Bagnaia se queixa da estratégia da Ducati no Catar: “Temos de nos concentrar mais em mim”

Italiano reclamou de ter passado o tempo todo testando coisas ao invés de tentar adaptar a moto à pista e ao estilo de pilotagem. Piloto frisou que é importante reservar os testes para isso

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Francesco Bagnaia reprovou a estratégia de trabalho adotada pela Ducati para o GP do Catar. Na visão do italiano, a casa de Bolonha errou ao focar em novas peças durante o fim de semana em Lusail e deveria ter olhado mais para o trabalho de acerto para que ele pudesse estar mais bem encaixado com o traçado e com a moto.

A equipe italiana foi da condição de favorita a um duplo abandono no GP do Catar. Enquanto Jack Miller deixou a prova ainda no início da disputa por conta de um problema com a eletrônica da moto, Bagnaia foi até a volta 12, quando caiu e ainda coletou Jorge Martín em uma tentativa de ultrapassagem na curva 1.

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O acidente entre Pecco Bagnaia e Jorge Martín (Foto: Reprodução/MotoGP)

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“Estava um pouco atrasado na entrada [da curva] com Jorge, mas não foi realmente uma freada muito forte. Então foi bem estranho a frente travar, mas é assim”, disse Pecco. “Só tenho de pedir desculpas a Ducati, a Pramac e a Jorge, antes de mais nada, e simplesmente focar na próxima corrida”, prosseguiu.

Esta, porém, não foi a única vez que a Ducati virou assunto no fim de semana. O grande destaque foi mesmo a homologação do motor, já que o time de fábrica, ao contrário do duo da Pramac e de Luca Marini, lacrou uma versão híbrida do propulsor, um misto das versões de 2021 e 2022.

“É estranho, pois todas as novas Ducati começaram muito mal. Eu era 16º na curva 3. Aí comecei a forçar para recuperar posições, mas não estávamos prontos para lutar pela vitória hoje. Foi ambicioso demais pensar em vitória, mas tentamos recuperar posições”, comentou Bagnaia. “Meu ritmo não foi tão ruim, era bem bom, pensando no que fizemos neste fim de semana. O mais importante será começar a partir daí, e não tocar mais na moto”, defendeu.

Pecco não escondeu que ficou contrariado com a maneira como a Ducati trabalhou, já que entende que passou tempo demais testado coisas ao invés de focar na preparação para o GP.

“Desde o primeiro dia de testes, eu nunca pilotei com a mesma moto por duas sessões seguidas. Então tive um misto de sensações, pois estava descobrindo coisas na corrida outra vez. Isso é inaceitável para mim. Então tenho de focar mais na minha pilotagem, me adaptar melhor”, obsevou. “E para trabalhar na pista, pois do primeiro dia de teste até o TL3, nós nunca trabalhamos em adaptar o meu estilo de pilotagem à pista ou à moto. Isso faz com que você nunca chegue pronto para a corrida. E essa foi a situação”, destacou.

Indagado sobre a necessidade de um piloto de fábrica desenvolver componentes, Bagnaia respondeu: “No passado, não era assim. Você tem uma equipe satélite que trabalha mais nessas coisas. Mas, ok, de qualquer forma, não sou um piloto de testes, estou aqui para vencer, e preciso me concentrar em pilotar da melhor maneira possível”.

“Só tivemos cinco dias de testes, mas acho que temos de testar só no teste. Não durante o fim de semana de corrida. [Do contrário] será mais difícil alcançar um resultado como do ano passado”, avaliou. “Eu realmente preciso me concentrar em adaptar meu estilo de pilotagem à moto. Eu não estava pronto com a moto para a corrida, pois o acerto não estava ok para a pista, a eletrônica não estava ok para a pista. Ficamos para trás”, insistiu.

Bagnaia é titular da equipe de fábrica da Ducati desde 2021 e logo em seu primeiro ano foi vice-campeão, com direito a quatro vitórias e um terceiro lugar nas últimas seis corridas da temporada.

“De qualquer forma, sei que a tarefa de um piloto de fábrica é trabalhar [no desenvolvimento], mas se queremos vencer, temos de nos concentrar mais em mim durante o fim de semana de corrida”, concluiu.

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