fato de tantos pilotos terem conseguido resultados positivos mostra que o protótipo de Gigi Dall’Igna funciona bem para qualquer um, o que não tem acontecido com Yamaha e Honda, por exemplo.

Hoje, a Ducati também não é mais aquela moto que tinha só um motor superpotente, mas que era um fiasco em curva. Como bem resume o título de Construtores, a GP21 fechou o ano como a melhor moto do pedaço. E o trabalho dos engenheiros em Borgo Panigale parece tê-la afiado ainda mais.

A Ducati cresceu e fez um ótimo campeonato em 2021. E os primeiros sinais para 2022 já ameaçam a concorrência. O jejum pode até não ter caído, mas os indícios são de que ele não vai durar mais muito tempo.

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