MotoGP

Lorenzo enfrenta calvário e encara incertezas no futuro com Honda

Não é surpresa que Jorge Lorenzo tem sofrido cada vez mais pressão dentro da Honda. Sem conseguir entregar resultados expressivos no time, o espanhol ainda tem encarado uma difícil adaptação em cima da RC213V. Agora, precisando se recuperar de uma delicada lesão, vê seu futuro ficar cada vez mais incerto dentro da fábrica japonesa

Grande Prêmio / NATHALIA DE VIVO, de São Paulo
A pergunta de R$ 1 mi da temporada 2019 da MotoGP é: por que Jorge Lorenzo tem sofrido tanto para conseguir domar a Honda? Após sete etapas, o espanhol ainda não conseguiu se acertar com a RC213V, e o ‘dream team’ tão esperando no início do ano ainda segue apenas nos sonhos da equipe japonesa.
 
Desde sua estreia na esquadra, o piloto não tem conseguido ter um final de semana limpo para entregar um resultado expressivo. Nas provas que disputou até o momento, apesar de ter pontuado em todas que cruzou a linha de chegada, ainda não tem nenhum top-10, com uma 11ª colocação como melhor posição final.
 
E isso, obviamente, se reflete na tabela de classificação. Atualmente figurando apenas em 15º com 18 pontos somados, é o pior dentre os pilotos da Honda, com Marc Márquez despontando como o líder absoluto do campeonato, enquanto Cal Crutchlow e Takaaki Nakagami, da LCR, estão em décimo e 11º, respectivamente.
 
Chegou então Barcelona, e o que parecia ser o palco da primeira grande apresentação do piloto de Palma de Maiorca virou um pesadelo. Largou bem, já era quarto na segunda volta, mas acabou sendo vítima de um cruel golpe do destino. Escapando na curva 10, não bastou ir ao chão, mas ainda acabou levou junto Andrea Dovizioso, Valentino Rossi e Maverick Viñales.
Jorge Lorenzo tem encontrado cada vez mais problemas em 2019 (Foto: Divulgação/MotoGP)
Na época, Alberto Puig, chefe da Honda, lamentou profundamente o incidente, ainda mais por indicar que era a primeira vez na temporada em que Lorenzo aparecia rápido na pista e tinha chances de buscar um bom resultado.
 
Na sequência, veio a etapa na Holanda. E, em Assen, o espanhol ia experimentar uma nova carenagem, com apoios nos joelhos. Entretanto, qualquer esperança de tentar se encontrar com a RC213V virou fumaça ainda no início do final de semana, quando sofreu uma forte queda, fraturou duas vértebras, e ficou de fora não só daquela etapa, mas também da Alemanha.
 
Tem ficado cada vez mais claro que a pressão tem rondado o #99. Chegando na equipe para fazer uma dupla matadora com Marc, até agora só encontrou desconforto em cima da moto japonesa, apesar de tudo que tem sido feito para que se sinta melhor.
 
O piloto até mesmo viajou para a fábrica da esquadra, no Japão, para tentar encontrar soluções junto com os engenheiros do time para acelerar todo o processo de adaptação. Mas, desde então, não conseguiu mostrar nada mais do que alguns tombos – até mesmo nos testes coletivos após o GP da Catalunha.


 
E agora a situação parece se complicar ainda mais para o tricampeão. Afinal, precisa se recuperar da lesão e, na pausa do Mundial de Motovelocidade, não vai poder treinar para poder chegar em forma para Brno, primeira prova após as férias. Com isso, fica a dúvida de como vai voltar para cima da moto.
 
Isso, somado com os problemas que vem enfrentado desde o início da temporada – na verdade, sequer chegou a ter uma pré-temporada completa, pois também se recuperava de uma lesão, faz com que Lorenzo encare uma incerteza cada vez mais crescente sobre o que o espera até o final do campeonato com a fábrica nipônica.
 
Em um processo de adaptação cada vez mais atrasado e problemático, Jorge precisa começar correr atrás do prejuízo caso queira justificar sua contratação pela Honda. Mas em uma temporada onde tem encontrado cada vez mais problemas ao invés de soluções, seu futuro passa a ser cada vez mais nebuloso e com um ponto de interrogação maior. Até onde vai a paciência da equipe?
 

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