Miller cita contribuição com KTM e aceita rebaixamento para Tech3: “Não é mais satélite”

Jack Miller avaliou que o fato de estar em uma vaga alvo do interesse dos colegas é um indício de que tem feito um bom trabalho na KTM. Australiano disse entender a promoção de Pedro Acosta para a equipe principal e mostrou que encararia bem uma migração para a GasGas Tech3

Jack Miller fez um balanço positivo do trabalho que tem feito com a KTM, mas mostrou que entendia se fosse rebaixado para a GasGas Tech3. Australiano avaliou que o time de Hervé Poncharal “não é mais uma equipe satélite”.

Miller está no segundo ano de um contrato de duas temporadas com a KTM, onde chegou vindo da equipe de fábrica da Ducati. Até aqui, contudo, Jack não coleciona resultados impressionantes. Em 2023, o australiano é o 15º colocado no Mundial de Pilotos, 128 pontos atrás do líder Jorge Martín.

Questionado sobre a impressão de a vaga dele poderia ser conquistada por qualquer piloto, Miller respondeu: “Significa que estamos fazendo alguma coisa certa. Significa que eu estou fazendo algo certo, pois há dois anos ninguém queria esse trabalho”.

“Eu eu larguei, provavelmente, a melhor moto do grid [Ducati] para vir fazer esse trabalho. Agora é meio que uma vaga contestada, então acho que fizemos um bom trabalho até aqui. E vamos seguir melhorando mais e mais”, assegurou.

Jack Miller não vê problema em ir da KTM para a Tech3 (Foto: Rob Gray/ Polarity Photo)

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Miller avaliou, ainda, que a contribuição dele com o desenvolvimento da RC16 não tem sido valorizada o suficiente.

“Não é provavelmente. Não foi”, disparou. “Acho que, sim, a minha contribuição foi boa o bastante. E seguirá sendo”, continuou.

“Obviamente, eu não assinei com esse projeto para sair depois de dois anos. Não é a minha intenção. Se vai ser assim ou não, se será ou não um rebaixamento ou o que quer que seja — claro que eu entendo a situação de que eles têm um novato extremamente rápido, e, honestamente, na posição da KTM, eu ficaria puto se eles conseguissem perdê-lo. Então entendo que precisam fazer o que fazer”, ponderou. “Mas fizemos grandes avanços nesse projeto, e acho que seguimos construindo essa moto para que ela seja aquela que vai parar a máquina vermelha”, falou.

Diante do cenário envolvendo Pedro Acosta, Miller não vê grandes problemas em ser colocado na GasGas Tech3.

“Disse isso o tempo todo. Acredito fortemente que a Tech3 não é mais uma equipe satélite, é basicamente uma moto de fábrica que é vermelha. E nós sabemos disso”, avaliou. “Como eu disse, não assinei para este trabalho para sair depois de dois anos e não colher os benefícios, entende? Esses projetos levam tempo. E acho que é isso que estamos fazendo no momento. E é por isso que temos esses altos e baixos. É que estamos construindo algo”, ressaltou.

“Meu entendimento com a moto e a tentativa de melhorar a moto nunca se afastou disso. E o meu trabalho fora da pista nunca parou. Estou trabalhando mais duro agora do que jamais fiz”, assegurou. “Amo os caras na KTM, acho que fizeram um trabalho fantástico em um curto período de tempo. Obviamente, acho que somos quatro pilotos fantásticos e, se precisarem reorganizar, então reorganizam e seguimos”, encerrou.

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