MotoGP

Futurística, mas estranha e sem som: MotoGP dá sua visão da MotoE

A MotoE dá o pontapé inicial em sua primeira temporada da história neste final de semana, na Alemanha. Durante a coletiva de imprensa em Sachsenring, os pilotos da MotoGP deram suas opiniões sobre a categoria elétrica, com todos apontando um fator em comum: a falta de som

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
O GP da Alemanha do Mundial de Motovelocidade vai ficar marcado para sempre pela categoria. O motivo é que vai acontecer a primeira corrida da história da MotoE, e os pilotos da MotoGP deram sua visão sobre a categoria elétrica.
 
As motos elétricas teriam um início mais cedo no campeonato. Entretanto, um grande incêndio queimou todos os equipamentos, precisando retardar o pontapé inicial. Ainda assim, a categoria vai disputar quatro etapas em 2019 – sendo uma rodada dupla.
 
Durante a coletiva de imprensa em Sachsenring, os competidores da classe rainha comentaram sobre a novidade, mostrando curiosidade sobre o que vão ver, mas todos apontando um fator em comum: a falta de som.
 
“As pessoas dizem que a MotoE é o futuro. Acho que todos viram alguns vídeos dos testes em Valência. Foi interessante, estranho, e no final é outra categoria. Mas é claro que, no momento, prefiro o som [da MotoGP] e todas essas coisas”, ressaltou Marc Márquez.
O grid da MotoE (Foto: Divulgação/MotoE)
“Com certeza a MotoE é algo que deve acontecer, digo, é o futuro para a categoria, para o ambiente, para tudo. Mas acho que os motores reais são melhores, com certeza neste momento”, disse Danilo Petrucci.
 
“Precisamos olhar por outros lados. Mas acho que uma das melhores coisas sobre a MotoGP é o barulho. Talvez eles possam produzir um som assim nas motos elétricas”, continuou o titular da Ducati.
 
Na visão de Fabio Quartararo, “é uma categoria totalmente diferente do que vemos na Moto3, Moto2 e MotoGP, mas acho que é apenas, vamos dizer, uma oportunidade para os pilotos e outro tipo de moto para pilotar. Mas acho que como disse Danilo, o som de nossas motos é inacreditável e não acho que a MotoE possa parecer assim.”
 
Já Joan Mir mostrou bastante empolgação com a categoria elétrica. “Estou feliz de ver, pela primeira vez, a corrida da MotoE. Como disse Márquez, vi alguns vídeos. O som é um pouco estranho, claro, mas vamos ver como é a corrida no domingo”, comentou.
 
Maverick Viñales engrossou o discurso da falta de som, apesar de ser cuidadoso nas críticas. “Vai ser estranho pilotar uma moto sem som. Normalmente, uso muito o som para pilotar a moto, então é muito estranho”, ressaltou.
 
“Mas acho que é uma nova oportunidade, com certeza é o futuro, e vamos ver como funciona. No momento são apenas os primeiros anos, então com certeza as motos vão melhorar muito”, emendou.
 
Por fim, Franco Morbidelli foi o único piloto que não mencionou o som em sua resposta. “Talvez é um passo para o futuro, não sei. Mas, pessoalmente, gosto delas, é algo novo e também é bom ver pilotos que não pilotam mais, como [Sete] Gibernau, ou de Angelis, correr de novo. Também é legal para o espetáculo. Vai ser interessante de ver”, encerrou.
 

 
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