MotoGP

Lorenzo nega ultimato e diz que precisa de tempo, mas admite: “Honda nunca vai ser uma moto natural para mim”

Jorge Lorenzo negou que tenha sido informado que a Honda considera substituí-lo após a temporada 2019 se os resultados não melhorarem. O espanhol voltou a dizer que precisa de tempo, mas reconheceu que a RC213V nunca será uma moto natural para ele

Grande Prêmio / Redação GP, de São Paulo
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Jorge Lorenzo negou que tenha recebido um ultimato da Honda por conta de sua falta de performance. O #99 voltou a ressaltar que precisa de tempo para pegar a mão, mas reconheceu que a RC213V nunca será uma moto natural para ele.
 
Nesta quinta-feira (16), o diário espanhol ‘AS’ noticiou que a Honda considera a possibilidade de substituir o piloto de Palma de Maiorca na metade do contrato se os resultados não melhorarem.
 
Falando à imprensa em Le Mans, Lorenzo negou que tenha recebido um ultimato e afirmou que tampouco conversou com a Honda a respeito.

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Jorge Lorenzo afirmou que a Honda nunca será uma moto natural para ele (Foto: Michelin)
“É sempre possível ouvir este tipo de rumor quando a situação ou os resultados não são positivos, mas, pessoalmente, nunca me deram um ultimato e nem sequer me falaram a respeito disso”, disse Lorenzo. “Sabemos ambas as partes que a conexão piloto-moto vai ser mais complicada para conseguir resultados do que esperávamos. Vamos precisar de mais tempo, porque não está sendo uma conexão natural. Vou precisar de mais tempo, mas em nenhum momento ouvi essa palavra de ultimato ou algo parecido”, insistiu.
 
Questionado se a Honda pode ter tão pouca paciência quando a Ducati, Lorenzo respondeu: “Não sei. Não é algo que depende de mim e também não posso mudar a paciência que uma escuderia pode ter”. 
 
“A única coisa que sei é que eu tenho dois anos de contrato”, ressaltou. “É importante que tenhamos consciência de que será um processo longo. Não vai ser natural, como em outras ocasiões ou como aconteceu com outros pilotos que subiram em uma moto nova ou de outra categoria. Cada pequeno progresso nos aproxima do nosso objetivo e temos de valorizar cada progresso como se fosse uma pequena vitória. Com tempo e com quilometragem, vamos melhorar”, avaliou.
 
Por fim, Lorenzo considerou que nem mesmo mudanças na moto para o ano que vem vão transformar a RC213V em uma máquina natural para ele.
 
“A Honda nunca vai ser uma moto natural para mim. A Honda vai ser como sempre, uma moto que você tem de pilotar freando muito tarde, derrapando a traseira, inclinando cedo e angulando. Nunca vai ser uma moto natural para mim, da mesma forma que a Ducati não foi”, apontou. “Então preciso de mais tempo para me adaptar. A mesma coisa pode estar acontecendo com [Johann] Zarco, por exemplo, porque quando ele subiu na Yamaha, ele chegou a escapar na primeira corrida, e com a KTM está entre os últimos. Essa é a diferença entre uma moto natural e uma moto antinatural na MotoGP de hoje em dia, com uma categoria tão igualada”, concluiu.
 
O GP da França de MotoGP está marcado para o domingo, às 9h (de Brasília). O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo AO VIVO.
 

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