Lorenzo negocia para seguir piloto de testes da Yamaha, mas põe Aprilia como opção

Tricampeão da MotoGP colocou a Yamaha como prioridade, mas considerou que seria bonito fechar um ciclo com a casa de Noale e também ajudar Andrea Iannone

Jorge Lorenzo ainda tem o futuro em aberto. Aposentado da MotoGP desde o ano passado, o espanhol foi contratado para atuar como piloto de testes da Yamaha, mas ainda não sabe se seguirá com a casa de Iwata no próximo ano.

Tricampeão da classe rainha do Mundial de Motovelocidade com a marca dos três diapasões, Lorenzo ressaltou que encaixa bem com a YZR-M1, mas ainda depende de uma decisão da Yamaha.

“Quero continuar como piloto de testes e a minha primeira opção ainda é a Yamaha, pois venci com eles e me sinto muito bem na moto, mas existem outras opções também”, disse Lorenzo ao diário espanhol AS. “Sim, a outra opção é a Aprilia”, confirmou.

Jorge Lorenzo, Yamaha, MotoGP 2020
Jorge Lorenzo trabalha com Silvano Galbusera na equipe de testes da Yamaha (Foto: Reprodução)

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Ao longo de 2020, Lorenzo quase não foi aproveitado pela Yamaha. O espanhol participou da pré-temporada, mas só voltou a subir na moto no início de outubro, durante um teste organizado em Portimão. Jorge usou uma especificação de 2019 da YZR-M1, mas a falta de ritmo impressionou.

“A realidade é que só fiz dois dias de testes em Sepang… E, recentemente, tive um dia e meio em Portimão”, comentou. “Em junho, quando estávamos em ‘Covid total’, fui informado pela Yamaha de que com certeza não teriam mais testes, então diminui meu ritmo de treino”, explicou.

“Quando me disseram que teria o teste em Portimão, eu comecei a treinar do melhor jeito que podia. Faltava pouco tempo e não cheguei na melhor forma. E, acima de tudo, não subia numa moto de MotoGP há oito meses. E é uma moto super extrema”, considerou. “Você perde ritmo, reflexos, tempo de reação e, para recuperar tudo, precisa de alguns dias de aclimatação ― independente se seu nome é Lorenzo, Rossi ou Márquez”, sublinhou.

“Se somar a isso o fato de que Portimão é um circuito muito difícil e estranho, com um time formado no último minuto e uma moto defasada, é difícil ser competitivo”, ponderou.

Com o futuro incerto, Lorenzo fez campanha para ter o contrato renovado, já que entende que a Yamaha não vai encontrar alguém que se adapte tão bem à M1.

“Gostaria de continuar, mas se optarem não seguir comigo, será uma grande pena para os dois lados. Honestamente, acho que será impossível que eles encontrem um piloto que se adapte tão naturalmente ao estilo que a Yamaha exige e que tenha a mesma sensibilidade para detectar a direção certa para evoluir cada peça”, explanou.

Apesar de interessado em seguir na Yamaha, Lorenzo também vê com bons olhos a opção de trabalhar para a Aprilia e tentar replicar o sucesso de Dani Pedrosa como piloto de testes da KTM. Além disso, o tricampeão da MotoGP já defendeu Derbi e Aprilia nos tempos de 125 e 250cc.

“Eu comecei com o grupo Piaggio, porque a Derbi pertencia a eles, e foi com eles que entrei no Mundial, vencendo corridas. Depois, fui para a Aprilia e consegui meus dois primeiros mundiais, então tenho uma história vencedora com a Aprilia e seria bonito fechar o círculo, se fosse o caso, com eles”, ressaltou. “É uma opção mais incômoda, porque a M1 é mais natural para mim, mas se os fizesse melhorar o rendimento seria um mérito mais vistoso, como é o caso de Pedrosa com a KTM. Deram valor a ele e dá para ver os resultados. A melhora na Yamaha não é tão visível”, frisou.

Também, Jorge considerou que também poderia ser uma boa ajuda para Andrea Iannone. O italiano ainda espera o desfecho do recurso no Tribunal Arbitral do Esporte contra a suspensão de 18 meses por doping importa pela FIM (Federação Internacional de Motociclismo).

“Além disso, acho que também poderia fazer muito bem a Iannone, se permitirem que ele corra no ano que vem. Nós dois vivemos em Lugano e acho que poderia ser um pouco como um guia ou coach. Eu o ajudaria a melhorar o rendimento e a ser mais rápido”, concluiu.

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