Martín reconhece que exemplo de Marc Márquez o fez adiar volta à MotoGP pós-lesão

O piloto da Pramac avaliou que, sem o exemplo do hexacampeão, teria voltado à ativa em Mugello, mas optou por aguardar até estar mais recuperado das fraturas que sofreu em Portimão

MotoGP preparou vídeo com imagens da carreira em tributo a Jason Dupasquier (Vídeo: MotoGP)

Jorge Martín usou o exemplo de Marc Márquez para definir a volta à MotoGP. Estreante na classe rainha em 2021, o espanhol entendeu que era melhor dar mais tempo à recuperação do que tentar antecipar o retorno às pistas.

Martín sofreu uma forte queda no terceiro treino livre em Portimão, acabou com oito ossos fraturados e perdeu três corridas.

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Jorge Martín volta à MotoGP neste fim de semana (Foto: Divulgação/MotoGP)

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“Foi um mês muito duro”, disse Martín. “Trabalhei muito para me recuperar o mais cedo possível. O objetivo era Mugello, mas não era o melhor circuito para voltar. Espero ter um bom fim de semana. Não tracei nenhum objetivo, só recuperar a confiança”, seguiu.

Ainda, o piloto da Pramac recordou as circunstâncias da queda em Portimão e avaliou que deu azar.

“Tive má sorte com a queda. Com os pneus novos, às vezes, não sei por que, eles têm como se fosse uma areinha. Achava que estava limpo. Tive um high-side sem acelerar. Bati a cabeça e não me lembro dos 20 minutos seguintes. Fraturei oito ossos”, relatou. “A principio, com as lesões, não podía nem andar. Estava lesionado e assistia as corridas. A mudança aconteceu quando comecei a andar e a me preparar para Mugello. Quando o médico me disse que ainda não estava pronto, foi complicado acompanhar Mugello”, contou.

O piloto de 23 anos admitiu que o exemplo de Marc Márquez foi o que o fez encarar a recuperação com calma. O espanhol da Honda tentou voltar de imediato depois de fraturar o braço direito e não conseguiu, mas o esforço para antecipar o retorno acabou por danificar a placa introduzida originalmente, o que resultou em um total de três cirurgias, 15 corridas de ausência e nove meses afastado do Mundial.

“Não sei exatamente o que aconteceu com Marc, mas sei que ele perdeu muitas corridas. Talvez, sem o exemplo dele, tivesse voltado em Mugello. Lembro que disse: ‘Têm muitas corridas pela frente, mas o corpo é um só’. Eu o escutei e a verdade é que ele tem razão. Decidi esperar até que os médicos tivessem tudo claro”, encerrou.

MotoGP volta às pistas no próximo dia 6 de junho para o GP da Catalunha. Acompanhe a cobertura do GRANDE PRÊMIO sobre o Mundial de Motovelocidade.

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