MotoGP

Lorenzo já prevê troca de experiências com Márquez na Honda: “Vamos aprender um com o outro”

Jorge Lorenzo vai para a Honda em 2019 com grandes expectativas. Ser companheiro de Marc Márquez não vai ser tarefa fácil, mas já disse que além de poder aprender muito com o espanhol, vai também poder ensinar algumas coisas ao campeão de 2018

Warm Up / Redação GP, de São Paulo
Jorge Lorenzo vai ter a missão de ser companheiro de equipe de Marc Márquez em 2019. Apesar de reconhecer que vai ter o que aprender com o espanhol, afirmou que também pode ensinar coisa ou outra ao campeão de 2018.
 
O #99 já deu suas primeiras voltas em cima da Honda. O primeiro contato aconteceu nos treinos coletivos em Valência, poucos dias após o encerramento da temporada. Depois participou dos ensaios em Jerez de la Frontera, na semana seguinte. Em ambas as ocasiões não teceu detalhes sobre a experiência, afinal, ainda tem vínculo com a Ducati até 31 de dezembro.
 
No último domingo, então, deu suas primeiras impressões como piloto da marca japonesa, mostrando um grande respeito por Márquez. “Tenho muitas coisas a aprender com Marc, porque este vai ser seu sétimo ano com a equipe, então tem muito mais experiência do que eu”, disse em entrevista ao canal ‘BT Sports’.
Jorge Lorenzo (Foto: Divulgação/MotoGP)
“Mas estou certo de que ele também vai aprender coisas comigo, embora talvez sejam menos. Somos dois campeões e dois pilotos muito rápidos. Sou o único piloto que foi capaz de ganhar um título de Márquez. Aquele ano [2015] Valentino Rossi também poderia ter conquistado”, apontou.
 
“Acredito que fui o mais rápido e por sorte pude ser campeão por poucos pontos de vantagem. Mas isso não significa que isso não pode se repetir. Vou dar o melhor de mim para fazer isso de novo e ganhar meu sexto Mundial, embora evidentemente não vai ser fácil”, completou.
 
Sobre a RC213V, admitiu que vai ter de mudar sua pilotagem para se adaptar ao estilo da moto, mas que sua essência como piloto vai seguir a mesma. “Terei que mudar minha pilotagem, mas só um pouco, porque cada moto te pede coisas diferentes”, apontou.
 
“Mas a base de cada piloto se mantém, isso não muda. Marc não muda e Valentino também não. Vou pilotar de forma suave com qualquer moto que me derem. Fui assim com a Yamaha, com a Ducati e seguirei assim com a próxima moto”, encerrou.