Por efeito ‘Drive to Survive’, MotoGP escolhe momento ideal para série no streaming

O anúncio da estreia de uma série de oito episódios de 50 minutos na Amazon Prime em 2022 encerrou um mistério muito mal guardado. No entanto, com a aposentadoria de Valentino Rossi em 2021, a MotoGP não poderia ter escolhido um melhor momento para buscar uma nova audiência

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Para um esporte que vive contra o relógio, acertar o timing não é exatamente uma surpresa, mas a MotoGP atingiu o alvo ao preparar para 2022 uma série para o streaming da Amazon Prime. Afinal, sem Valentino Rossi, outros recursos serão necessários para angariar novos fãs.

Ao longo dos anos, Rossi foi o principal ímã para atrair público para o esporte. A performance, o jeito carismático, as comemorações efusivas e até a amarelo vibrante deram novos tons ao Mundial de Motovelocidade, mas a idade chegou e a aposentadoria também.

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Valentino Rossi precisa de um sucessor para atrais novos fãs para a MotoGP (Foto: SRT)

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Sem Rossi, a MotoGP perde não só o principal ídolo, mas também alguém que foi capaz de atrair uma multidão de seguidores. E para atingir uma nova leva de interessados, é preciso de uma novidade.

Não que os pilotos atuais não tenham potencial de encantar. Mas não é a mesma coisa. Nenhum deles é como Rossi. E, para ser sincera, nenhum deles será. Ninguém será. Pois é muito difícil encontrar alguém que alie carisma e talento em doses cavalares como o italiano. É algo meio raro.

Sendo assim, por que não entrar na onda surfada primeiro pela Fórmula 1? Com ‘Drive to Survive’, a caçula rica atraiu uma nova geração de seguires que, ainda que recebam algumas alfinetadas daqueles que se julgam torcedores mais importantes por serem de uma geração anterior, são parte vital do futuro da F1. Todo esporte precisa ser capaz de atrair novos fãs ou estará condenado ao ostracismo.

E ‘Drive to Survive’ cumpriu muitíssimo bem esse papel. É claro que os fãs mais antigos, que conhecem a história da Fórmula 1 de trás para frente, se incomodam com algumas narrativas ou com rivalidades criadas pela Netflix. Mas a série não foi feita para essas pessoas. Ela foi feita para quem não conhece. O público da gigante do streaming não é exclusivamente apaixonado por esporte a motor. Daí a necessidade de ‘romantizar’ a história, ‘florear’ um pouco. A série existe para cativar um público mais amplo e não só aquele que está com o rosto colado na TV a cada domingo de corrida.

No caso da MotoGP, a função precisa ser a mesma. É claro que a série ― ainda sem nome e data de lançamento oficiais divulgados ― pode também agradar aqueles de nós que são apaixonados pelas motos de Yamaha, Ducati, Suzuki, Honda, KTM e Aprilia, mas ela precisa mesmo é encantar o cara que assina a Amazon em busca de filmes e séries que possam distraí-lo, pois esse é o cara que pode dar uma chance a algo novo, que está ali para ser conquistado. A série tem de existir para atrair novos fãs, uma coisa que é mais do que necessária neste momento de transição da aposentadoria de Rossi.

O fã ‘raiz’, aquele que não perde uma etapa, acompanha todas as categorias e está sempre antenado no noticiário, pode, sim, se divertir com o que quer que venha por aí e ter a certeza de que o conteúdo desejado por ele seguirá existindo, já que a própria Dorna, promotora do campeonato, produz vídeos de alta qualidade com bastidores, assuntos mais técnicos e outras curiosidades. A empresa espanhola sempre foi craque neste tipo de conteúdo. E não só ela. Existem os documentários de Mark Neale, da Red Bull e até da própria FIM (Federação Internacional de Motociclismo).

A série que vem por aí vem para somar, para levar a MotoGP um pouco mais longe, apresentá-la a uma nova audiência. E isso é vital. Ainda mais na ausência do ídolo máximo.

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