Em dia de climas variados, Ducati e Honda mostram força na Alemanha. Yamaha se perde na chuva

Em uma pista que tradicionalmente era uma ‘anti-Ducati’, a casa de Bolonha se destacou nesta sexta-feira (30) e comandou os dois treinos do dia: no seco com Andrea Dovizioso e sua GP17 e no molhado com Héctor Barberá e a GP16. Dona de um histórico vitorioso, Honda foi bem com Marc Márquez, enquanto Yamaha se mostrou perdida na chuva

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “5708856992”;
google_ad_width = 336;
google_ad_height = 280;

O primeiro dia de treinos para o GP da Alemanha viu uma considerável amplitude climática. Apesar o céu bastante nublado, o primeiro exercício desta sexta-feira (30) foi feito com pista seca, enquanto que de tarde os pilotos tiveram de lidar com a chuva.
 
Com o asfalto seco, foi Andrea Dovizioso quem levou a melhor. Com o mais rápido de seus 24 giros em 1min21s599, o #4 fechou o TL1 com 0s038 de vantagem para Maverick Viñales, o segundo colocado. 0s190 atrás do líder, Dani Pedrosa ficou em terceiro, com Aleix Espargaró, Álvaro Bautista e Marc Márquez completando o top-6. Valentino Rossi ficou apenas em 16º após precisar voltar ao chassi original de 2017 por conta de um problema com sua YZR-M1 titular.
 
No molhado, a Ducati de novo levou a melhor, mas, desta vez, com uma versão mais antiga. Héctor Barberá cravou 1min28s115 com sua GP16 e ficou com a liderança, 0s063 melhor que Márquez. Pedrosa aparece na sequência, escoltado por Danilo Petrucci, Aleix e Cal Crutchlow. Rossi foi apenas 15º, com Viñales aparecendo só em 20º.
Andrea Dovizioso foi o mais rápido em Sachsenring (Foto: Ducati)
Levando em conta o histórico, a performance da Honda não surpreende, mas a Ducati chama atenção, já que Sachsenring nunca foi dos mais amáveis com a moto de Borgo Panigale.
 
Na era da MotoGP, que começou em 2002, a Honda é a montadora mais bem sucedida naquele que é, com 3.671 metros, o circuito mais curto do calendário. No total, são 11 triunfos da marca da asa dourada, incluindo nos últimos sete anos. A Yamaha, por outro lado, venceu três vezes no traçado, a última em 2009 com Rossi. A Ducati venceu uma única vez, com Casey Stoner, em 2008.
 
Não fosse isso suficiente, a Honda também conquistou a pole na Saxônia nos últimos seis anos. O último piloto não-Honda a largada na posição de honra do grid alemão foi Jorge Lorenzo, em 2010, com a Yamaha.
 

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “2258117790”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 600;

Nós X os outros
 
Mais rápido do dia nesta sexta-feira, Dovizioso se mostrou satisfeito com a velocidade da Ducati, mas cobrou uma melhora na aderência na roda dianteira.
 
“Confirmamos uma boa velocidade. Na água, tivemos dificuldades por conta de falta de aderência na dianteira. Um pouco estranho”, explicou Dovizioso. “Temos de entender se é uma limitação nossa”, destacou.
 
Sempre pé no chão, Dovizioso voltou a afirmar que a Ducati não fez grandes mudanças na Desmosedici e considerou os revezes dos rivais na equação do Mundial.
 
“Mais do que os nossos limites, acho que nas últimas corridas os limites dos outros emergiram. Algumas motos não estão funcionando como deveriam nas últimas corridas”, ponderou Andrea. “Não há dúvida de que nas últimas corridas nós nos confirmamos nas primeiras posições. Seria ótimo poder confirmar aqui a nossa velocidade”, declarou.
 
“Não há nada em especial que tenhamos feito na moto. Mas do que nós, foram os outros que não foram tão competitivos quanto esperávamos”, completou.
 
Pouco a pouco
 
Assim como Dovizioso, Jorge Lorenzo também se queixou de falta de aderência na dianteira da GP17, mas se mostrou satisfeito com a performance na água. O #99 fez o 12º tempo no resultado combinado desta sexta-feira.
 
