MotoGP

Lorenzo espera melhora em Misano, mas vê “fim de semana de sobrevivência” em Silverstone

Jorge Lorenzo avaliou que o GP da Grã-Bretanha foi um “fim de semana de sobrevivência”. O espanhol, no entanto, espera estar um pouco mais em forma para a corrida de Misano

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
Jorge Lorenzo classificou o GP da Grã-Bretanha como “um fim de semana de sobrevivência”. O #99 previu mais alguns “dias de perigo”, mas avaliou que deve estar em uma condição melhor em Misano.
 
Jorge voltou para a pista em Silverstone pela primeira vez desde a lesão de vértebras que sofreu em Assen. Ao longo do fim de semana, Lorenzo andou sempre no fundo do pelotão, mas apresentou um ritmo melhor na corrida e conseguiu receber a bandeirada em 14º.
 
O #99, no entanto, reconheceu que não estava buscando os limites com a RC213V, já que sua prioridade era não cair, algo similar ao que ele já tinha vivido no GP dos Estados Unidos de 2013.
Jorge Lorenzo sofreu na volta às pistas  (Foto: Michelin)
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“Esses três dias foram meio que um fim de semana de sobrevivência para mim, similar a quando corri em Laguna Seca em 2013 com uma clavícula recém-operada pela segunda vez”, comentou Lorenzo. “Eu não ia cair em Laguna Seca e terminei em sexto. E eu não podia cair aqui e terminei... eu esperava a 14ª posição”, admitiu.
 
Nesta semana, Lorenzo volta para a pista em Misano para dois dias de testes e sabe que também terá de ter cuidado. Ainda assim, o espanhol espera estar fisicamente melhor para o GP de San Marino e da Riviera de Rimini. 
 
“Agora acho que estou um pouco fora de perigo, mesmo que tenha o teste em Misano em quatro dias, ainda terão alguns dias de perigo por conta da lesão, mas acho que estarei bem ok no GP de Misano. Estarei mais em forma e com não tanto medo de cair e a velocidade deve melhorar”, previu.
 
Ainda, o piloto de Palma de Maiorca se mostrou satisfeito por ter exibido no domingo seu melhor ritmo do fim de semana, mas ressaltou que sentiu o efeito físico da corrida.
 
“Pouco a pouco, estava entrando no ritmo. Nas primeiras duas ou três voltas eu tive um pouco de dificuldade para parar a moto com o tanque cheio. Quando o tanque ficou mais vazio, eu comecei a frear até mais forte do que durante todo o fim de semana, então os tempos de volta melhoraram”, explicou. “Nunca rodei nesse ritmo com os médios durante o fim de semana, então foi muito bom reduzir a diferença em relação ao mais rápido de 4s para menos de 3s, até 2s5 em algumas voltas”, seguiu.
 
“Eu esperava terminar, provavelmente, em último ― eu estava sempre na frente de [Karel] Abraham, na frente até mesmo de [Hafizh] Syahrin, que foi muito mais rápido do que eu em todo o fim de semana”, lembrou. “O pneu traseiro desgastou muito nas últimas voltas, então foi por isso que também Syahrin, que estava me seguindo toda a corrida, não podia ultrapassar e tomar a posição”, avaliou.
 
“Além disso, comecei a ter muita dor nas costas, então tive de diminuir um pouco o ritmo. As minhas costas estão muito doloridas, mais do que ontem e na sexta-feira”, contou. “Foram 20 voltas em sequência, sendo mais rápido do que no fim de semana, forcei bastante e ficar 45 minutos nessa posição não me ajuda com a lesão. Agora está muito inflamado e eu tenho muita dor”, concluiu.
 
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