MotoGP
07/06/2018 11:11

Fora da KTM, Smith rejeita mudança de categoria e sinaliza com aposentadoria aos 28 anos: “Estou feliz”

Sem vaga na KTM, Bradley Smith afirmou que considera se aposentar aos 28 anos se não puder continuar na MotoGP. Britânico rejeitou mudar de categoria, inclusive para o Mundial de Superbike
Warm Up / Redação GP, de São Paulo
 Bradley Smith (Foto: Michelin)

Bradley Smith admitiu que considera pendurar o capacete aos 28 anos se não encontrar uma vaga na MotoGP. O britânico perdeu seu lugar na KTM depois de duas temporadas bastante aquém do esperado ao lado de Pol Espargaró.
 
O #38 chegou à classe rainha do Mundial de Motovelocidade em 2013 e, depois de quatro anos com a Tech3, foi contratado pela estreante KTM. Ao longo deste tempo, Smith conseguiu seu melhor resultado em 2015, quando foi sexto colocado no Mundial de Pilotos.
 
Enquanto nos tempos de Tech3 Bradley sempre conseguiu acompanhar a performance de Pol Espargaró, na KTM a diferença de performance ficou evidente, com o posto britânico sendo ameaçado por Mika Kallio, piloto de testes da marca, ainda em 2017. A fábrica austríaca optou, então, por dar um voto de confiança a Smith, mas a evolução não foi significativa o suficiente. Assim, é ele quem abre lugar para a chegada de Johann Zarco em 2019.
Bradley Smith confirmou que pensa em aposentadoria se não tiver vaga na MotoGP (Foto: Philip Platzer/Red Bull Content Pool)
“No fim das contas, eu quero estar aqui, dentro da MotoGP”, disse Smith. “Tive uma carreira de sorte, onde pude pilotar as melhores motos do mundo contra os melhores pilotos. Se uma dessas motos dentro deste campeonato não estiver disponível, então fico feliz em encerrar esse capítulo nas corridas e me afastar”, seguiu.
 
O britânico declarou, no entanto, que “ainda estaria envolvido aqui, mas não mais correndo”.
 
Questionado, então, se planejava se afastar das competições, Smith respondeu: “Absolutamente. Estou feliz. Aos 28, as coisas foram melhores do que o esperado”.
 
“Eu curti cada parte do que fiz e, no fim das contas, eu só faço isso porque tenho a chance de pilotar com os melhores pneus, trabalhar com as melhores pessoas e fábricas ― como fiz com a Aprilia, com a Tech3 e com a Yamaha e a KTM”, falou. “É isso que me motiva. Os resultados são divertidos, mas o que te faz levantar de manhã é saber que você está naquele 1% do topo e eu gostaria de continuar lá. Se essa não é a minha situação, então não sei o quão interessado eu estaria em seguir. É nessa situação que estou”, explicou.
 
Bradley, porém, se mostrou disposto a aceitar um papel de piloto de testes como o de Mika Kallio na KTM.
 
“Tudo depende do que ficar disponível, porque pelo menos com essa coisa de piloto de testes, você tem a chance de ficar neste paddock e pilotar as melhores motocicletas”, ponderou. “O que Mika está fazendo é fantástico e, se esse tipo de oportunidade estiver disponível, terei de ver. Mas a menos que seja com uma moto de MotoGP, meu coração me diz que no momento eu não estou realmente interessado em mais nada”, afirmou.
 
Nos últimos anos, alguns dos pilotos que acabaram sem vaga na MotoGP migraram para o Mundial de Superbike, mas esta não é uma transição que interessa ao britânico.
 
“Não sou um piloto de motos de produção. Sempre guiei motos de corrida e sei no que sou bom e do que gosto”, indicou. “Não me entenda mal, o Mundial de Superbike é cheio de talento, mas não sei se uma moto de produção é a coisa certa para mim”, completou.
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