“A verdade é que, na água, me encontrei bastante bem e era dos mais rápidos. No final, colocamos discos de freio de carbono e eles não esquentaram por completo, então tive de parar com dez minutos para o final para colocar os de aço. Por isso, me faltaram algumas voltas para poder ser mais rápido e ganhar posições”, apontou. “No geral, estou focado em compreender a moto que posso fazer aqui para tirar rendimento máximo dela, porque requer um estilo de pilotagem que, no momento, não é o que eu estou utilizando. Mas estou cada vez mais perto”, considerou.
Marc Márquez também mostrou bom ritmo na Alemanha (Foto: Honda)
“Cada vez me vejo pilotando com mais naturalidade sobre a moto, mas ainda não estou confortável. Eu gosto de ter uma moto estável e esta não tem estabilidade em muitas partes do circuito e, por isso, sofro mais. Por conta do meu estilo de pilotagem, tiro um pouco da carga na dianteira e isso não ajuda, incrementa o problema ao invés disso. Por isso, estou tentando mudar a posição em cima da moto, utilizar o freio traseiro para baixar a moto. Tenho que me desdobrar em mil para tentar tirar rendimento máximo da moto que temos”, completou.
 
Discurso no replay 
 

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “2258117790”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 600;

Viñales adotou uma espécie de discurso padronizado em 2017. Assim como fez ouras vezes no ano, o #25 disse não entender a causa de seu revés. Após uma boa manhã, o espanhol teve dificuldades na chuva e ficou apenas em 20º, 1s902 atrás do líder.
 
“Realmente, não sei o que aconteceu. Ainda não terminamos de descobrir. Mas está claro que podemos melhorar muito com a eletrônica e o acerto da moto. Em Assen fomos bastante bem no molhado, mas aqui não fui bem, especialmente na parte mais lenta do circuito”, falou Maverick.
 
Mais uma vez, também, Maverick mostrou seu desconforto com o novo chassi da Yamaha e admitiu que ainda não chegou a uma conclusão em relação ao item.
 
“Realmente não sei se é melhor ou não. Esta é a conclusão que tirei em Assen. Em Montmeló, estava 100% convencido, mas aqui não tivemos tempo de testar bem”, indicou. “De qualquer maneira, é o chassi que temos agora, então temos de tirar todo o possível dele”, defendeu.
 
Perguntado se existe uma escolha entre os chassis ou se é obrigado a ficar com a versão mais atualizada, Viñales retrucou: “Se tivesse cinco motos para escolher, sim. Mas só temos duas nos boxes e tentamos escolher o melhor, mas, no final, é difícil saber qual vai melhor. E o circuito é muito diferente de Assen e é difícil comparar”.
 
Difícil e frustrante
 
Quem não saiu nada feliz do primeiro dia em Sachsenring foi Rossi. O #46 enfrentou problemas com a YZR-M1 na primeira sessão do dia e, mais tarde, não conseguiu um rendimento satisfatório no piso molhado.
 
“Foi um dia muito difícil, muito frustrante”, resumiu o vencedor do GP da Holanda. “Estava encrencado com as duas condições. Acho que minha situação é pior no molhado. No seco, não fui tão mal, especialmente com o médio — o pneu da corrida —, mas, infelizmente, tive um problema técnico com a moto com o novo chassi, mas continuei com o outro”, relatou.
Valentino Rossi não ficou nada satisfeito com a performance desta sexta (Foto: Yamaha)
“O ritmo era bem bom até os dez minutos finais, quando tentamos um fazer um tempo de ataque e não tive feeling nenhum com o pneu dianteiro. Estava bem encrencado, mais do que com os pneus duros”, detalhou. “Foi frustrante, porque eu queria ficar no top-10 para ir para o Q2”, frisou.
 
Perguntado se a condição desta sexta é a mesma enfrentada pela Yamaha em Jerez ou Barcelona, Rossi respondeu: “É uma situação diferente… eu espero”.
 

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “2258117790”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 600;

Indagado sobre o problema que teve com a YZR-M1 nesta manhã, Valentino explicou que não podia dar detalhes.
 
“Nós tivemos um pequeno problema técnico que eu não posso revelar, mas a moto parou para poupar o motor”, relatou.
 
