GUIA 2022: Acosta chega forte, mas Moto2 é livro aberto na busca por protagonista

A temporada de Moto2 tem a chegada de nomes interessantes em 2022, sobretudo, de Pedro Acosta, campeão da Moto3, que fará dupla com Augusto Fernández. Mas a categoria de acesso à classe rainha é sempre aberta para surpresas

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COMPETITIVIDADE NÃO FALTOU NA MOTO2 EM 2021. Isso porque a batalha interna entre Remy Gardner e Raúl Fernández proporcionou momentos muito interessantes, que geram expectativa para 2022. E ano este que tem nomes interessantes: Pedro Acosta, campeão da Moto3, por exemplo, vai fazer dupla com Augusto Fernández, na Red Bull KTM Ajo.

Outros pilotos sobem da Moto3 para Moto2 nesta temporada, como Romano Fenati, Filip Salac, Celestino Vietti, Niccolò Antonelli e Jeremy Alcoba. Ao todo, serão 15 equipes e 30 pilotos, incluindo Zonta van den Goorbergh, de apenas 16 anos, um dos mais novos do grid.

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Embora Acosta, campeão na categoria menor, carregue muita expectativa pela temporada passada, o grid é bastante competitivo e vai buscar por um protagonista e uma boa história. Afinal, seguindo a ‘escadinha lógica’, a Moto2 é último degrau para a chegada à classe rainha.

Novos nomes

Pedro Acosta é, de fato, o nome que chega com a maior atenção. Ele usou ao máximo seu talento para ser campeão da Moto3 no ano passado. Também é verdade que, como em toda a história de superação, o espanhol teve um grande rival, Dennis Foggia, que foi crescendo na reta final do campeonato, mas conseguiu superar os muitos percalços da temporada e sagrar-se campeão com 17 anos.

Vale aqui a menção honrosa a Foggia. Como um foguete, o italiano, que compete na categoria menor desde 2018 e vai continuar nela em 2022, foi grande impasse para o título do piloto espanhol, com um desempenho incrível na parte final do campeonato. Foram três vitórias nos últimos seis GPs, o que, no entanto, não foi suficiente para desbancar Acosta.

Pedro Acosta conquistou o título da Moto3 em 2021 (Foto: AFP)

Agora, Acosta sobe para a Moto2 com uma boa bagagem nas costas. A continuidade com a equipe de Aki Ajo pode também ser um ponto muito positivo para este campeonato. Mas não só de Pedro vai viver a temporada de 2022. Isso porque outros nomes interessantes da Moto3 também vão aparecer na categoria de cima. Um deles é Romano Fenati.

O piloto italiano de 26 anos teve uma vitória, duas poles position e três pódios, terminando o campeonato na quinta posição. Niccolò Antonelli e Jeremy Alcoba que, como indicado acima, também sobem de categoria, ficaram na sexta e na 12ª posições, respectivamente.

Nova equipe

A partir deste ano, um projeto idealizado pelo agora ex-piloto de motovelocidade e eneacampeão mundial, Valentino Rossi, chegará à Moto2. Trata-se de uma parceria entre a VR46, equipe do italiano, e a Yamaha que, juntos, criaram a Yamaha VR46 Master Camp.

A nova equipe Yamaha VR46 Master Camp é de propriedade total da marca nipônica, mas terá gerenciamento da VR46, em uma parceria que já dá certo por longos cinco anos. O time será chefiado por Gelete Nieto, filho de Ángel e irmão de Pablo, que gerencia a equipe oficial da VR46, e terá Keminth Kubo, tailandês de 22 anos, que participou da etapa na Catalunha em 2021, além de Manuel González, espanhol de 19 anos que correu no Mundial de Supersport 300 desde 2020, como sua dupla oficial de pilotos.

A Yamaha anunciou parceria com a VR46 para entrada no grid da Moto2 em 2022 (Foto: Yamaha)

Com sede oficial em Tavullia, o treinamento aplicado no VR46 Master Camp foi desenvolvido para aumentar as habilidades de pilotagem, melhorar o controle de motocicletas e aprender a escolher a melhor trajetória, tudo isso executando exercícios a bordo das Yamaha R3 e YZ250F, bicicletas e karts. A ideia é sempre aprofundar o conhecimento técnico e criar mecanismos para motivar os jovens pilotos.

Mais de 23 participantes já passaram pela academia VR46 Master Camp, todos adolescentes que correm em vários campeonatos com a YZF-R25 e o YZF-R3 em países como Austrália, Canadá, Finlândia, França, Indonésia, Itália, Japão, Malásia, Países Baixos, Tailândia e Ucrânia.

Idade mínima

Outra mudança é em relação à idade mínima nas categorias da Moto2 e Moto3, que subirá para 18 anos. É verdade que a alteração só entra em vigor em 2023 – em 2022, o mínimo ainda é de 16 anos -, mas vale ficar com os olhos atentos. A nova medida foi tomada ainda no ano passado, na esteira das mortes de Jason Dupasquier, Hugo Millán e Dean Berta Viñales.

Há exceções aos campeões do Mundial Júnior de Moto3 e da Red Bull Rookies Cup, que podem correr como contratados, wild-card ou substitutos mesmo sem atingir a idade mínima. No entanto, o mínimo de 15 anos será aplicado em 2022, subindo para 16 em 2023 e 17 em 2024.

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Além disso, “para assegurar uma transição suave”, será aplicada uma exceção aos pilotos que chegarem à Moto3 em 2022 aos 16 anos, para que eles possam seguir correndo no ano seguinte mesmo sem completar 18.

A Comissão de GP confirmou ainda mais uma mudança no regulamento esportivo. A partir de 2022, todos os pilotos devem atingir um tempo igual a 105% da melhor marca de qualquer sessão ― treinos livres ou classificação ― para se classificar para a corrida. Anteriormente, era preciso chegar a 107%.

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