MotoGP

Lorenzo diz que está “muito longe” de se sentir confortável na Honda e admite: “Preciso de mais tempo na moto”

Jorge Lorenzo contou que ainda precisa trabalhar na ergonomia da RC213V, uma vez que ainda não se sente confortável na moto. Voltando de lesão, o #99 reconheceu que precisa de mais tempo na moto para recuperar a forma física
Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Jorge Lorenzo reconheceu que ainda está longe de se sentir confortável na RC213V. O #99 avaliou que precisa trabalhar na ergonomia da Honda, mas ressaltou que ainda precisa de mais tempo na moto também para recuperar sua forma física.
 
O espanhol voltou a pilotar no sábado pela primeira vez desde que sofreu uma fratura no escafoide esquerdo. No primeiro dia de treinos da pré-temporada no Catar, Lorenzo ficou com o 21º tempo.
 
“Obviamente, eu tenho dificuldade na freada, mas, pelo menos, eu posso fazer saídas de duas ou três voltas para entender a moto e entender tudo”, disse Lorenzo. “O problema é que não temos muito tempo, talvez três horas por dia. Depois das 21h, a temperatura baixa muito, é difícil tirar proveito. Em outras pistas, você tem o dia inteiro para tirar proveito”, seguiu.
Jorge Lorenzo afirmou que ainda não está confortável na RC213V (Foto: Repsol)
“Não fiz muitas voltas. Não testamos muitas coisas, nenhum acerto, nada para melhorar a moto”, explicou. “Em termos de ergonomia, ainda estamos muito longe de nos sentirmos completamente bem na moto, precisamos trabalhar muito nisso. Eu escorrego na pedaleira e nas alavancas, não tenho apoio suficiente no assento na aceleração”, explicou. 
 
“E, fisicamente, com a lesão, eu preciso de muito mais tempo na moto. Quatro meses é muita coisas, mesmo que você treine muito bem na academia, quando você chega na moto, você usa músculos diferentes”, apontou. 
 
Apesar de ter podido fazer pouco por conta de sua condição física, Lorenzo avaliou que uma melhora da Honda o fato de Marc Márquez ter liderado o speed trap ao marcar 348 km/h no sábado.
 
“Acho que nós melhoramos o motor, acho que é bem rápido”, avaliou. “Marc hoje foi o mais rápido na reta”, apontou.
 
“É um bom final, pois, provavelmente, a Honda no ano passado perdia muita velocidade em comparação com a Ducati. 348 km/h, é bom ser a mais rápida”, considerou. “Ainda preciso melhorar a minha aerodinâmica, porque estou perdendo um pouco em comparação com Marc e Crutchlow. Nós estamos muito atrás para tirar conclusões. Amanhã estaremos mais próximos e vamos melhorar um pouco com todos esses pequenos detalhes”, concluiu.