KTM vê passo à frente com RC16, mas assume: “Não temos certeza se é o suficiente”

Chefe da KTM, Francesco Guidotti avaliou que é cedo para medir a ordem de forças da MotoGP 2024. Dirigente reconheceu avanço da RC16 em relação ao ano passado, mas assumiu que não sabe se será o suficiente para brigar com a Ducati com frequência

Chefe da KTM, Francesco Guidotti admitiu a alegria da casa de Mattighofen com o avanço da RC16 para a temporada 2024. O dirigente ressaltou a avaliação positiva feita pelos pilotos, mas manteve os pés no chão por entender que ainda é cedo para medir a ordem de forças da MotoGP.

Campeã vigente, a Ducati entra em 2024 como favorita, mas, durante a pré-temporada, a KTM conseguiu algum destaque, especialmente com Brad Binder e o estreante Pedro Acosta.

No campo austríaco, porém, o clima é de cautela. A alegria com a evolução do protótipo em comparação com o ano passado é evidente, mas a cautela ainda é a ordem do dia.

“Estamos muito felizes com a melhora da nossa moto no geral. Os comentários dos pilotos, eles não reclamaram de todas as áreas em que mudamos alguma coisa”, disse Guidotti ao site da MotoGP. “Em comparação com a última corrida e o último testes de inverno, nós claramente estamos um passo à frente. Mas não temos certeza se é o suficiente”, comentou.

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Francesco Guidotti comanda a equipe da KTM na MotoGP (Foto: Philip Platzer/KTM)

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“Olhando para os tempos de volta em todos os lugares em que estivemos, fomos 1s mais rápidos. Vamos ver onde estamos após a primeira corrida”, comentou. “Este é um dos circuitos que não foi o mais forte para nós. Mas a primeira corrida é aqui e nós precisamos seguir forçando”, defendeu.

A performance da KTM na pré-temporada criou a expectativa de um desafio mais consistente para cima da Red Bull, especialmente com Binder, mas Guidotti segue cauteloso nas possibilidades da equipe.

“É difícil ver. Com todos os pilotos nesse nível e as motos melhorando, é difícil fazer previsões”, ponderou. “Temos de encarar corrida a corrida e é difícil fazer qualquer previsão para a primeira corrida. É diferente ter oito horas para rodar e 45 minutos para arrumar e acertar a moto”, seguiu.

“Sabemos que os fins de semana de corrida são diferentes e os pilotos podem fazer a diferença”, frisou. “Temos de analisar um pouco melhor, pois nesses dias nós focamos no nosso trabalho. Mas temos de olhar para todos os competidores e tirar algum tempo para entender tudo um pouco melhor e estarmos prontos”, encerrou.

MotoGP volta a acelerar no final de semana de 7 a 9 de março, em Lusail, no Catar, para a abertura da temporada 2024. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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