Martín sai da França como favorito ao título da MotoGP e deixa recado claro para Ducati

Jorge Martín controlou os rivais como marionetes durante o fim de semana do GP da França, mostrando maturidade e talento. Cada vez mais líder do campeonato após as duas vitórias em Le Mans, o piloto da Pramac vira o grande favorito ao título e prova que merece ser promovido para a Ducati em 2025

O GP da França entregou emoções do início ao fim e viu um rosto familiar no topo do pódio. Largando na pole, Jorge Martín até perdeu a liderança na primeira volta, mas soube cozinhar o rival Francesco Bagnaia até encontrar o momento ideal para ultrapassar, já no fim da prova, e encaminhar mais um triunfo no fim de semana.

Mais do que isso, o espanhol da Pramac deixa Le Mans com dois recados bem claros, um para o grid da MotoGP e outro endereçado para a Ducati: é o grande favorito ao título e merece, sim, a vaga no time de fábrica para a temporada 2025.

O bom desempenho de Martín não é novidade para ninguém. Depois de sofrer com uma grave lesão em 2021, oscilou em 2022, mas no ano seguinte colocou-se como um verdadeiro postulante ao título e perdeu a disputa contra Bagnaia apenas na última etapa, em Valência. Mas o começo de 2024 mostra um piloto mais maduro e concentrado, disposto a acumular o máximo de pontos, criando uma boa gordura na ponta do campeonato.

É verdade que erros ainda acontecem, como a queda em Jerez enquanto liderava ou o acidente que quase custou a pole em Le Mans, mas Martín está muito mais consciente de que pontuar um pouco menos é melhor do que nada. No Catar, aceitou as deficiências da moto e ainda garantiu um pódio sem muito esforço, assim como em Austin, quando terminou no quarto lugar.

Jorge Martín varreu o fim de semana em Le Mans com duas vitórias (Foto: AFP)

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Além disso, o ritmo forte aos sábados encanta. Além das poles, o espanhol tem acumulado novamente vitórias em corridas sprint. Já são três em cinco oportunidades, repetindo o segredo que o manteve na disputa pelo título em 2024 e tanto incomodou o rival Bagnaia. Mais do que isso, Martín se coloca como principal nome para a vaga restante no time de fábrica da Ducati, mesmo com a forte concorrência de Marc Márquez.

“Tinha muitas dúvidas antes da corrida, mas no final pude mostrar a mim mesmo, e a todos que necessitavam provas, que fui o melhor na pista. Não tenho nada a prova, acho que já deixei claro nos últimos anos. No fim, era mostrar para mim mesmo, para saber que sou um dos mais fortes, que sou alguém capaz de subir na moto e tentar desfrutar. Neste fim de semana, aproveitei muito, estou com outro ânimo, diferente da pressão que tinha em Jerez. Voltei a aproveitar minha pilotagem, há muito tempo não fazia isso”, afirmou.

“Tudo saiu de forma incrível desde a sexta-feira. Se este é o caminho a seguir, seguramente teremos erros, quedas e dias ruins, mas o importante é desfrutar e isso estou fazendo. Estou muito feliz, muito contente por tudo que conseguimos”, acrescentou.

Na França, Martín precisou se recuperar de uma largada ruim, mas não se abalou. Ficou voltas estudando a pilotagem de Bagnaia até arriscar uma manobra nos últimos giros. Depois segurou o italiano e também Marc Márquez, que entrou na disputa pela vitória. Após a corrida, vibrou com a capacidade de neutralizar a pressão dos rivais.

Jorge Martín, Pecco Bagnaia e Marc Márquez em disputa no fim da prova (Foto: Red Bull Content Pool)

“Não fiz a melhor das largadas e o Pecco assumiu a liderança. Fiquei esperando um pouco, pois a pressão do pneu dianteiro estava ideal. Não queria que despencasse porque estava um pouco frio. Fiquei atrás do Pecco e ele apertou em algumas voltas, provavelmente para ver até onde eu iria. Tive que reagir e quando encostei pude perceber que estava sofrendo um pouco”, destacou o #89.

“Ultrapassar o Bagnaia não era fácil porque eu entrava muito rápido na curva 3 e precisei tentar duas vezes para conseguir. Sabia que estava forte no terceiro setor e que ali seria difícil ele contra-atacar. Na última volta, fechei a porta de todas as maneiras para terminar em primeiro. A corrida pareceu eterna, principalmente nas últimas quatro voltas”, brincou.

“Está claro que tirei uma grande espinha da garganta depois de Jerez, nem tanto pela queda, mas não por não ter vencido. Hoje não tem desculpa, dei o meu máximo. Tive alguns momentos de dúvida durante as brigas, mas coloquei as garras de fora. Estar no pódio com eles já é algo incrível, são dois campeões”, finalizou.

Le Mans terminou com pole e duas vitórias de Martín, além de ter sido o mais rápido da sexta-feira. Se alguém tinha dúvidas do espanhol como grande nome deste campeonato, é hora de repensar a rota. E se a Ducati quiser mais títulos e olhar para um futuro cheio de taças, colocá-lo ao lado de Pecco é uma boa ideia já para 2025, os recados estão devidamente entregues.

MotoGP volta a acelerar entre os dias 24 e 26 de maio, para o GP da Catalunha, em Barcelona, com a 6ª etapa da temporada 2024. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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