O rei de Oberlungwitz
 
Localizada na região da Saxônia, Oberlungwitz é, claro, uma terra sem rei, mas, se precisarem de um monarca, Márquez certamente vai encabeçar a lista de candidatos. Dono de um currículo vitorioso no traçado, o #93 fez um balanço positivo dos treinos.
 
“Veremos amanhã que tempo vai fazer, mas já sabemos que estamos suficientemente bem em todas as condições”, comentou. “Me senti muito bem e forte pilotando no seco de manhã e no molhado de tarde. Agora parece que vai ser no seco amanhã e no domingo, mas não podemos ter certeza”, continuou.
 
“Começamos com uma boa base no acerto e senti cômodo. Agora temos de nos concentrar em seguir melhorando conforme as condições de pista”, observou. “No molhado, a aderência foi incrível e conseguimos rodar 4s mais rápido do que no ano passado. No seco, acho que temos potencial, mas, sendo um asfalto tão novo, escorrega um pouco”, afirmou.
 
“Nosso objetivo, ainda mais aqui, é estar sempre na primeira fila. Se a classificação for com água, tentaremos nos sair bem para estar na frente na corrida”, completou.
 
Muitos elogios
 
O novo asfalto de Sachsenring está dando um trabalho extra aos pilotos por conta do volume de pneus a serem testados, mas ganhou aprovação total dos competidores.
 
Por se tratar de um autódromo localizado em uma área urbana, Sachsenring não é um circuito permanente. Ao longo do ano, são permitidos apenas dez dias com eventos que ultrapassem os 96 decibéis — a título de curiosidade, o barulho de um liquidificar é medido em torno de 93 db, enquanto uma bateria de escola de samba ou a sirene de uma ambulância alcança os 105 db. Um show de rock chega aos 130 db — três deles tomados pelo Mundial de Motovelocidade, com os demais destinados a categorias locais.
 
Com tal limitação, a Michelin não conseguiu realizar um teste privado no traçado de Oberlungwitz para poder avaliar o novo asfalto, o que levou a montadora a elaborar um plano B. Para evitar surpresa, os franceses colocaram mais um pneu na alocação, oferecendo quatro possibilidades distintas para os pilotos.

#GALERIA(7095)
 
O composto dianteiro extra disponibilizado pela Michelin será de uma borracha média. Assim, os pilotos poderão escolher entre um tipo de pneus slicks macios, um de duros e dois médios. Para a traseira, o composto a mais será o duro. Portanto, a escolha será entre um tipo de macio, um médio e dois duros.
 
Também por conta desta falta de testes — e maior disponibilidade de pneus — as duas sessões de treinos livres desta sexta-feira ganharam dez minutos a mais, passando dos tradicionais 45 minutos para 55 minutos.
 
“O asfalto seca com muita rapidez e a aderência é muito boa, tanto no seco quanto no molhado”, elogiou Lorenzo.
 
Em um dia problemático do lado #46 da garagem da Yamaha, Rossi elogiou pista e pneus e chamou a responsabilidade para o time de Iwata.
 
“Eles fizeram um bom trabalho. A situação das ondulações melhorou muito, o asfalto tem mais aderência e os pneus funcionam muito bem depois de algumas voltas”, contou. 
 
Líder dos trabalhos, Dovizioso não foi econômico na hora de exaltar o trabalho feito na pista da Saxônia. “O asfalto é fabuloso, completamente liso. Você pode fazer o que quiser com a moto”, disse.
 
Márquez, por sua vez, seguiu a linha elogiosa e lembrou que será importante fazer uma boa escolha de pneus.
 
“Na água, tem aderência até mais e você pode ir bem rápido, cerce de 4s mais rápido do que no ano passado”, comparou. “No seco, se vai rápido, mas o rendimento baixa e será preciso acertar com a escolha [de pneus]”, concluiu.
POLÊMICA MOSTRA QUE VETTEL PISOU NA BOLA E HAMILTON FOI MALANDRO EM BAKU

.embed-container { position: relative; padding-bottom: 56.25%; height:
0; overflow: hidden; max-width: 100%; } .embed-container iframe, .embed-container object, .embed-container embed { position: absolute;
top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%; }

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube